Construir Resistência

3 de abril de 2022

Eduardo Bolsonaro debocha de tortura sofrida por Míriam Leitão

Por Lucas Rocha – Revista Fórum  O filho do presidente Jair Bolsonaro não gostou de um artigo publicado pela colunista sobre as diferenças entre Lula e Bolsonaro O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) voltou a atacar a jornalista Míriam Leitão neste domingo (3) em razão de um artigo em que a colunista de O Globo aponta que o ex-presidente Lula (PT) não pode ser igualado ao presidente Jair Bolsonaro (PT) por ter atuado devidamente como um líder democrático. O deputado reagiu debochando da tortura sofrida pela jornalista, reforçando o caráter fascista do clã Bolsonaro. “Ainda com pena da cobra”, escreveu Eduardo em seu perfil oficial no Twitter. A postagem faz referência à tortura sofrida pro Míriam Leitão durante a ditadura militar. Grávida, a jornalista foi colocada nua em um quarto escuro junto com uma cobra jiboia. A postagem repugnante veio após Míriam publicar o artigo “Única via possível é a democracia”. ” Como escrevi neste espaço em maio de 2021, não há dois extremistas na disputa, mas apenas um, Jair Bolsonaro. Semana passada, novamente, Bolsonaro provou que ele é um perigo para a democracia”, disse.  O comentário do deputado foi repudiado nas redes sociais.  “Meu Deus. É até difícil encontrar palavras. Embrulha o estômago mesmo. O deputado decidiu debochar da tortura pela qual Miriam passou durante a ditadura. Na época, ela estava grávida. É aterrador. Minha total solidariedade a @miriamleitao. Que tristeza chegarmos a isso”, tuitou a jornalista Renata Agostini, da CNN Brasil. Matéria publicada originalmente no link abaixo https://revistaforum.com.br/politica/2022/4/3/eduardo-bolsonaro-debocha-de-tortura-sofrida-por-miriam-leito-112459.html  

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Por’ronde andam beltranos, sicranos e outros mistérios

Por  Luiz Hespanha   Por’ronde andam os jornalistas  eternizados numa foto histórica comemorando a prisão do Lula e que tinham conjes, dallagnóis, januários, pozzobons e robitos como fontes confiáveis? E a médica Amarílis Cabral que denunciou  o estupro de uma menina de 8 anos por 15 soldados russos a Bianca Rothier no JN? Por’ronde anda a Dra. Amarílis? Ela encaminhou a denúncia à ONU, à Anistia Internacional, ao Humans Rights Whatch? Repórter algum, a começar pela Bianca, não consegue ouvir de novo a Dra. Amarílis? E por falar em jornalismo: que dupla é esta formada pelo Borenberg e o Carlosoy?  Toda vez que a corrução inexistente no governo Bolsonaro aparece, ele para nos boxes ou melhor, num leito de hospital. É uma parada midiático-circunstancial. Desta vez o pit stop poderia ter sido no setor de Queimados do Hospital das FFAA, afinal o estrago das denúncias envolvendo o ex-ministro Milton Ribeiro e pastores das barras de ouro foi grande. Brasil acima de tudo e peroba, hipoglós e gaze na cara de todos.  O Loolapaloza foi o maior vacilo “político-cultural” que a mídia e o empresariado golpistas cometeram. Lá atrás, no tempo da Lavajato, poderiam ter aproveitado a oportunidade e mudado nome do evento para Mooropaloza. Se tivessem feito isso o Conje teria chegado fácil a 9,9% nas pesquisas. Vacilaram, deu no que está dando. Moro foi a Berlim, mas Berlim não viu Moro. Faz tempo que os alemães aprenderam a repudiar cópias político-fotostáticas. Que ele não inclua Roma em seus périplos. O resultado seria o mesmo. Ciro, o Insuperável, disse que Lula planejou perder a eleição de 2018. Pelo raciocínio cirista, Lula também planejou ficar 580 dias preso; Jesus planejou ser crucificado; Julio César planejou ser assassinado; Mário Frias planejou ser ator e Joelma cantora. Certo mesmo é que Ciro já está planejando voltar a Paris. O Brasil vive dois mistérios insondáveis. O primeiro é o cancelamento do casamento de Carluxo com Geórgia Azambuja. Quem descobriu a possibilidade da infelicidade e decidiu aproveitar a oportunidade de assumir primeiro a chance de ser feliz? Outro mistério é a alquimia jurídico-midiática em curso para ressuscitar Aécio Neves. O esforço hercúleo seria recusado de pronto por imagens de santos e santas que choram e sangram e também por pastores, bispos e profetas pentecostais que promovem curas com água do Rio Jordão, copos ao lado de aparelhos de tevê e toalhas com suores bentos. Precisamos reeditar a campanha “O Petróleo é nosso” e salvar o que resta da Petrobrás. Da mesma forma que não podemos esquecer quem comandou a campanha “O Brasil que queremos”, aquela que virou “O Brasil que destruímos”. Por três segundos me comovi com a solidão política de Sérgio Moro, Juan Guaidó e João Dória. O jeito é sentar às margens de um comentário de Merval Pereira e gargalhar copiosamente. Luiz Hespanha é jornalista, compositor (#CançõesDeAmorDelírioTesãoInquietudeLutaDeClasseEÓcio), autor do “Livro das Verdades Inúteis”, “Breves Memórias da Terra-do-já-teve” (https://www.amazon.com.br/) e um ser que acredita na Terceira Via como nome ideal para uma empresa exploradora de pedágios sociais entre Noronha, Pipa e Angra dos Hucks. A foto que ilustra esse texto é de sua autoria e foi tirada na avenida do Estado/SP.

