Construir Resistência

21 de julho de 2022

PT suspende temporariamente apoio a Freixo por entrada de Molon na disputa pelo Senado

Do Portal 247     Vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá contesta a decisão do PSB, alegando que o acordo era Freixo para governador e Ceciliano, do PT, para o Senado A convenção nacional do PT deliberou, agora há pouco,  resolução orientando o PT do Rio de Janeiro a não realizar a convenção prevista para homologação da aliança com Marcelo Freixo até decisão da Executiva Nacional sobre o assunto, o que deve acontecer na próxima semana. A medida decorre de solicitação do vice-presidente nacional do partido Washington Quaquá para que a direção nacional petista reveja o apoio declarado ao candidato do PSB no Rio em razão do rompimento do acordo nacional, segundo o qual o PSB indicaria o candidato ao Governo e o PT, o nome ao Senado. Nesta quarta-feira, o PSB rompeu o entendimento e lançou candidatos para os dois cargos : Freixo para o Governo; Alessandro Molon para o Senado. Na composição da aliança, o PSB excluiu o PT de todas as posições na chapa. O vice foi ofertado ao PSDB, que deve indicar o ex-prefeito Cesar Maia. Na formatação da coligação, costurada por Marcelo Freixo e a direção do PSB, cabe ao PT fluminense apenas apoiá-lo. Matéria publicada originalmente no link abaixo do portal 247 https://www.brasil247.com/regionais/sudeste/pt-suspende-apoio-a-freixo-ate-decisao-da-executiva-nacional-sobre-entrada-de-molon-na-disputa-pelo-senado

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Principais financiadores da bancada ruralista faturam mais de R$ 1,47 trilhão

