Construir Resistência

22 de novembro de 2022

Grandão em criatividade, gentileza e humanidade

Texto e fotos de Luiz Hespanha Lembro que era um sabadão e lá estávamos nós no SESC Belenzinho para ver o Gigante Gentil. Foi um dos maiores shows que vi na vida. Rock and Roll, MPB, Blues e até samba-rock com a genial “Coqueiro Verde” que ele faz para sua primeira amada, a Narinha. Ele já tinha passado dos 70 mas parecia ter 22, tamanha a vitalidade física e musical no palco. Aliás a banda era formada só por garotos. O da guitarra seria barrado em qualquer boate com a aquela cara de “di menor”. De repente ele parou o show e disse: “O Sting ainda não tinha vindo aqui aparecer na foto ao lado do Raoni, quando fiz essa canção”…E arrepiou todo mundo cantando uma de suas dezenas de clássicos, a maravilhosa e pungente “Panorama Ecológico” composta ali pelo final dos anos 1970. Alguns meses depois fui revê-lo, desta vez como convidado da Laura Lavieri e do Marcelo Jeneci no SESC Pompéia. Dia desses parei para ouvir um de seus últimos discos e lá estava o eterno grandão amoroso, apaixonado pela vida e pela amada (ô sortuda) no disco todo. Ouvi “Termos e Condições” com a participação do Emicida. Chapei. Erasmo era assim, odiava a mesmice e amava a novidade. Ele era a própria porque fazia e era sempre uma novidade como compositor, como artista que transbordava criatividade, gentileza, simpatia e humanidade. Um grande amigo muito cruel sempre diz que Erasmo é Erasmo, o resto é Roberto. Sempre dou risada quando lembro dessa frase, talvez por concordar em gênero, número, grau, obra e cidadania com ela. Mas isso é outro papo que a gente pode levar outra hora…Tirei essas fotos aí naquele dia eterno. Luiz Hespanha é jornalista, escritor (Breves Memórias da Terra-do-já-teve e Livro das Verdades Inúteis, amazon.com.br), compositor de MPB (what is this?) #CançõesDeAmorDelírioTesãoInquietudeLutaDeClasseEÓcio que rega diariamente suas contradições e desprezos, entre eles o que tem pela mediocridade, a própria e a de outrem.

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Moraes convoca PMs para tratar dos distúrbios anti-democráticos

Da Redação  Fascistas extrapolam nas manifestações e transgridem a lei com ameaças, agressões e incêndios criminosos O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, cansou da inoperância e convocou os comandantes-gerais de todas as Polícias Militares para reunião nesta quarta-feira (23), em Brasília. O tema seria fazer um balanço da atuação das PMs nas eleições, mas é evidente que a questão se refere especificamente ao não reconhecimento dos derrotados do resultado das urnas, que elegeu o ex-presidente Lula e os tumultos que eles têm realizado em vários pontos do país, com bloqueio de rodovias, conturbação da ordem e da prática de atos violentos. Os aliados mais próximos do presidente Jair Bolsonaro (PL) não gostaram da decisão do ministro e se posicionaram contra o encontro. A maioria dos comandantes confirmou presença, mas dois deles não irão a Brasília para encontrar Moraes: os de Santa Catarina e Paraná. A convocação causou incômodo nos revoltosos e sobretudo no vice-presidente, Hamilton Mourão e outros aliados do derrotado. O militar chegou a considerar um “Estado de exceção” a reunião convocada por Moraes. Que os comandantes das PMs expliquem tanta passividade no combate que deveriam realizar contra os golpistas mais exaltados.        

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A morte do compositor cubano Pablo Milanés

Do Juventude Rebelde/ Cuba Autor de uma obra monumental, o seu legado musical constitui uma referência incontornável da identidade e da cultura cubana e as suas canções e interpretações magistrais fazem por si só parte da banda sonora da Revolução Cubana.   Aos 79 anos, morreu na Espanha Pablo Milanés, grande trovador cubano, fundador do Movimento Nueva Trova. Nascido em Bayamo em 1943, estudou música no Conservatório Municipal de Havana. Em 1965, gravou seu primeiro álbum, intitulado Mis 22 años, considerado a ponte entre o Feeling e a Nueva Trova. Integrou vários grupos musicais cubanos, entre os quais se destaca o Grupo de Experimentação Sonora ICAIC. Autor de uma obra monumental, o seu legado musical constitui uma referência incontornável da identidade e da cultura cubana e as suas canções e interpretações magistrais fazem por si só parte da banda sonora da Revolução Cubana. Sua extensa e frutífera carreira abrange mais de quarenta fonogramas e inesquecíveis colaborações com numerosos músicos cubanos e com vários dos maiores artistas de Nossa América e outras regiões. A sua morte ocorre no momento em que celebramos o 50º aniversário daquele extraordinário acontecimento cultural que foi a Fundação do Movimento Nueva Trova, do qual é um dos pilares fundamentais. Pablo foi um grande poeta, um grande cantor. Sua obra musical é imortal. Em nome do Ministério da Cultura de Cuba, apresentamos nossas mais sinceras condolências à sua família, amigos e admiradores em todo o mundo. Ouça a sua música gravada por Milton Nascimento e Chico Buarque, Cancion por La Unidad de La America  

