Construir Resistência

7 de julho de 2022

Dinheiro público faz Globo perder a vergonha e apoiar o fascismo

  Por Simão Zygband A Rede Globo já não esconde mais a sua preferência pelo miliciano que ocupa a cadeira presidencial. O maior grupo de Comunicação do país recebeu uma injeção de publicidade do governo genocida e não teve dificuldade alguma em começar a fazer o serviço sujo para os fascistas. Antes apostava todas as suas fichas na chamada terceira via, que não vingou. Bolsonaro havia ameaçado não renovar o contrato de concessão da Globo, mas as ameaças não foram suficientes para calar os ataques do grupo contra o elemento que diz presidir o país. Então ele se valeu da velha fórmula não ortodoxa e injetou o nosso suado dinheiro na emissora carioca: aumentou em 75% as verbas de publicidade em 2022. O valor investido pulou de R$ 6,5 milhões para R$ 11,4 milhões em meio ano. Bolsonaro nunca escondeu a preferência pessoal por outras emissoras, que são mais receptivas a ele, como SBT e Record, enquanto fazia críticas a Globo. No entanto, com a eleição em vista, a maior emissora do país já recebeu mais do que outras redes que são favoráveis a Bolsonaro. Em 2022, somando os gastos com as cinco maiores emissoras de TV aberta do país, Globo, SBT, Rede TV, Record e Bandeirantes, o governo já gastou mais de R$ 33 milhões em publicidade. O valor é o maior desde 2019. Se esta injeção de “ânimo”, se terá efeito eleitoral desejado, isso ainda é uma incógnita. Bozonazi enfrenta uma gigantesca rejeição por realizar um péssimo desgoverno, permitindo que a fome e o desemprego atinjam níveis numa dantes alcançados. Mas em termos editoriais, já se pode perceber uma mudança na abordagem das matérias, agora mais favoráveis ao genocida. E os fascistas têm pressa para tentar reverter o jogo, amplamente favorável a Lula. A primeira providência foi o “anunciante” pedir a cabeça do comentarista esportivo e ex-jogador do Corinthians, do Flamengo e da seleção brasileira, Walter Casagrande Junior, que encabeçou a lista de dispensas. Casão foi demitido após 26 anos de Globo. Uma das lideranças da Democracia  Corinthiana, sempre se posicionou como um cidadão de esquerda, simpatizante do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É uma voz que o bolsonarismo calou dentro das Globo. Em outro veículo do grupo Globo, o recém-constituído blog Pulso, criado para analisar as eleições, a jornalista Vera Magalhães, que há tempo foi atacada por Bozonazi, também voltou a passar pano para o miliciano, possivelmente por orientação da empresa para qual está prestando serviços. No início deste ano, o ocupante da cadeira presidencial disse sobre ela: “Eu não sou da sua laia”, rosnou ele em uma de suas lives. Na transmissão, ele acusava a jornalista de propagar mentiras a seu respeito. “Mais um trabalho porco que toda a mídia reproduziu”, vociferou ele sobre uma informação que Vera havia divulgado em sua coluna no jornal O Estado de São Paulo, sobre ele estar convocando manifestações anti-democráticas. Com o título, “Bolsonaro planta certo, mas a colheita depende do tempo, agora Vera usa o blog Pulso do O Globo para “elogiar” a estratégia do miliciano, após a divulgação da nova rodada da pesquisa Genial/Quaest (que aliás, não tem nenhuma mudança significativa após vários meses) . “A boa notícia para ele, melhor até que a do mais recente levantamento do Datafolha, é que, aqui, Bolsonaro não apenas estancou a deterioração de sua intenção de votos, mas apresenta recuperação em alguns dos segmentos mais críticos para ele — de novo, antes mesmo das medidas eleitoreiras. Eis um dado que deveria acender um enorme sinal amarelo na oposição que, de forma tão graciosa, vai entregando a Bolsonaro mais de R$ 40 bilhões livres de amarras legais para serem injetados na veia do eleitor no curto espaço de tempo que nos resta até outubro”. E continua: “Sem reajustar o Auxílio Brasil para R$ 600 (50% a mais) e incluir mais 1,4 milhão de beneficiários, o presidente já deu um salto em relação a junho no Nordeste: de 15% para 22% das intenções de votos. Lula, ainda muito forte na região, despencou de 68% para 59% em um mês sem um fato que explique a curva. presidente experimenta uma recuperação numérica também no populoso Sudeste, passando de 30% para 33%”. Ainda há muita água para passar debaixo da ponte e a entrada da Globo no apoio a Bolsonaro deve ser analisada com carinho pelos estrategistas de campanha de Lula. Que o oportunismo da Globo seja derrotado juntamente com seu asqueroso candidato.  