Por Mariana Franco Ramos – De Olho nos Ruralistas  Maior que os PIBs de Portugal e Finlândia, montante leva em conta apenas resultados obtidos no Brasil; das 100 maiores empresas do agronegócio no país, segundo a Forbes, 47 ajudam a manter o Instituto Pensar Agro (IPA), motor logístico da Frente Parlamentar da Agropecuária     Novo relatório do observatório revela atuação direta de empresas em lobby ruralista. As principais empresas que integram a cadeia de financiamento do Instituto Pensar Agro (IPA), motor logístico da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), faturam juntas, por ano, mais de R$ 1,47 trilhão. O valor é subdimensionado, pois leva em conta apenas balanços dos exercícios financeiros de 2019 e 2020, disponibilizados pelas próprias companhias, em informes ao mercado ou releases para a imprensa. De Olho nos Ruralistas analisou os resultados financeiros de 128 companhias, dentre aquelas que participam simultaneamente em duas ou mais associações mantenedoras. O montante não inclui as receitas obtidas pelas corporações em outros países onde elas atuam. Algumas, mesmo sendo de capital aberto, especificam somente as vendas e os lucros totais ou por continente. A soma também não engloba as cifras correspondentes aos bancos, que aparecem como financiadores ocultos do IPA. Mesmo assim, a receita é maior que o Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal, 47º do mundo e estimado em R$ 1,24 trilhão, e que o da Finlândia, que fechou o ano de 2020 com um PIB de R$ 1,41 trilhão, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). Para uniformizar os valores, o observatório utilizou a taxa de câmbio média informada pelo Banco Central no ano. Os dados fazem parte do dossiê “Os Financiadores da Boiada: como as multinacionais do agronegócio sustentam a bancada ruralista e patrocinam o desmonte socioambiental“, publicado na segunda (18), com versões em português e inglês. LISTA DE FINANCIADORES INCLUI AS DEZ MAIORES DO AGRONEGÓCIO Responsável por formular as pautas legislativas e definir o posicionamento político da FPA no Congresso, o think tank ruralista recebe a contribuição direta de 48 associações do agronegócio que, por sua vez, são compostas por 1.078 empresas privadas e mais de 69 mil associados individuais — entre sojicultores, pecuaristas, usineiros e algodoeiros. A cadeia de financiamento do IPA engloba tanto corporações brasileiras como grupos de capital estrangeiro, sediados em 34 países, de quatro continentes diferentes. Uma miríade que será detalhada pelo observatório em série de reportagens durante as próximas semanas.   JBS lidera ranking em número de filiações às entidades do IPA. Dentre as holdings há 47 gigantes, listadas entre as cem maiores do agronegócio pela Forbes. Conforme a revista, elas apresentam, no total, receita líquida anual superior a R$ 1 trilhão. O levantamento da Forbes tem como base informações da agência Standard & Poor’s, da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) e da consultoria Economatica. A lista de financiadoras indiretas do IPA inclui as dez primeiras colocadas no ranking da publicação. A líder é a JBS, maior processadora de carnes do mundo, que atingiu, em 2020, em plena pandemia, a receita recorde de R$ 270,2 bilhões, um crescimento de 32% em relação a 2019. A empresa dos irmãos Wesley e Joesley Batista aparece em destaque também na articulação setorial, estando associada a sete organizações mantenedoras do instituto, com destaque para a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec), atualmente presidida por Antônio Jorge Camardelli, ex-diretor de estratégia empresarial da JBS e membro da diretoria do IPA. Na sequência vêm Raízen (R$ 120,6 bi), ou seja, Shell e Cosan, a própria Cosan (R$ 68,6 bi), Marfrig (R$ 67,5 bi), Cargill (R$ 67,2 bi), Ambev (R$ 58,4 bi), Bunge (50,5 bi), Copersucar (R$ 38,7 bi) BRF (R$ 33,5 bi) e Cofco (R$ 33,22 bi). A Forbes considera em sua lista apenas as empresas com faturamento no Brasil superior a R$ 1 bilhão. A pesquisa se baseia no grau de atuação de cada uma ou no grupo do agronegócio brasileiro, mesmo que sua atividade principal não tenha relação direta com a produção agropecuária nacional. A Ambev, por exemplo, uma das lideres do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv), recém-filiado ao IPA, produz cevada no Paraná e no Rio Grande do Sul. Constam no ranking, entre as cem maiores, outras financiadoras do IPA, como Suzano, Cofco, Louis Dreyfus (LDC), Amaggi, Minerva Foods, Tereos, Klabin, Aurora, C. Vale, Bayer, Lar Cooperativa, Biosev, Atvos, Eldorado Brasil, Cooxupé, Copacol, São Martinho, Castrolanda, Citrosuco, Frimesa, Itambé e Coopavel. PIB DO AGRONEGÓCIO CRESCE ENQUANTO PAÍS VOLTA AO MAPA DA FO Os demonstrativos financeiros das empresas que compõem a cadeia de financiamento do IPA evidenciam que, apesar do empobrecimento da população e do retorno do Brasil ao Mapa da Fome, para o setor não houve crise O PIB do agronegócio fechou 2020 — ano-base para o levantamento da Forbes — com uma expansão recorde de 24,31%, na comparação com 2019, de acordo com cálculo realizado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Escola Superior de Agricultura da Universidade de São Paulo (Cepea/Esalq/USP). Em 2021, o número teve um novo salto, crescendo 8,36% em relação ao ano anterior, um aumento considerado “abaixo das projeções” pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma das parceiras na divulgação do estudo O crescimento do setor em meio à pandemia tornou-se tema de campanha de empresas e entidades do agronegócio. Usado pela primeira vez em março de 2020 em um vídeo institucional da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), o slogan “O Agro não Para” foi veiculado em anúncios publicitários pela brasileira Ourofino e pela multinacional francesa Ceva, ambas integrantes do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (Sindan), uma das fundadoras do Pensar Agro. Adotada por líderes da FPA como os deputados Pedro Lupion e Aline Sleutjes, a frase virou até mesmo refrão de música da dupla Zé Gabriel e Rafael.   Mariana Franco Ramos é jornalista   Matéria publicada originalmente no link abaixo do De Olho nos Ruralistas  https://deolhonosruralistas.com.br/2022/07/20/principais-financiadores-da-bancada-ruralista-faturam-mais-de-r-147-trilhao/

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Bolsonaro anuncia o golpe ao mundo: é hora de reagir

