Construir Resistência

14 de junho de 2022

IN-FUX-THEY-TRUST

Por Virgilio Almansur O mais venal dos ministros do STF, aquela cabeça aperucada de mau gosto que coligiu à turminha do MP/PGR/13a.VF de Curitiba, num triste momento em que pudemos ver os próceres de um sistema corrupto do judiciário e da justiça, fez alusão às decisões de seus ministros. Na página A10 do antigo Estadão, hoje estadinho (12/06/22), a pérola: “Juristas endossam fala de Fux, de que corrupção foi comprovada pela Lava Jato”. Pior que a chamada, eis que não vemos nas poucas linhas tantos juristas; apenas dois: Carlos Velloso, superficial e sibilino, mais Reale Jr., que nunca chegou ao pai… Interessante que o atual e inconsequente presidente do STF faz crer que “ninguém pode se esquecer que houve corrupção no Brasil”, numa clara visão de um tempo que não pode ser esquecido mas carregado naquele tempo exclusivo de um personagem. A matéria não vem assinada. Mal escrita e dentro do caderno de “Política”, sobressai o “Judiciário” catapultado a sua politização. A pequenez do juiz e ex ministros é tanta, que se pode ver algo como que plantado para interesses que estão sendo conduzidos nas esferas mais altas da seara determinante do jogo eleitoral. Sob ótica maior, os planos são indecentes e afloram numa conjuntura que visa minar a campanha mais comprometida com reformas progressistas e a adoção de iniciativas de peso social. Há alguém sustentando que não houve corrupção? Parece que o infeliz magistrado mantém no argumento retórico, o mesmo cinismo de seus votos durante a farsa a jato. Como bem disse Luiz Carlos Rocha: “… Juiz político sempre estupra a natureza contramajoritária da Justiça”. Virgilio Almansur é médico, advogado e escritor.

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Bolsonaro: “não tem como Lula estar com “45% das intenções de voto”

  Por Mayara Oliveira e Mariah Aquino – do portal Metrópoles Em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (13/6), presidente afirmou que o petista desagrada grande parte dos brasileiros   Em conversa com jornalistas nesta segunda-feira (13/6), o presidente Jair Bolsonaro (PL) pôs em dúvida o desempenho do petista Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas eleitorais para o Palácio do Planalto. “Não tem como esse cara ter 45% de intenção de votos”, disse o chefe do Executivo federal. Bolsonaro falou que o ex-presidente “não consegue tomar uma tubaína na esquina sem ser hostilizado” e que em Orlando ele consegue reunir mais pessoas do que Lula no Brasil. O presidente também afirmou que o petista desagrada públicos como evangélicos, ruralistas, policiais e empresários. “Poxa, quem ele agrada? Ele agrada os sindicalistas, o que sobrou do MST, ele agrada o pessoal que rouba celular por aí para tomar uma cerveja, que mata gente para tomar cerveja”, concluiu. Bolsonaro ainda descredibilizou a pesquisa eleitoral encomendadas pela XP Investimentos pela segunda vez nesta segunda. O chefe do Executivo afirmou, mais cedo, que os levantamentos são “malucos” e que “só falta falar que bebo mais cachaça que ele”. Desta vez, o presidente afirmou que o dono da pesquisa seria “presidente estadual do PT e a sede da empresa é o diretório do PT”.   Matéria publicada originalmente no link abaixo do portal Metrópoles   https://www.metropoles.com/brasil/eleicoes-2022/bolsonaro-nao-tem-como-lula-estar-com-45-das-intencoes-de-voto  

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Mary Cassat, impressões da ternura feminista

Há 96 anos, desde Le Mesnil-Théribus, na França, ascendia à arquibancada de cima a notável pintora Mary Cassat. Aos 83 anos, deixava como legado uma formidável obra impressionista e uma formidável história de vida.Mary nasceu em Allegheny, na Pennsylvania, em uma família de classe média alta. Dessa forma, teve acesso a boa educação e, ainda jovem, pôde viajar pela Europa e visitar cidades como Londres, Berlim e Paris. Lá, aprendeu a falar Francês e Alemão, além de tomar aulas de desenho e música.Poucos anos depois, voltaria à Europa, já determinada a aprimorar suas técnicas de pintura. Sua obra logo ganhou os elogios de Edgar Degas e Camille Pissarro, que depois se tornariam seus amigos e mentores.Suas pinceladas são impressionistas, fluidas, precisas e destinadas a reconstituir as texturas, volumes e formas da ternura, especialmente ao retratar outras mulheres e os afetos entre mães e filhos. Tornar-se-ia uma das três grandes damas do Impressionismo, ao lado de Marie Bracquemond e Berthe Morisot.Agrada-me, particularmente, um óleo sobre tela de 1880, batizado de “Tea”, hoje no Museum of Fine Arts de Boston. As cores são sedutoras e dá para sentir o calor e o aroma da infusão, especialmente nas noites invernais.Curiosa, Mary adorava experimentar materiais. Não raro, reinventava suas tintas. Foi pioneira no uso de vários tipos de pigmentos metálicos.Em vida, a pintora sempre defendeu direitos iguais para homens e mulheres. Dizia que as elas podiam desenvolver, com competência, qualquer atividade, e ainda assim desfrutar das graças da maternidade. Ainda que nunca tenha se casado ou tido filhos, adorava crianças e as representava com esmero especial em suas telas.Mary também foi uma sufragista. Em 1915, contribuiu com dezoito trabalhos para uma exposição de apoio ao movimento, organizada por Louisine Havemeyer, destacada feminista de sua época. Esse posicionamento político gerou pesadas críticas familiares, como de sua cunhada Eugenie Carter Cassatt, uma mulher de hábitos conservadores. Como resposta, Mary vendeu antecipadamente seu valioso patrimônio de obras, antes destinado a seus herdeiros. Fez bem!

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