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Acreditar em fake news pode levar à loucura

Por João Carlos Santana Acreditar em fake news é a porta de entrada para um universo paralelo que pode levar à loucura. Os divulgadores dessas notícias falsas têm os objetivos mais obscuros e o mais triste e preocupante é que estão criando uma população fundamentalista. Nos últimos dias li diversos artigos de professores, sociólogos e psicólogos que são desoladores. Ontem, por exemplo, tentei conversar com um jovem de 20 e poucos anos que apontou a manipulação da mídia ao esconder as manifestações nas portas dos quartéis 🤷‍♂️???? e desisti rapidamente de continuar a conversa porque, infelizmente, o rapaz já está infectado por uma ilusão coletiva completamente dissociada da realidade. Por um momento pensei em tentar explicar que a população está sendo bombardeada por uma grande confusão muito perigosa que mistura de fé, religião e política bancada por financiadores do caos aliados a políticos da pior espécie e religiosos e que está literalmente enlouquecendo as pessoas e levando a ações extremistas de teor terrorista. Sim meus caros, o mal foi plantado no Brasil Alguns exemplos: No Paraná, o padre, teólogo e filósofo José Aparecido, de 63 anos, foi encontrado morto com a garganta cortada, na cidade de Guaíra. Ele declarou voto em Lula e a suspeita é de violência política. No Mato Grosso, homens armados e encapuzados renderam os motoristas de dois caminhões e atearam fogo nos veículos em meio a atos golpistas. No sábado, na mesma rodovia, um grupo de 10 pessoas foi flagrado em vídeo atirando e colocando fogo em caminhões. Em Santa Catarina, a PRF afirmou que os métodos de bloqueios antidemocráticos dos bolsonaristas lembram métodos terroristas. E nas portas dos quartéis esses manifestantes com as suas camisas amerelas e bandeiras do país promovem um grotesto teatro de choro, reza, pedidos de golpe militar e até pedem ajuda de seres extraterrestres 🤦‍♂️ A cega devoção e total idolatria a um político criou uma seita religiosa e seus fiéis atacam amigos, familiares e desconhecidos e defenden discursos contraditórios, apoiam projetos sociais e econômicos que contrariam os próprios interesses, dispensam a ciência e a educação em nome de uma fé distorcida , consomem remédios sem eficiência e se entregam à morte em plena pandemia como prega o seu messias. Será que existe uma explicação em teorias psicanalíticas de Freud, MD Magno e Nietzsch? A seguir um texto que circula na internet atribuído a um professor: Um imenso hospital psiquiátrico a céu aberto, como nunca se viu, milhares de pessoas em delírio, dizem coisas sem sentido, desconexas e mentirosas. Elas saíram de um mundo que não se sabia existir e esperam por um salvador, um líder, ou qualquer coisa que lhes conforte e acalme a alma perturbada. Há uma curiosa identificação entre estes seres de todos os lugares. Eles têm dificuldades imensas em aceitar os outros como são (juízes, libertários, mestres, cientistas, especialistas, progressistas, filósofos, jornalistas, entre outros). Gritam por liberdade, divindade, família, propriedade e patriotismo reverberando o próprio grito, sem saber direito o que significam. Ao dispensar a ciência e a filosofia e acreditar cegamente em alguma religião só sabem valorizar coisas unilaterais e práticas em suas vidas egoísticas. Dado o grau de comprometimento e a distorção de suas visões de mundo transformaram-se em fundamentalistas. Como não conseguem ver a si mesmos, transformaram-se naquilo que criticam e atribuem aos seus adversários. Não temos ideia de que seja possível um esclarecimento em massa. Por isso as pessoas de bom senso passaram a ter medo do futuro, porque eles são muitos e estão entre nós. Um retrato do nosso Brasil. Prof. Antônio Heberlê João Carlos Santana é jornalista  

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