Construir Resistência

28 de março de 2022

Bolsolão do MEC derruba ministro

Por Sonia Castro Lopes Caiu enfim o ministro da (des)educação. Desenlace esperado após um escândalo de corrupção que teve ingredientes como áudios vazados, propinas em dinheiro, barras de ouro e Biblias solicitadas  por pastores vigaristas que manejavam as verbas bilionárias do Fundo Nacional de Educação. Num país que ostenta o vergonhoso índice de 7% de analfabetos em sua população jovem e adulta, onde a educação pública que deveria ser universal, gratuita e laica é destruída para favorecer projetos absurdos como as escolas civico-militares, educação domiciliar e as instituições privadas de ensino, o governo colocou no Ministério da Educação  elementos totalmente incompetentes, cada qual pior que o seu antecessor. Vélez Rodriguez, Abraham Weintraub e Milton Ribeiro foram escolhidos a dedo para servir ao pior governo de que se tem notícia na história desse país. Isso sem falar no “doutor honoris quase”, Carlos Decotelli, o que foi sem nunca ter sido. A guerra cultural imaginada pelo guru Olavo de Carvalho – que, felizmente, já deu as caras no outro plano –  teve nos dois primeiros ministros seus discípulos mais fiéis. O último, o pastor-ministro, conseguiu a proeza de aparelhar a máquina pública com dois vigaristas, diga-se de passagem, com a anuência do presidente da República,  para vender favores a prefeitos de pequenos municípios sob o pretexto de auxiliá-los na construção de escolas, creches e quadras esportivas.  Tudo isso para fortalecer as igrejas (neo)pentecostais das quais são representantes e assegurar o apoio ao chefe da quadrilha, cuja obsessão pela reeleição torna-se cada dia mais assustadora. Desta vez o pastor-ministro se deu mal. O áudio é puro baton na cueca, não há justificativa plausível. Bem que ele tentou se abrigar nas asas dos ministros “terrivelmente evangélicos”, um dos quais foi até seu aluno, mas não obteve êxito. A própria bancada evangélica e os políticos do Centrão pediram sua cabeça. Aliás, por falar em cabeça o presidente colocou a sua em risco ao afirmar em sua última live que colocaria “a cara no fogo” pelo assessor. Sem apoio algum, só restou ao dublê de pastor e ministro pedir para sair. Já vai tarde. Entretanto, como esse governo é a própria materialização da Lei de Murphy, podem esperar que o sucessor será pior, visto que os políticos do centrão devem indicar uma raposa ainda mais gulosa para tomar conta do galinheiro.  Uma pasta que concentra verbas altíssimas decerto será alvo dos maiores larápios que representam os apoiadores do atual governo. Com todas essas evidências esperamos que a Procuradoria Geral da  República, que tem à frente  outro capacho do ex-capitão, dessa vez tome sérias providências no sentido de investigar e denunciar os crimes para que sejam condenados os responsáveis por essa “Farra da Bíblia” que tomou conta do MEC. Enquanto estudantes brasileiros se mantém com baixíssimas oportunidades devido à desigualdade de acesso à internet, com desempenhos abaixo da crítica em matemática, leitura e interpretação de textos, o Ministério abriga um gabinete secreto comandado por pastores que se refestelam com verbas públicas que deveriam ser aplicadas na melhoria da educação. Jovens abandonam a escola precocemente, universitários pobres desistem de seus sonhos por não receberem o auxílio necessário à continuação de seus estudos e os vigaristas manipulando os recursos do Fundo com a cumplicidade do ministro e de seu superior que não enxerga a corrupção reinante nos seus quarenta meses de governo, como anda afirmando em seus discursos. Cai na conversa quem quer.

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Guerrilheiras: memórias da ditadura e militância feminina