Nota da Comissão Arns    Na segunda-feira passada, 18 de julho, Jair Bolsonaro deu um passo adiante na montagem golpista que anunciou quatro anos atrás. Teve o desplante de encenar para cerca de quarenta embaixadores convocados ao Palácio da Alvorada o costumeiro show de mentiras a respeito do sistema brasileiro de votação e da brava conduta assumida por ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no intuito de garantir o seu pleno funcionamento. O objetivo do presidente era nítido: preparar o ambiente internacional para a manobra de negar o reconhecimento dos resultados da eleição de outubro, os quais, de acordo com as pesquisas de intenção de voto, tendem a desfavorecê-lo. Ainda que o tiro possa ter saído pela culatra, pois os segmentos lúcidos da opinião pública do mundo perceberam e repudiaram a manobra, é necessário reiterar a flagrante falsidade das afirmações presidenciais. Em uso no país desde 1996, sem qualquer registro de fraude, o método eletrônico de votação tem se mostrado rápido e seguro. Conforme manifestação da embaixada de uma das nações que assistiram ao triste espetáculo palaciano, trata-se, na realidade, de um modelo mundial. Há, porém, um detalhe assustador na pantomima executada pelo primeiro mandatário, de resto inócua. Trata-se da insistência com que, lembrando a condição constitucional de chefe das Forças Armadas, acusou o TSE de alijar os militares do debate sobre o sistema de votação, como se o assunto lhes dissesse respeito. A insistência no tema, quatro dias após o ministro da Defesa, general Paulo Sérgio Nogueira, ter levado ao Senado uma absurda proposta de apuração paralela, denota um concerto de iniciativas que merece deixar a cidadania em cabível alerta. Assim, a Comissão Arns, interpretando o sentimento de indignação que percorre a sociedade civil e entendendo ser dever de todos participar das iniciativas em defesa da democracia, vem a público afirmar: chegou hora de reagir! É necessário que um amplo movimento, representando a vasta maioria dos brasileiros que optaram pela democracia, mostre quão isolados se encontram os que ameaçam a liberdade e o Estado de Direito. Por isso, unimos nossa voz, de defensores dos direitos humanos, aos que entendem ser melhor prevenir do que remediar, sobretudo estando em jogo valores fundamentais. São Paulo, 21 de julho de 2022

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Portal Construir Resistência atinge mais de 760 mil visualizações

Por Simão Zygband – editor do Construir Resistência Arte: Sérgio Papi    O site Construir Resistência, que atingiu a significativa marca de mais de 762 mil visualizações produzindo e reproduzindo notícias e análises que a grande mídia privada oculta e omite, só tem a agradecer a todos os jornalistas, produtores de conteúdo, colaboradores, apoiadores, incentivadores pelo êxito do projeto. Já são perto de 500 dias (desde 8 de março de 2021) travando o bom combate contra o autoritarismo e o fascismo, levando informação de qualidade para mais de 1,5 mil pessoas por dia. Só temos a agradecer. Vamos à luta. Vamos vencer o fascismo com Lula Presidente!   VOCÊ AINDA NÃO CONTRIBUIU COM O RESISTÊNCIA? O portal Construir Resistência nasceu com a finalidade de dar informações àqueles que estarão nas ruas, nos lares, nos bares, nos locais de trabalho disputando o voto contra o fascismo e eleger Lula Presidente. Diariamente são disponibilizadas gratuitamente cerca de 4 a 5 matérias das mais importantes, selecionadas com carinho (quando não são autorais de editores e colaboradores) para dar discurso e fazer a reflexão para a militância. Não é motivo mais do que suficiente para ajudar este veículo de luta? FAÇA UM PIX em nome de Simão Félix Zygband 11 997268051 de QUALQUER QUANTIA. As doações também podem ser feitas através de transferência bancária  Simão Félix Zygband CPF 03554008800 Banco Itaú agência 4086 Conta corrente 09438-2   Obrigado por participar do Construir Resistência       

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Mostra Ecofalante de Cinema exibe filmes de 35 países

