Construir Resistência

10 de janeiro de 2023

Coronel que chefiava PM durante ataques em Brasília é preso

Por Valdo Cruz e Isabela Camargo, TV Globo Fábio Augusto perdeu cargo após ataques terroristas em Brasília. Há suspeita de conveniência de policiais com vândalos, segundo decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes. O ex-comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) coronel Fábio Augusto foi preso na tarde desta terça-feira (10). A prisão ocorreu após determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Ele era o responsável pela PMDF no domingo (8), quando ocorreram os ataques terroristas de bolsonaristas contra o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo Tribunal Federal. A polícia e o governo do DF, que são responsáveis pela segurança dos prédios do governo federal e de outros poderes em Brasília, vêm recebendo duras críticas pela atuação durante os atos de vandalismo. O governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB), foi afastado do cargo por Moraes. A Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a prisão de Anderson Torres, e o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a prisão dele na tarde desta terça-feira (10). Torres era secretário de Segurança do DF no dia dos ataques. Ele foi ministro da Justiça do governo Jair Bolsonaro. Sobre a Polícia Militar do DF, recaem suspeitas de conivência com os terroristas bolsonaristas. Um vídeo que circula nas redes sociais mostra um grupo de policiais que observa, sem reação, a invasão de bolsonaristas ao Congresso Nacional. Ainda no domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou a intervenção federal na segurança pública do DF. Com a medida, que já foi aprovada pela Câmara e pelo Senado, o governo federal ficou responsável pelo comando das polícias no Distrito Federal. Na segunda (9), o interventor nomeado por Lula, Ricardo Cappelli, já havia retirado Fábio Augusto do comando da Polícia Militar do DF. Para o lugar dele foi nomeado o coronel Klepter Rosa Gonçalves.

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A amiga da minha mãe

Por Luiz Aun Dona Jurema sempre foi amiga da mamãe. Mulher forte e determinada , casou com Seu Estevão, um militar reformado que se aposentou cedo com artrose primária dos membros inferiores . De lá pra cá se especializou em consertar carros de rolimã nas imediações. Faleceu moço deixando Tevinho (Estevão no diminutivo), e Artemísia. Dona Jurema seguiu a vida . Prendada é muito comunicativa, recomeçou a trabalhar. De início foi a onda de Tuperware. Vendeu muito mas percebeu que era pouca reposição. Depois perambulou e foi trabalhar na Amway. Complementando a pensão de Seu Estevão . Com o casamento dos filhos e já cansada, passou a ficar ociosa. Engordou. Comia muito Oreo. Ficou muito próxima de uma vizinha, Dona Marilde. Dona Marilde era obreira na Igreja dos Santos de Pau’oco e levou Dona Jurema para cultos diversos. Parte da pensão foi parar com o Pastor Lourival. Lá conheceram Nonato, um sujeito forte, malhadão que as convenceu que um certo Capitão iria mudar o país, pois tinha Deus, a Pátria e a família como imprescindíveis pra melhorar o Brasil e a vida das pessoas. Trouxe. num dos cultos, duas camisas da seleção, uma vuvuzela, uma bandana de bandeira, e ensinou todos os mecanismos de WhatsApp, e grupos pra que elas interagissem com os simpatizantes. Fazendo curta uma longa história: Dona Jurema foi presa domingo. Tentou usar em vão a patente da reserva de seu Estevão. Gritou, esperneou, chorou pelo Brasil. Foi num ônibus com mais 50 senhoras e senhores . Foi acusada de passar na fila do churrasco do acampamento mais vezes que o permitido. Engordou mais nesses meses, e tá com a glicemia altíssima. Nunca parou com o Oreo, essa é a verdade … Está com os nervos a flor da pele. Na invasão foi a responsável por segurar a faixa “Perdeu Mané” e acabou sendo uma das primeiras a ser identificada, fichada e exposta nas redes sociais. Tevinho e Artemísia avisaram. Mas Dona Jurema estava determinada. Deu no que deu … Dona Jurema foi a primeira a entrar na Colmeia Aos gritos de Povo Unido jamais será vencido levou um pescoção da Lindalva, presa por homicídio, associação ao tráfico e formação de quadrilha – Cala a boca miliciana de merda, foi a última coisa que Dona Jurema ouviu antes de ficar desacordada … Luiz Aun é profissional do mercado financeiro e escritor

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Toda solidariedade à Tellé Cardim, agredida por criminosos bolsonaristas em SP