Da Editora Alameda  Guerrilheiras: memórias da ditadura e militância feminina nos conta uma história da memória da ditadura militar de 1964 ao longo do período democrático a partir de duas figuras emblemáticas da luta feminina contra o regime: Dilma Rousseff e Iara Iavelberg. A obra analisa duas biografias: Iara: reportagem biográfica, escrita em 1992 pela jornalista Judith Patarra, em torno da vida e militância política da jovem Iara Iavelberg, morta pela ditadura, e A vida quer é coragem: a trajetória de Dilma Rousseff, a primeira presidenta do Brasil, escrito por Ricardo Batista Amaral, publicado em 2011, logo no início do primeiro mandato presidencial de Dilma. A historiadora Juliana Marques analisa a fundo como as vidas de Dilma e Iara foram contadas, partindo de algumas questões: 1. Quem são os autores? 2. Quais condições cercaram os processos de escrita de cada um? 3. Em que contextos escreveram? 4. Por que escreveram? 5. E por que cada um escolheu a sua respectiva biografada? Estas são algumas perguntas que interessaram à autora. Mas, sobretudo, interessa também saber quem são as biografadas e como a visão dos autores moldou suas trajetórias, pois que estavam condicionadas pelas circunstâncias que deram origem a esses livros. Também não escapa a Juliana Marques do Nascimento como as visões de gênero de Patarra e Batista Amaral condicionaram a construção das biografias de Iara e Dilma. Guerrilheiras enfrenta o desafio de lidar com personagens que foram sacralizadas pelo imaginário coletivo de esquerda – como é o caso de Iara, transformada em heroína e “musa” – ou, como Dilma, colocada no centro de uma grande crise política. Sobre a autora:  Juliana Marques do Nascimento é graduada em História pela Unifesp e mestra em História pela UFF. É pesquisadora do Núcleo de Estudos Contemporâneos (NECUFF), dedica seus estudos à história das mulheres e história do tempo presente.   Edição:  Editora Alameda Preço e número de páginas: R$ 64,00 Link: http://alamedaeditorial.com.br/biografias/guerrilheiras-de-juliana-marques-do-nascimento  

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Bolsonaro e seu império do mal

Por Jorge Antonio Barros Compartilhado do Quarentena News Em seu discurso no ato de filiação do PL, neste domingo, o presidente Bolsonaro disse que as eleições de 2022 não serão uma “luta de esquerda contra direita”, mas uma “luta de bem contra o mal”. Esse é o auge da apropriação de um discurso religioso para falar diretamente aos supostos cristãos que o apoiam. É um discurso de raciocínio curto, acrítico, com pouquíssima capacidade de discernir a realidade brasileira. Típico de um presidente que sequer é capaz de discernir a liturgia do cargo. Não tenho a menor ideia a que bem Bolsonaro está se referindo, mas quanto ao “mal”, não tenho a menor dúvida. O discurso revela um ato falho da comunicação de Bolsonaro. Sem qualquer exagero, ele é a própria personificação do “mal” na política, como jamais vi em mais de 40 anos de observação da vida pública nacional e outros tantos de leitura e de consumo de produções culturais. Bolsonaro não tem o menor respeito pelo Brasil e pelos brasileiros de bem. Bolsonaro é o MAL da ética na política, onde manipula todos as peças no tabuleiro para esconder a corrupção que é praticada em seu governo. Bolsonaro é o MAL que, por meio de mentiras e meias-verdades, corrói a confiança dos brasileiros na capacidade do Brasil de superar seus principais problemas. Bolsonaro é o MAL para a democracia, diante de suas declarações estapafúrdias, defendendo voto impresso e atacando os poderes da República, que funcionam como peso e contrapeso. Bolsonaro é o MAL que ataca a imprensa profissional e tenta destruir sua credibilidade, ofendendo jornalistas, sobretudo do sexo feminino. Bolsonaro é o MAL na defesa e na proteção dos direitos fundamentais, sobretudo no Brasil. Bolsonaro é o MAL que destrói nosso meio ambiente. Bolsonaro é o MAL que devastou a cultura brasileira, não só cortando verbas para o setor, como defendendo a volta da censura. Bolsonaro é o MAL da ciência, ao demitir cientistas e enfraquecer a voz deles no combate genuíno à pandemia de Covid. Bolsonaro é o MAL da gestão que emperrou o enfrentamento à Covid-19, diante do descontrole do Ministério da Saúde na aquisição de vacinas e na opção pelo negacionismo, tratando uma doença grave como uma “gripezinha”, debochando inclusive das vítimas da pandemia. Bolsonaro é o MAL que devastou nossas instituições e transformou a Presidência da República num clube privado, voltado para seus próprios interesses e de seus filhos. Bolsonaro é o MAL que desrespeita as minorias, ofende mulheres, negros, homossexuais. Bolsonaro é o MAL para os povos indígenas, que estão sendo atacados à luz do dia por garimpeiros e grileiros. Bolsonaro é o MAL do estado laico, ao ignorar a separação entre igreja e estado, e usar o nome de Deus para angariar apoio e votos dos menos esclarecidos. Bolsonaro é o MAL que dividiu a igreja evangélica, em troca de dinheiro público e um naco de poder. Bolsonaro é o MAL que dividiu os quartéis, com seu saudosismo da ditadura militar e seus “heróis” que empregavam a tortura como arma de guerra. Bolsonaro é o MAL na defesa e da proteção da vida, ao promover a liberação indiscriminada do uso de armas de fogo. Bolsonaro é o MAL da segurança pública, pois o tema no qual se apresentou como especialista, revelou-se um verdadeiro fracasso com a ausência de políticas públicas eficientes para a redução da criminalidade no país. Bolsonaro é o MAL da paz no Leste Europeu, ao defender a neutralidade no conflito Rússia-Ucrânia e manifestar apoio ao presidente Putin em visita à Rússia, uma semana antes do início da guerra. Se eu esqueci de algum outro MAL causado por Bolsonaro, que você considera relevante, por favor escreva na caixa de comentários. #politica Jorge Antonio Barros é jornalista com passagem pelo Jornal do Brasil, O Dia e O Globo. Editor do Quarentena News. 