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Vai ter Copa, de novo

Por Walter Falceta   Primeiramente, os trezistas erraram. Teve Copa em 2014. Tirando o time dos 7 a 1, foi bem-sucedida e gerou recursos para o Brasil. O investimento teve o devido retorno financeiro. Então, para vocês, eu digo: vintecentaveiro, vá se catar! Ha ha ha… Agora, com relação a esta copa de 2022 esperava-se uma grita global que não veio. O Catar não tem tradição no futebol. Nem mesmo é um polo turístico e cultural. É basicamente uma planície coberta de areia com a metade do tamanho de Sergipe. Tem 2,8 milhões de habitantes, menos do que Salvador. Mas os cataris mesmo são cerca de 313 mil, mais ou menos o equivalente aos habitantes do distrito da Casa Verde, na região norte de Sampa. Não é lá um lugar com muita história. Lá atrás, era um seco reduto de adestramento de cavalos e camelos. Depois, começou a produzir e comercializar pérolas. É governado pela casa de Al Thani desde 1825. Eles se mantiveram no poder durante a dominação otomana, de 1871 a 1916, e depois, no período do protetorado britânico, até 1971. O manda-chuva Tami Bin recebeu o poder do papis, Hamad Bin, que governou de 1995 a 2013. Detalhe: esse cara chegou ao poder com um golpe de estado contra o próprio pai, Khalifa Bin, que estava no comando desde 1972. Hamad tem três mulheres, duas delas suas primas, e 24 filhos. O Catar não é muito bonzinho. Implica com homossexuais e limita a liberdade das mulheres. Em 2008, quando começaram a estruturar a candidatura à Copa, tinham a mais alta emissão per capita de dióxido de carbono. E também uma das maiores taxas de consumo de água por habitante: 400 litros por dia. Esse país, que tem a segunda maior renda per capita do mundo, e que não cobra impostos de seus cidadãos, apoiou os Estados Unidos na Guerra do Golfo de 1991. Depois que ganhou o direito de sediar o torneio, começou a investir pesada e apressadamente em obras de infra-estrutura, principalmente com mão de obra da Índia, Bangladesh, Paquistão e Nepal. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, a OIT, somente em 2020 morreram 50 trabalhadores em obras da copa. Outros 500 sofreram ferimentos graves. Checando os registros dos países que exportam mão de obra para o Catar, o jornal The Guardian chegou à conclusão de que 6,5 mil trabalhadores morreram no Catar desde 2010. Muitos por quedas, acidentes de trânsito e desmoronamento de estruturas de suporte. O ambiente é insalubre e outros tantos morreram de doenças do coração ou do pulmão. Entre junho e julho, a temperatura chega a 40 graus e nunca baixa dos 30 graus. Por isso, aliás, a competição será realizada em novembro e dezembro. Segundo a Anistia Internacional, parte considerável dos trabalhadores vive em condições análogas às da escravidão. Acredita-se que o país gastou 3,8 bilhões de dólares para ganhar o direito de sediar a copa, parte considerável em propinas. Blatter admitiu, em 2015, que a escolha do país foi um erro. E botou a culpa no nefando Platini. Segundo o ex-presidente da FIFA, quem fez a cabeça do ex-jogador foi o ex-presidente francês Sarkozy. As falas de Blatter sugerem que o ex-mandatário também embolsou algum para realizar o trabalho. Aliás, foi essa escolha malandra que deixou os malandros norte-americanos muito ressentidos. Aí, botaram o FBI para esculhambar com toda a cartolada da FIFA. Males que vêm para bem. Sem essa desfeita, o canalha fraudador e lavador de dinheiro José Maria Marin nunca teria sido preso. As investigações, aliás, comprovaram que até parte da mídia foi subornada. De bom nessa copa, o simpático mascote La’ebb, mistura de Gasparzinho com arraia, e a ótima animação sobre o mundo paralelo dos incentivadores da invenção. Na festa, nota 10 para o figurino de Idris Elba. No sorteio dos potes, o Brasil se saiu muito bem. Passará facilmente à segunda fase. E poderemos torcer com a camisa amarela, tranquilamente, resgatando o uniforme canarinho. Afinal, em dezembro, o Bozo já terá sido derrotado e Lula estará esperando sua terceira posse em Brasília. O grupo de Espanha e Alemanha é complicado. Assim como aquele de Portugal e Uruguai. A aposta dos comentaristas da Globo não é descabida. Pode dar Brasil e Inglaterra na final. A Rússia está proibida e cancelada, mas como tenho bom ouvido, percebi que, na entrada da artista egípcia, tocaram um trechinho de Sherazade, de Rimsky-Korsacov. Se foi subversão, eu adorei. Walter Falceta é jornalista e um dos fundadores do Coletivo Democracia Corintiana (CDC)  

