Construir Resistência

21 de dezembro de 2022

Michelle de joelhos e aos prantos: a estética de uma derrota

Por Milly Lacombe – Colunista do UOL Assim como o nazismo é uma estética política e também a política como estética, já ensinou o professor Michel Gherman, talvez a derrota do nazismo se construa também como estética. Michelle Bolsonaro, caída ao chão de joelhos enquanto três dúzias de fanáticos entoam um Pai Nosso em frente ao Alvorada e Jair se mantém de pé na perfeita imitação de sua própria estátua de madeira; a estética de derrota. Uma estética que tem no bolsonarista grudado ao para-brisa do caminhão e vestido em camisa amarela outra simbólica representação do fracasso. O fiasco de um golpe, o malogro da crueldade, a ruína de um projeto nazi-fascista de Brasil. O fim de um governo desumano, perverso, sinistro, funesto, aterrador, tétrico, tenebroso, macabro. Acaba aos prantos e de joelhos na grama do Alvorada. Termina curvado em lágrimas tendo na mulher que derrete ao chão a perfeita representação do que chamam de fraquejada e no homem que permanece em pé vestido como um defunto a simbologia daquele que, ao menos, não se colocou em posição de prece frente ao séquito de fanáticos. A imagem dos restos mortais dos sem caráter, dos sem alma, dos sem espírito. Arrastando-se pela grama a partir do palácio para, calados, se arriarem diante de uns poucos que berravam coisas sem sentido, cantavam músicas que pediam por Deus e repetiam palavras de ordem. Coloridas cadeiras de praia vazias entre eles e alguns lunáticos completavam a pintura mórbida. Tudo em Michele e Jair cheira decadência e deterioração. Estão com a textura de uma decomposição pública, cadáveres que se arrastam lentamente de mãos dadas pela grama, destinatários de tudo o que semearam e que agora volta como um bumerangue sobre suas cabeças. O fim do atual governo produz imagens fortes e eloquentes. É a estética do apodrecimento. É a pulsão de morte que tanto promoveram representada em corpos que ainda se movimentam, mas que já não emitem mais sinais vitais. Jair, o zumbi político, terá agora que encarar juridicamente suas ações nos últimos quatro anos – ou mais. Quanto a Michele, vamos ter que esperar para ver o que tem pela frente: se segue caída e humilhada aos pés do marido e enfrenta destino semelhante ou se decide, quem sabe, contar um pouco do que viu e ouviu.   Texto publicado originariamente no link do UOL https://www.uol.com.br/esporte/colunas/milly-lacombe/2022/12/21/michelle-de-joelhos-e-aos-prantos-a-estetica-de-uma-derrota.htm

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Área de Segurança exige lealdade ao presidente Lula

Por Simão Zygband  Todo mundo sabe que o governo do Lula não vai ser mel na chupeta. Mais de 60 milhões de brasileiros acima dos 16 anos confiaram nele para tentar conseguir tirar o país do atoleiro que os 2 anos de Michel Temer e os 4 de Jair Bolsonaro deixaram. Há problemas graves em todas as áreas. A principal delas, é verdade, e talvez a mais urgente, seja atenuar a fome de 33 milhões de brasileiros cuja herança maldita, a crueldade da extrema-direita bolsonarista, deixou sem poder realizar as três refeições diárias. São milhares de famílias que procuram comida nas latas de lixo, que dormem nas ruas ao relento ou que se amontoam para conseguir um osso no açougue para fazer uma sopa. O indigente que ocupou o cargo presidencial em um mandato tóxico que se encerra no próximo dia 31 de dezembro, teve a pachorra de dizer que não havia fome no Brasil, enquanto ele e sua terceira esposa, Michelle Bolsonaro, torravam quase 2 milhões de reais por mês no cartão corporativo da presidência da República. É difícil alguém com esta ganância por dinheiro enxergar a necessidade do próximo, ainda mais quando são exatamente aqueles que, supostamente, ele deveria cuidar. Mas vamos olhar para a frente e esquecer o passado, sem se descuidar do retrovisor. Entre as áreas problemáticas do governo Lula, que ainda está embrionário, com certeza está a da Segurança, que é um verdadeiro ninho de escorpiões, extremamente contaminada pelo bolsonarismo. Um dos indicativos da dimensão dos problemas foi a indicação de Edmar Camata para chefiar a Polícia Rodoviária Federal (PRF)  – um cargo que se transformou em um gigante transtorno para a democracia no governo do extremista Bolsonaro -, e que foi agora colocada na cota do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB). A nomeação do policial pelo futuro ministro da Justiça, Flávio Dino (PSB), gerou insatisfação na base militante petista, pelo apoio de Edmar Camata à Operação Lava Jato e à prisão ilegal do presidente Lula em 2018. Segundo o jornalista Marcelo Auler, do portal 247, “ Flávio Dino avalia que não é motivo para defenestrar a indicação que ele fez ontem, com altos elogios profissionais ao policial rodoviário federal, que hoje é Secretário de Transparência do Governo do Espírito Santo, do Casagrande, lembrando que aliados do governo eleito, como Randolfe Rodrigues (Rede) e Alessandro Molon (PSB), também apoiaram a Lava Jato no passado”. Até o vice, Geraldo Alckmin, também foi apoiador da Lava Jato e defendeu a prisão de Lula, assim como a senadora Simone Tebet, a então senadora Marta Suplicy e até mesmo a deputada federal eleita, Marina Silva. Mas, uma coisa é a área parlamentar e política e outra, completamente diferente, é ter cargo de confiança na PF ou PRF, fundamentais para o combate à criminalidade. Seja qual for a decisão, pela manutenção ou não de Edmar Camata, é momento de dar carta branca ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Mas não é uma boa ideia colocar em cargos chaves policiais que tenham algum histórico de defesa da prisão do presidente eleito. Nesta área é absolutamente necessária a colocação de quadros leais ao presidente da República. Todos sabem que a PF e a PRF são um rastilho de pólvora, assim como é a área militar. Confesso que temo por nomeações não muito afinadas com o governo Lula. Mas ele saberá como resolver este imbróglio.  