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Reparação? Somos selvagens!

Por Virgilio Almansur Despiciendo invocar nosso sistema de justiça. Há algum tempo assistimos aos descalabros que são apontados pela introdução de um autoritarismo que não requer a interrupção democrática, mas se apresenta “normatizado” sob estado de exceção; são os papeis que o Poder Judiciário tem assumido ao implementar um controle cada vez mais autoritário e intrusivo na vida social e política, tanto aqui entre nós como em diferentes países. Ninguém pode se enriquecer com uma indenização… Mas pode se empobrecer, ser enlameado, retirado do convívio e quase apodrecer vendo o mundo seguir… Se isso ocorre com um ex presidente da república, quê imaginar dos simples cidadãos lançados em situações correlatas? Claro! Não haverá correlação! Talvez, na origem de Caetés, as similitudes da desagregação social que imperam em todo o território e não se mostra incabível noutros rincões. A lentidão a que assistimos nos processos de justiça com préstimos jurisdicionais precários — quando se tem escritórios advocatícios monstruosos a serviço — denota um componente perverso que acompanha nosso judiciário. Casos de lawfare têm características próprias. Mas se retirarmos esse componente e abstrairmos a presidência do país, veremos que a constante é sempre de dívida do sistema jurisdicional para com o cidadão. O caso Lula traz elementos substanciais para se pensar esses préstimos da jurisdição. Comparativamente, vê-se a distância entre os simples mortais, que dificilmente alcançariam algum sucesso — mesmo em tempo muito maior! —, visto que a engrenagem é a mesma. Se acompanhamos as vicissitudes desse imbróglio envolvendo política e jurisdição com tamanha acuidade, nada se aproxima de outros eventos que nem chegam aos holofotes. Relegados ao pouco direito que nem é abraçado, dizer o direito talvez seja — e tenha expressão privilegiada! —, algo que confronta o projeto constitucional da carta de 88. Basta imaginar, que uma em cada três pessoas no mundo estão presas sem julgamento e superlotação coloca presos em risco permanente. Aqui, o encarceramento massivo de presumidos inocentes é de 42,9%! Inocentes na cadeia: somente no Rio de Janeiro tem-se em média 11 pessoas presas por erro em reconhecimento de foto a cada ano. São distorções crônicas e que entre nós o próprio CNJ se vê impotente. O périplo dos escritórios do presidente Lula, submetido a julgamento comum, onde há a primazia de juizes de 1º. piso, dá bem a dimensão que o distancia, nesses últimos seis anos, de outros inexistentes julgamentos onde o Direito nunca chegou. Aluno de Direito que fui, muito bem acompanhado por uma constitucionalista de mancheia, observamos muito mais informação do que formação. A baixa qualidade do ensino é geral. Prioriza-se apostilas resumidas sem pensamento crítico, voltadas aos concursos onde a múltipla escolha predomina. Tal ensino torna presa o alunado! Pouco importa sua escolha futura! Não há pensamento crítico! O que sai dali é a pusilanimidade a compor promotores e juizes capengas, dominados pela tecnologia barata onde inexiste qualquer hermenêutica. Quê falar, então, quando se apontam os direitos fundamentais que alicerçam as garantias do indivíduo? A própria mídia, despreparada, mal formada e não raro voltada a seus patrões, elege o meio mais fácil: a espetacularização que não raro vem do conluio entre autoridades constituídas a serviço do Estado (e do cidadão) e seus papagaios despreparados que mais desinformam! Carece a educação! Nossa mídia deseduca, pouco informa e dá espetáculos difíceis de serem reparados. Direito brasileiro piorou nas últimas décadas: estamos diante da baixa qualidade do ensino jurídico, que prioriza resumos em detrimento do pensamento crítico e da doutrina; da substituição da hermenêutica pela tecnologia como meio de resolução dos problemas; da polarização incentivada pela mídia, que desinforma em vez de educar sobre as garantias fundamentais.   Virgilio Almansur é médico, advogado e escritor.