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Com ciência de classe

Por Luis Otavio Barreto Ei gentoca! Tudo delicinha?! Acompanha com o titio: Sabe a classe média brasileira?! Em 2022 eh preciso ter: B > 1.543,20 até 3.775,76 – por candango ‘dendicasa’! a rendjheenha da família precisa passar de 7.202,57 pra ser integrante da classe média… C1 > 970,75 até 1.543.19 – por cabeceenha dentro do lar. La rendita debe pasar de 4.206,45 para ser classe medja pero no mucho! C2 > 667,87 até 970,74 – por cada cidadaum dentro da casinha branca de varanda um quintal e uma janela… que, reunindo os parcos haveres, deve ultrapassar a quota de 2.971,37 para ser, uhm, digamos, um pobre melhorado… Tá na exxxxpectachyva do C3, bebê?! Poinsé! POBRE! Coisashs importantches: 1 – Só eh rico quem não precisa trabalhar, quem eh herdeiro, quem nem sabe o que é vale refeição, condomínio, aluguel, limite de cartão, cheque especial então…essa gente nem sabe o que eh! Banco?! Hhahahahahaha, nem personalitté, nem exclusivité, nem cacetê…elesh podem demitir gerente, se quiserem…são as porra dos dono daquela caralha. 2 – Classe média vai pro estrangeiro um ou duas vezes por ano, tem cartaum goldplatinumouroexclusivitemasterplusphilipswalitachanteclair… mas sabe o que eh fatura e sabe o que eh limichy. 3 – Para o rycho o HB20 e o Jeep Renegaydjhe são, respectivamente, o Uno Mille e o Pálio Adventure, enquanto que, para a classe medjhea são carros populares e para a pobraiada são carrões…enfim… Se vc não se encaixa nashs categoriashs, leimbrando que cada valorzinho e individual, intransferível e único – assim como convitcheenho de bifO (falar fazendo biquenho) do casamento da Margaretch e do Ataíde – você é POBRE. PEÓ BE ERRE É – POBRE! Por hoje eh isso! Gradicido, recomendem-me aos seus.   Luis Otavio Barreto é músico pianista e professor de língua portuguesa