Da Redação com apoio do SJSP O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo presta toda a solidariedade à Tellé e as demais pessoas agredidas por esses criminosos. As hordas golpistas e terroristas que protagonizaram os mais grotescos ataques à democracia brasileira no domingo (8 de janeiro) também se fizeram presentes na cidade de São Paulo na última semana. A companheira Tellé Cardim, de 74 anos e que foi dirigente deste Sindicato por diferentes mandatos, foi covardemente agredida por esses criminosos na Avenida Angélica, na zona oeste da capital. As agressões, que foram filmadas, mostram os golpistas cercando a companheira Tellé e demais pessoas que reprovavam a carreata bolsonarista, que percorria a cidade com palavras de ordem golpistas. Os criminosos realizaram xingamentos racistas a um homem que tentou conter os ataques e ficaram ainda mais raivosos ao saber que Tellé era jornalista. Tellé portava uma bandeira de apoio ao presidente Lula, quando o criminoso Bolsonarista desce do carro e agride uma jovem que tentou protegê-la, conforme imagens abaixo: O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) presta toda a solidariedade à Tellé e as demais pessoas agredidas por esses criminosos. Nos colocamos à disposição da companheira e exigimos das autoridades imediata investigação e punição dos responsáveis pelos ataques. Quem é a Clélia (Tellé) Cardim Tellé Cardim (Clélia Cardim) (São Paulo, 15 de julho de 1949) é jornalista. É filha do maestro Átilla Cardim e Oropssuma Djabraian. É também sobrinha do flautista Aníbal Cardim. Tellé foi criada entre São Paulo e Rio, onde estudou jornalismo na PUC-Rio. É conhecida por ser amiga de artistas da MPB e do teatro na juventude. Em 1959, fez curso no Teatro Oficina com José Celso Martinez Corrêa. Participou de vários filmes como atriz, como O Candinha, Proibido Beijar e Absolutamente Certo. Ficou conhecida pela forte presença nos Festivais da MPB da TV Record, onde liderava as vaias a artistas que não tinham músicas de esquerda. No teatro, atuou na peça Eles Não Usam Black-Tie, no Teatro de Arena, em 1962. Também atuou em A Prima Dona, com Dina Sfat. Na televisão, atuou na novela Clarissa, de Érico Veríssimo, na TV Cultura. Começou como repórter na extinta TV Excelsior nos anos 1960. Passou também por Tupi, SBT, Gazeta, Bandeirantes e Record, onde atua como editora de Cultura. Também trabalhou no jornal Última Hora e fez colaboração para a extinta revista O Cruzeiro. Entre suas entrevistas mais marcantes, estão a que fez com o cosmonauta russo Yuri Gagarin, com o líder espírita Chico Xavier, com o ator mexicano Arturo de Córdoba, com o poeta Vinícius de Moraes, com o cantor João Gilberto e com o compositor Tom Jobim. Nota do editor Simão Zygband – poucas vezes conheci alguém com a disposição de luta da queridíssima companheira e amiga Tellé Cardim. Pessoa inigualável, de fibra, imprescindível. Parabéns Tellé. Nosso Brasil sempre precisou e precisará de pessoas como você!

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Fui obrigado a tomar uma atitude forte, diz Lula

Da Redação com informações do NSC Total O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, ao discursar para os governadores em reunião na noite desta segunda-feira (9), que a Polícia Militar do Distrito Federal foi negligente diante dos ataques de bolsonaristas às sedes dos três Poderes ocorridos no dia anterior. Ele reuniu representantes de todos os 27 Estados brasileiros no encontro emergencial. — Fui obrigado a conversar com o meu ministro da Justiça [Flávio Dino] e tomar uma atitude forte, porque a polícia de Brasília negligenciou, a inteligência de Brasília negligenciou. É fácil a gente ver, nas invasões, os policiais conversando com os agressores. Quando eu fui diplomado na Suprema Corte, no quebra-quebra que teve em Brasília, a Polícia Militar acompanhava as pessoas tocando fogo em ônibus, e nada foi feito. Havia uma conivência explícita da polícia apoiando os manifestantes. Mesmo aqui dentro do Palácio, havia soldados conversando com as pessoas como se fossem aliados — disse Lula. — Até que nós resolvemos tomar uma atitude de fazer uma intervenção na polícia de Brasília, porque o responsável por ela estava sob suspeitas há muito tempo — emendou o presidente, em referência a Anderson Torres, agora ex-secretário da Segurança Pública no Distrito Federal e também ex-ministro da Justiça de Jair Bolsonaro (PL). Ele foi exonerado por Ibaneis Rocha (MDB-DF), que acabou, em seguida, afastado do cargo pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Lula ainda afirmou que as investigações dos ataques devem avançar sobre os financiadores dos acampamentos em frente aos quartéis e das viagens dos golpistas rumo à Brasília. Ele também destacou ser favorável a protestos, inclusive contra seu governo, mas considerar inaceitáveis movimentos que atentem contra a democracia no país, caso do que foi visto em Brasília no domingo (8). — Desta vez, as pessoas não tinham pauta de reivindicação, não tinham o que reivindicar ao governo. O que eles querem é golpe, e golpe não vai ter — acrescentou.  