Dos Organizadores     Evento acontece de 27/07 a 17/08, de forma híbrida e gratuita, em mais de 30 cinemas e espaços culturais da cidade de São Paulo   Este é o rico cardápio da 11ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, que exibe de 27 de julho a 17 de agosto, em salas paulistanas e de forma online, um total de 106 filmes. Considerado como o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, o festival é totalmente gratuito e sua programação se espalha por diferentes espaços: Reserva Cultural, Circuito Spcine (Biblioteca Roberto Santos, CCSP, CEU Perus e CFC Cidade Tiradentes) e Cinemateca Brasileira, além de Casas de Cultura, Oficinas Culturais, Centros Culturais e Fábricas de Cultura. Atividades virtuais podem ser acessadas através do endereço www.ecofalante.org.br. Em 2022 o programa Panorama Internacional Contemporâneo está organizado a partir dos eixos Ativismo, Biodiversidade, Economia, Emergência Climática, Povos & Lugares e Trabalho, além de sessões especiais. Estão incluídos os indicados ao Oscar “Ascensão” e “Escrevendo com Fogo” (este também premiado em Sundance), além de filmes premiados nos festivais de Locarno (“Mil Incêndios”) e HotDocs (“Escola da Esperança” e “Ostrov – A Ilha Perdida”). O Panorama promove ainda a exibição especial de três produções: a aclamada série “Uprising”, de Steve McQueen e James Rogan, e os elogiados longas-metragens “Geração Z”, de Liz Smith, e “Searchers: O Amor Está nas Redes”, de Pacho Velez. “Ascensão” A Homenagem a Jacques Perrin (1941-2022) exibe quatro de seus sucessos, um como produtor (“Microcosmos”) e três como codiretor: “As Estações”, “Oceanos” e “Migração Alada”, este último indicado ao Oscar. A Retrospectiva Sarah Maldoror (1929-2020) se dá no marco dos 50 anos de “Sambizanga” (1972), obra-prima vencedora de dois prêmios no Festival de Berlim. O filme, sobre o movimento de libertação angolano, é o primeiro longa-metragem filmado na África por uma mulher negra. O evento organizou uma programação em torno da cineasta reunindo alguns de seus títulos mais icônicos, que tratam, sob diversos aspectos, de questões referentes à história e cultura africanas ou de povos com fortes raízes naquele continente. Clássico contemporâneo e marco do cinema socioambiental, o longa “Koyaanisqatsi”, de Godfrey Reggio, é celebrado pelo evento, por ocasião dos 40 anos de sua realização. Uma sessão especial é dedicada a “Adeus, Capitão”, o mais recente longa do cineasta Vincent Carelli. Com registros colhidos ao longo de várias décadas, é o fecho da trilogia iniciada com o premiado “Corumbiara”. Na Competição Latino-Americana participam o argentino “Esqui”, prêmio da crítica na seção Fórum do Festival de Berlim, e “A Montanha Lembra” (Argentina/México), ganhador da competição internacional de curtas do É Tudo Verdade. Competem ainda obras premiadas no Festival de Cannes (“Céu de Agosto”, de Jasmin Tenucci), no Bafici-Buenos Aires (“A Opção Zero”, uma coprodução Cuba/Colômbia) e no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro (“Rolê – Histórias dos Rolezinhos”, de Vladimir Seixas, “Lavra”, de Lucas Bambozzi, e “Ocupagem”, de Joel Pizzini). “Koyaanisqatsi” Outra competição, o Concurso Curta Ecofalante, reúne curtas-metragens cujos temas dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e