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Cai, cai balão

Por Luiz Eduardo Rezende Compartilhada do Quarentena News A candidatura a presidente do ex-juiz Sérgio Moro começou auspiciosa, foi caindo, perdendo apoios, e terminou de maneira melancólica. Moro sai da disputa com a pecha de juiz parcial e político traidor. O Podemos fez uma festa à altura de um candidato forte por ocasião da filiação de Moro. Acreditou no potencial do ex-ministro e se deu mal. Moro jamais passou dos dois dígitos nas pesquisas. Foi abandonado pelos candidatos a governadores, a senadores e a deputados estaduais e federais pelo Brasil afora. Isolado, patinando nos índices de intenções de votos, percebendo que o Podemos sozinho não teria muitos recursos dos fundos partidário e eleitoral e pouco tempo de televisão, Moro negociou por baixo do pano com o União Brasil uma mudança de partido. Aceitou a exigência de trocar a candidatura a presidente pela de deputado federal. A direção do Podemos foi surpreendida com a filiação de Moro ao União Brasil. Soube pela imprensa. Moro hoje é chamado de traidor não só por integrantes e eleitores do Podemos, mas por filiados e simpatizantes de todas as siglas que consideram a palavra e o cumprimento de acordos atributos indispensáveis  a um político sério. O antigo herói da Lava Jato, desmoralizado como juiz, traidor do partido que lhe deu a mão quando mais precisava, tem hoje que torcer para se eleger deputado federal por São Paulo. Cuidado, Moro, eleitor também não gosta de traíra. TIRO NO PÉ A jogada de João Dória de fingir que ia renunciar a candidatura a presidente para unir o PSDB em torno do seu nome foi um fiasco. Só fez fortalecer as intenções golpistas de Eduardo Leite, que renunciou ao governo do Rio Grande do Sul na esperança de Dória fracassar como candidato e ele surgir como representante do PSDB na terceira via. Os tucanos estão rachados, está voando pena pra todo lado. E Dória, que pensou ser mais esperto que a esperteza, continua patinando na rabeira das intenções de votos. É possível até que venha mesmo a renunciar caso vingue o acordo entre PSDB, União Brasil e MDB de terem um candidato único para presidente. Seria o nome que estivesse mais bem colocado nas pesquisas. O enfraquecimento de Dória, a renúncia de Moro, e a total incapacidade de Ciro Gomes de atrair eleitores praticamente enterraram a terceira via e mostraram que a disputa se dará mesmo entre Lula e Bolsonaro. Todos os movimentos fora dessa polarização, daqui para a frente, visarão apenas a formação de bancadas  e as candidaturas a governos estaduais. CIRCO MAMBEMBE O deputado bolsonarista Daniel Silveira, além de homofóbico, a favor da ditadura e mal educado, é um péssimo ator. Protagonizou na câmara uma cena patética, ao se refugiar no plenário para evitar que um agente da polícia federal colocasse uma tornozeleira para que seus passos fossem monitorados, já que ele desobedece corriqueiramente as restrições que lhe são impostas pela justiça. Daniel Silveira se fez de vítima, de perseguido pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, e afirmou que iria resistir, ficaria na Câmara, protegido pela inviolabilidade do parlamento, e faria valer os seus direitos como parlamentar. Chegou a permitir fotos de assessores levando um colchão para ele dormir no gabinete. O que o deputado pretendia mesmo era buscar apoio do presidente Bolsonaro e dos bolsonaristas mais radicais. E conseguiu. Mas certamente não esperava que Alexandre de Moraes tornasse seus bens indisponíveis, bloqueasse seu salário e ainda lhe aplicasse uma multa de R$ 15 mil por dia até que a decisão judicial fosse cumprida. Aí ficou provado que, para alguns pelo menos, o órgão mais sensível do corpo humano é o bolso. Rapidinho Daniel Silveira saiu do esconderijo e foi até a sede da polícia federal, em Brasília, para colocar a tornozeleira. Agora desfila pelos corredores do congresso com aquela joia no tornozelo. Que papelão!!! RECAÍDA DE BOLSONARO Não adiantou o Centrão aconselhar, as pesquisas mostrarem que o eleitor não gosta de radicalismo. O DNA golpista fez com que o presidente Jair Bolsonaro, na cerimônia de saída dos ministros que concorrerão às eleições deste ano, voltasse a defender a ditadura que prendeu, torturou e matou milhares de brasileiros. Bolsonaro foi do Exército. Teve a personalidade formada por aqueles militares que durante 21 anos trataram a ferro e fogo os opositores do regime. Tanto que afirmou, há algum tempo, que a ditadura deveria ter matado 30 mil pessoas no Brasil. E seu ídolo é o ex-coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, conhecido torturador. No discurso de quinta-feira Bolsonaro fez altos elogios aos governos militares, voltou a ofender os ministros do STF e, numa clara provocação, disse que nas próximas eleições haverá recontagem de votos. O que certamente não acontecerá, pois a votação será, ao contrário do que deseja o presidente, nas urnas eletrônicas. Para desafiar ainda mais os ministros do STF, Bolsonaro reservou lugar na primeira fila de convidados para o deputado Daniel Silveira, ainda sem a tornozeleira eletrônica. FAROESTE BRASILEIRO O presidente Jair Bolsonaro, que tanto explora politicamente a facada de Juiz de Fora, está na obrigação de mandar a Polícia Federal apurar quem foi o autor da postagem nas redes sociais prometendo matar o ex-presidente Lula se Bolsonaro se comprometer a dar apoio à família dele. Esta não é uma ameaça sem sentido. A pessoa estabelece as condições, sabendo que será identificado e preso caso mate ou tente matar realmente Lula. Que a campanha eleitoral será acirrada, com baixarias de lado a lado, é esperado. Mas não se pode admitir que chegue a esse ponto. O Brasil não é uma republiqueta. Eleições são a base da democracia e não podem ser maculadas por radicais insanos que ameaçam vidas de candidatos. Não se trata de questão política ou ideológica. Atentar contra a vida de Lula tem a mesma gravidade da facada em Bolsonaro. Identificar e punir esse criminoso servirá de exemplo para que outros não tentem a mesma coisa contra qualquer um dos candidatos. FESTA DE ARROMBA O governador bolsonarista do Rio, Cláudio Castro, candidato

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