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A crítica de Lula a generais do Exército durante reunião com governadores em Brasília

Por Carta Capital O presidente comandou o encontro um dia depois de terroristas bolsonaristas invadirem e depredarem prédios públicos no DF O presidente Lula (PT) se reuniu com governadores na noite desta segunda-feira 9, em Brasília, um dia depois de terroristas bolsonaristas invadirem e depredarem áreas do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal. Ele prometeu o avanço das investigações sobre a ação criminosa e declarou que a apuração chegará aos mandantes e aos financiadores. Na agenda, também fez críticas a militares que não tomaram atitudes concretas para desmobilizar os acampamentos golpistas instalados por bolsonaristas em frente a quartéis-generais do Exército após o segundo turno da eleição. “Nós sabemos que já teve gente que foi presa e torturada, outros que morreram na cadeia, porque ousaram falar em derrubar o governo. Todo mundo aqui sabe quanta gente foi torturada por não concordar com o regime militar”, lembrou Lula aos governadores. “E agora as pessoas estão livremente reivindicando golpe na frente dos quartéis. E não foi feito nada por nenhum quartel. Nenhum general se moveu para dizer: ‘Não pode acontecer isso, é proibido pedir isso, não vamos fazer isso’. Parece que tinha gente que gostava de quando o povo estava pedindo golpe.”

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O golpe reverso dos maus estrategistas foi tiro de canhão no pé

Por Hildegard Angel – Brasil 247 A reunião do presidente Lula com os chefes dos demais poderes e a presença unânime em Brasília dos 27 governadores fortaleceram a Democracia, como jamais, e consolidaram Lula na Presidência do país de modo inquestionável Esses estrategistas do golpe precisam fazer uma reciclagem pois, além de a tentativa ‘flopar’, deram um tiro no pé, martelaram o próprio dedo e marcaram um gol contra, garantindo a taça da vitória para a Democracia brasileira. Foi a consagração de Lula como presidente, mal começou a governar, recebendo manifestações solidárias de chefes de estado estrangeiros, oferecimento de apoio de México, Chile, Argentina, Colômbia, Canadá e Estados Unidos, além de telefonema de Biden e novo convite para ir a Washington. Sem falar que agregou em torno de si, além de seus já aliados, os opositores, pois ninguém mais quer ser identificado com o bolsofascismo. A não ser o Malafaia. O golpe, que não vingou, derrubou o Tutinha de seu trono na Jovem Pan. Fez o deputado Ricardo Barros levar um pito ao vivo da âncora da CNN. Ejetou o aliado do Bozo do comando da Segurança no DF. Pôs o governador Ibaneis de castigo, girando como pião por 90 dias. Obrigou as redações a se cultivarem sobre Portinari, Di Cavalcanti, Krajcberg, Bruno Giorgi, Ceschiatti, a aprenderem o nome do relojoeiro de Luis XIV, que as vidraças do Niemeyer não são blindadas e que a mesa de despachos de JK está viva e mora no Planalto (se é que ficou inteira). Em menos de 24 horas, o golpe micado despertou a militância adormecida e levou multidões às ruas e praças, berrando “anistia não!” – o que desde 1985 a gente esperava acontecer. E last but not least ensinou a Globo a chamar os bolsonaristas pelo nome próprio, “terroristas”, e a chamar golpe de golpe. Agora, só falta ela enquadrar Moro e Dallagnol como inimigos do Brasil, reconhecer que a Lava Jato foi Farsa a Jato, e pedir desculpas a Lula. Hildegard Angel é jornalista e escritora  

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