são assinados por alunos de instituições de ensino brasileiras. Participam produções de São Paulo, Minas Gerais, Pernambuco, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A programação da 11ª Mostra Ecofalante de Cinema apresenta ainda um ciclo de debates e uma masterclass, além de uma série de entrevistas exclusivas com realizadores dos filmes, conduzidas pela documentarista e jornalista Flávia Guerra e, na série Ecofalante/WWF-Brasil, pelas jornalistas Marcela Fonseca e Gabriela Yamaguchi. Especial 40 Anos de “Koy Evento acontece de 27/07 a 17/08, de forma híbrida e gratuita, em mais de 30 cinemas e espaços culturais da cidade de São Paulo Este é o rico cardápio da 11ª edição da Mostra Ecofalante de Cinema, que exibe de 27 de julho a 17 de agosto, em salas paulistanas e de forma online, um total de 106 filmes. Considerado como o mais importante evento audiovisual sul-americano dedicado às temáticas socioambientais, o festival é totalmente gratuito e sua programação se espalha por diferentes espaços: Reserva Cultural, Circuito Spcine (Biblioteca Roberto Santos, CCSP, CEU Perus e CFC Cidade Tiradentes) e Cinemateca Brasileira, além de Casas de Cultura, Oficinas Culturais, Centros Culturais e Fábricas de Cultura. Atividades virtuais podem ser acessadas através do endereço www.ecofalante.org.br. Em 2022 o programa Panorama Internacional Contemporâneo está organizado a partir dos eixos Ativismo, Biodiversidade, Economia, Emergência Climática, Povos & Lugares e Trabalho, além de sessões especiais. Estão incluídos os indicados ao Oscar “Ascensão” e “Escrevendo com Fogo” (este também premiado em Sundance), além de filmes premiados nos festivais de Locarno (“Mil Incêndios”) e HotDocs (“Escola da Esperança” e “Ostrov – A Ilha Perdida”). O Panorama promove ainda a exibição especial de três produções: a aclamada série “Uprising”, de Steve McQueen e James Rogan, e os elogiados longas-metragens “Geração Z”, de Liz Smith, e “Searchers: O Amor Está nas Redes”, de Pacho Velez. “Ascensão” A Homenagem a Jacques Perrin (1941-2022) exibe quatro de seus sucessos, um como produtor (“Microcosmos”) e três como codiretor: “As Estações”, “Oceanos” e “Migração Alada”, este último indicado ao Oscar. A Retrospectiva Sarah Maldoror (1929-2020) se dá no marco dos 50 anos de “Sambizanga” (1972), obra-prima vencedora de dois prêmios no Festival de Berlim. O filme, sobre o movimento de libertação angolano, é o primeiro longa-metragem filmado na África por uma mulher negra. O evento organizou uma programação em torno da cineasta reunindo alguns de seus títulos mais icônicos, que tratam, sob diversos aspectos, de questões referentes à história e cultura africanas ou de povos com fortes raízes naquele continente. Clássico contemporâneo e marco do cinema socioambiental, o longa “Koyaanisqatsi”, de Godfrey Reggio, é celebrado pelo evento, por ocasião dos 40 anos de sua realização. Uma sessão especial é dedicada a “Adeus, Capitão”, o mais recente longa do cineasta Vincent Carelli. Com registros colhidos ao longo de várias décadas, é o fecho da trilogia iniciada com o premiado “Corumbiara”. Na Competição Latino-Americana participam o argentino “Esqui”, prêmio da crítica na seção Fórum do Festival de Berlim, e “A Montanha Lembra” (Argentina/México),