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Obrigado a todxs que ajudaram a Construir Resistência

Antes de mais nada, Feliz Festas para todxs. E Felicidade Imensa por termos ajudado a eleger Lula Presidente. Mas a luta só está começando. Vencemos apenas o primeiro round. Os desafios prometem ser imensos. Temos um inimigo que não nos dará trégua. Também estaremos sujeitos ao chamado Fogo Amigo, talvez o pior dos problemas. Tudo faz parte da Política e, com certeza, Lula terá sabedoria para contornar os desafios. Mas teremos que ajudá-lo nesta difícil tarefa de reconstruir o país depois do caos bolsonarista. Em março de 2023, o nosso site, o CONSTRUIR RESISTÊNCIA completará 2 anos de existência. Luta diária e continua de fazer um contraponto contra a mídia hegemônica. Atingimos até este dia 21 de novembro, 893 mil visualizações. Uma enormidade de leitores, fruto certamente de poder proporcionar uma visão diferente da vida política do país que não a divulgada pela grande mídia corporativa. Posso dizer, sem nenhuma falsa modéstia,  que o projeto CONSTRUIR RESISTÊNCIA, apesar das imensas dificuldades, é um sucesso. Gostaria de agradecer a todos aqueles que ajudaram a transformar o RESISTÊNCIA em uma realidade. Agradeço primeiramente a parceira Sônia Castro Lopes, fundadora e financiadora inicial do projeto, que por mais de 1 ano e meio deu sua contribuição intelectual e política ao site. Às dezenas de colaboradores que cedem seu talento para proporcionar um conteúdo diferenciado ao CONSTRUIR RESISTÊNCIA. A agência Nova Digital, do Rio de Janeiro, na pessoa do Flávio Raffaelli, que pacientemente nos proporciona suporte técnico. Por fim, aos que ajudaram o site com quantias em dinheiro (financeiramente), mesmo com as mais pequenas, mas que são fundamentais para arcar minimamente com os custos do portal e dar ânimo ao projeto. Neste final de ano, gostaria de cumprimentar 1 a 1 aos que puderam contribuir com as quantias. Entendo que os demais companheiros não tiveram condições de dar sua colaboração, mas são queridos igualmente, pois deram sua força mental, espiritual e política. A estes, abaixo relacionados, o meu muito obrigado: Nanci Gil, Patrícia Curti Bresser Pereira, Raffaello Colangelo, Luis Otávio Calag Nascimento, Marcio Varella, Jayme Brener, Aparecido Lima (Cidoli), Marcia Regina, Luiz Antonio Galvão, Ricardo Corrêa dos Santos, Celia Regina Cardoso, José Luiz da Conceição, Francisco Savazzi. Espero não ter esquecido ninguém.  São estes que nos últimos três meses ajudaram a manter vivo o CONSTRUIR RESISTÊNCIA. FORTE ABRAÇOS E BEIJOS A TODXS FELIZ FESTAS E UM EXCELENTE 2023 COM LULA PRESIDENTE  SIMÃO ZYGBAND – EDITOR DO CONSTRUIR RESISTÊNCIA

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