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Veneno global: Casagrande sofria processo de cancelamento na empresa

Na manhã desta quinta-feira, 07 de Julho, o o ex-jogador Walter Casagrande Junior concedeu entrevista para o portal UOL, sabatinado pelo colega Mauricio Stycer e pelos amigos Kennedy Alencar e Milly Lacombe. O que mais se destacou no depoimento? O comentarista esportivo admitiu que deixou a Rede Globo, na qual trabalhou por 25 anos, como resultado de um processo de isolamento, promovido pelos próprios colegas. – Antes, o que eu dizia, por muito tempo, tinha eco; depois, passou a não ter eco. Não era um complô. Mas eu me senti, aos poucos, deslocado e isolado. (…) Porque meu modo de ver o futebol não é engraçado. Acho o futebol muito sério, porque mexe com a parte social e política do país. É coisa muito séria. (…) Talvez a Globo (direção) queira uma postura mais branda. (…) Senti que foram meus posicionamentos sociais e políticos. Indiretamente, era o “vamos parar, vamos diminuir com isso”. Essa mudança no perfil da Globo estaria ligada à mudança na organização interna da emissora, que retirou o esporte da área de jornalismo e o submeteu ao setor de entretenimento. A alteração não agradou o eterno ídolo corinthiano, que também se destacou no São Paulo, na Seleção Brasileira e em vários times europeus. – O futebol não é para ser engraçado. Ainda mais neste momento crítico do país. Fizemos a Copa América com milhares de pessoas morrendo por causa da Covid. O presidente fazendo motociata enquanto as pessoas estavam morrendo. Bolsonaro sempre falando contra a vacina. Então, não posso dizer que este país está maravilhoso. Eu não sou um político, mas sou um cidadão brasileiro. Casagrande lembrou que, desde os 18 anos de idade, no ambiente da Democracia Corinthiana, ao lado do Doutor Sócrates, aprendeu que devia falar coisas importantes para a população. Segundo ele, por sua exposição e influência, o atleta precisa oferecer bons exemplos de consciência e cidadania. – Não deixo passar batidas as coisas relevantes para a sociedade. Jogador fala de carro, festa e iate. E os caras, o povo, passando fome. Esse torcedor, do morro do Rio de Janeiro ou da periferia de São Paulo, sobrevive hoje com muita dificuldade. Tem criancinha de 4 anos tomando bala perdida no caminho da escola. Esse cidadão não está andando de Ferrari, com o jogador de futebol. Então, ele já não se sente pertencente a esse mundo. Casagrande aproveitou para reiterar suas ácidas críticas ao governo Bolsonaro. Lembrou suas raízes no PT e antecipou seu voto em Lula. – Bolsonaro é pior presidente que o Brasil já teve. É um dos piores brasileiros que vivem neste planeta. Racismo, homofobia, machismo, tudo isso tem o aval dele. Ele vive atacando mulher, especialmente jornalista. Ele e os filhos não têm educação. Por isso, tanto preconceito. Bolsonaro é mentiroso, perverso e covarde. São fatos. Sempre votei no PT. Comparar Bolsonaro com Lula chegar a ser covardia. Lula é muito mais preparado. O Lula não está preso, tem seus direitos políticos, então não vou votar em outro. Lula vai é o máximo. Vai ser o presidente o país de novo.

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O ofício na lama….

Por Paulino Senra Acordo e início a lida com o Hora Um, aquele telejornal que pretende treinar repórteres para os demais telejornais da emissora. Mas, como dizia Didi, treino é treino e jogo é jogo. Pois o telejornal começou e logo na primeira entrada de repórter — William Rafael, não sei se a grafia está correta — comete um 45 DP em reportagem velha sobre uma ação policial. Meus olhos abertos quase fecham, mas insisto. Vem a segunda reportagem, esta do Rio, sobre tiroteio na linha vermelha. Ao fim dela, o apresentador inclui um incêndio ocorrido num terminal de ônibus. A repórter — não guardei o nome — comete mal maior do que o incêndio, que não matou nem feriu ninguém. Ela diz que o incêndio deixou um monte de ferros distorcidos. Ela queria ter dito retorcidos. Como não sou feito de ferro, desliguei a tv e fui catar ferramentas para limpar a praça em frente. Antes, lavarei a louça, farei e tomarei café e lerei aquele jornal da Barão de Limeira. Bom dia, gente boa, em homenagem ao Miguel Lourenço, que Michel Laurence era xaveco marselhês. Paulino Senra é jornalista das antigas

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