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Lula é recebido por multidão em sua terra natal, Garanhuns

Da Redação do PT Foto: Ricardo Stuckert Acolhidos carinhosamente por uma multidão, o ex-presidente Lula e o ex-governador Geraldo Alkcmin participaram de ato público na cidade de Garanhuns (PE), cidade gêmea de Caetés, terra natal do petista, na tarde desta quarta-feira, ao lado de lideranças locais e nacionais da frente Vamos Juntos pelo Brasil. Em discurso emocionado, Lula convidou a população nordestina a fazer uma reflexão sobre que país quer construir para o futuro. E conclamou a população a fazer parte de um projeto de transformação nacional. “Esse país precisa de vocês”, disse Lula. “Todo ser humano, mulher ou homem, tem que ter uma causa”, discursou Lula. “Eu sou um sonhador. Quando eu ganhei a Presidência, eu queria provar que era possível tornar o nosso sonho realidade”, lembrou. “A primeira decisão foi não esquecer de que lado eu estava e quem eu representava quando cheguei à Presidência”. “Eu pensei, o que eu quero para o Brasil?”, indagou. “Quero um país soberano, que tome conta das suas fronteiras terrestres, marítimas, da área espacial. Que cuide das suas riquezas minerais, as que estão no solo e subsolo, na água e no fundo, como o pré-sal, encontrado a quase 7 mil metros de profundidade”, explicou. Lula, Alckmin, Danilo Cabral,, Luciana Santos, Tereza Leitão e Silvio Costa. Foto: Ricardo Stuckert Cidadania e soberania Lula contou que o seu plano envolvia o trabalho dos militares para cuidar dessas áreas. “Não um militar mentiroso como o Pazuello, mas de brasileiros nacionalistas que sabem que não há soberania se o povo não tiver emprego, comida, educação, cidadania”. “É só isso. A gente quer trabalhar, ganhar um salário bom, ter uma casinha, casar e construir família, viver com o parceiro ou parceira que quiser, não ter vergonha de ser o que a gente é, ter um carrinho, um bom computador”, argumentou Lula. “Qual é o pecado que estou fazendo ao querer isso? Está na nossa Constituição”, observou.  “Como é que uma pessoa pode comer 10 pães por dia e a outra passa dez dias sem comer um pão?”, perguntou Lula. “Como é que em um país que é o maior produtor de proteína animal do mundo as pessoas vão ao açougue pegar osso, carcaça de frango, para comer?” “Quero que vocês voltem para casa pensando que esse Brasil que querem para vocês e suas famílias é um Brasil que a gente pode construir, e nós já construímos”, anunciou o ex-presidente elencando as conquistas sociais de seus governos, como a geração de 22 milhões de empregos, o fim da miséria com a retirada de 36 milhões da extrema pobreza e a realização do sonho da casa própria para milhões de famílias com o Minha Casa, Minha Vida. Preconceito contra o Nordeste Lula afirmou que o preconceito da elite contra o Nordeste o motivou a olhar a para a região e citou o desenvolvimento de Pernambuco como um êxito do trabalho nas suas gestões. “Voltaremos a fazer o Minha Casa, Minha Vida, mas cada um vai poder pintar da cor que quiser”, declarou em referência ao desmilinguido programa do desgoverno Bolsonaro. “Esse país não é de um cor só, é multicolorido”, festejou Lula. “Esse país vai voltar a crescer, o BNDES vai voltar a financiar emprego e desenvolvimento, com o Banco do Brasil, a Caixa Econômica vai financiar habitação e saneamento básico, vamos recuperar o BNB (Banco do Nordeste) e o Base (Banco da Amzônia), a Petrobras terá preços abrasileirados”, assegurou. Lula condena ataques à democracia O líder condenou os mais recentes ataques golpistas de Bolsonaro à democracia, desferidos em um encontro com embaixadores nesta semana. “Ele quer criar caso, desconfiando da urna mas, no fundo, o que ele não quer é que o povo trabalhador desse país vote”, sentenciou Lula. Lula chamou a atenção para o desespero de Bolsonaro, que resolveu aumentar benefícios sociais mas tudo com data para acabar, logo após as eleições. “Ele resolveu criar programa de três meses, até dezembro, resolver dar dinheiro para taxista, para motorista, aumentou para R$ 600 [o Auxílio Brasil]. Não fiquem se fazendo de bobo’’, aconselhou. “Esse país vai ser construído a partir de vocês. Não pensem que o que vai garantir é discurso. Não. O que vai garantir é o que está na cabeça de vocês. Não aceitem fake news, não aceitem mentiras”, pediu Lula, enfatizando a rede bolsonarista que dissemina noticias falsas por aplicativos.  Antes do discurso de Lula, lideranças indígenas entregaram um documento com sugestões ao programa do movimento Juntos pelo Brasil para a área indígena. Visita histórica O pré-candidato a vice-presidente pelo movimento Juntos pelo Brasil Geraldo Alckmin classificou a visita de Lula a Garanhuns como histórica e emocionante. “Para voltar o emprego, Pernambuco crescia 7% ao ano, terra do desenvolvimento, volta Lula!”, bradou. Alckmin enumerou diversas conquistas de quando Lula foi presidente, como o aumento real do salário mínimo de 74%, os institutos federais de educação e universidades. “Hoje tem perda, inflação, fome. Contra tudo isso, volta Lula!” Alckmin agradeceu a Garanhuns por ter dado ao Brasil um estadista, “que não é fruto nem da herança política, nem da fortuna pessoal, mas da luta do povo”. O pré-candidato afirmou que Lula conhece o sofrimento da população mais vulnerável e, por isso, fará um governo voltado para os interesses dos brasileiros. Bolsonaro, vergonha internacional O senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP), coordenador da campanha de Lula e líder da oposição comparou os tempos em que Lula foi presidente ao atual fiasco social, econômico e diplomático protagonizado por Bolsonaro. “Eu sou de um tempo em que se ligava a televisão e o presidente do Brasil, que se chamava Luiz Inácio Lula da Silva, era reverenciado pelo presidente dos EUA”, lembrou. “Agora esse canalha, sem-vergonha, reúne embaixadores para fazer o Brasil passar vergonha internacionalmente”, atacou Randolfe. “Ele fica falando de urna eletrônica, o medo dele é do povo brasileiro, reunido nas ruas”, apontou o senador. Daqui, Lula saiu para construir uma das histórias mais lindas desse país. A história que o filho de Garanhuns construiu mostra que o povo brasileiro pode e deve vencer”, ressaltou.

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