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O erro de Sérgio Moro ao prender Lula

Por Simão Zygband Assisti no último sábado (26), com intensa curiosidade, o documentário “A grande farsa – Como Moro enganou o Brasil e ficou rico”, fruto da investigação e produção de Joaquim de Carvalho, um brilhante e destemido jornalista. Joaquim, que é autor de outro corajoso documentário, Bolsonaro e Adélio: uma fakeada no coração do Brasil – que chegou a 1,6 milhão de visualizações no Youtube é o que podemos chamar de verdadeiro repórter investigativo, cada vez mais raro no jornalismo brasileiro, que hoje se limita a ser um reprodutor de releases (reproduz o que as assessorias de imprensa lhe passam) . Trata-se de um documentário imprescindível para entender como o juiz farsante Sérgio Moro, que ao invés de julgar produz provas contra os réus, construiu uma carreira meteórica com decisões autocráticas e autoritárias, perseguindo indivíduos e empresas, apesar de leniente com reais criminosos como doleiros, traficantes e corruptos que desviaram o dinheiro público. Para chegar a ser o “cérebro” da chamada operação Lava Jato, que destruiu a economia brasileira com perdas avaliadas em R$ 172 bilhões e sendo responsável direto por 4,4 milhões de fechamento de postos de trabalho, Sérgio Moro fez uma espécie de “treinamento” com empresas paranaenses que proporcionaram grande visibilidade de mídia e praticamente as levaram à falência. Desta forma, Moro realizou na Petrobras, o seu principal alvo da operação Lava Jato, o que já havia produzido contra outras empresas de menor porte, sempre com decisões arbitrárias, que não proporcionavam direito de defesa àqueles que ele decidia, na marra, que seriam réus. De professor a ministro da Justiça A nova produção conta a trajetória de Sergio Moro, de professor a juiz de primeira instância e depois ministro da Justiça de Jair Bolsonaro e seu modus operandi em todas essas fases: o uso de personalidades conhecidas para ganhar notoriedade na imprensa. E principalmente: como ele enriqueceu com essa estratégia, culminando na sua consultoria à empresa Alvarez & Marsal, já visto como uma espécie de recompensa pela atuação na Operação Lava Jato. “É um desafio muito grande mostrar os sinais exteriores de riqueza de Sergio Moro. É uma pauta absolutamente necessária, porque, pela atuação dele na Lava Jato, o Brasil empobreceu. Vamos mostrar também como ele adquiriu esse poder. Como um juiz de primeira instância do Paraná promoveu uma guerra contra o País”, diz Joaquim de Carvalho logo no início do filme. Mas Moro, um alpinista social que se tornou milionário às custas de abusos de poder (ou por se omitir em julgamentos), decidiu dar a sua cartada mais espetacular, justamente em um ícone da esquerda brasileira e quiçá mundial, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a quem proporcionou ilegais 580 dias de prisão na sede da Polícia Federal do Paraná, em Curitiba. Investigação e chantagem de pessoas inocentes, além de proteção de pessoas culpadas – mas estratégicas para seus objetivos – tendo à sua mão um esquema que inclui operadores de diferentes instituições e empresários. É isso que o filme mostra, com detalhes, numa linha do tempo que chega à destruição da reputação do ex-presidente Lula até tirá-lo das eleições e levá-lo à prisão. Sérgio Moro, que se enchia de orgulho de ter prendido Lula, não imaginava a força política e de carisma do ex-presidente. No seu raciocínio primário e rasteiro, que somente tinha olhos para alcançar os seus objetivos mesquinhos, não dimensionou o tamanho do risco do que estava realizando, e que, como na lei da física, a toda ação existe uma reação. Hoje Lula, fortalecido,  lidera as pesquisas de intenção de votos nas pesquisas para a presidência da República e o ex-juiz Sérgio Moro, considerado como parcial nos seus julgamentos, amarga de 6 a 8%, índices muito baixos para quem foi considerado um “superman” pelos seus fanáticos ex-apoiadores. Que Sérgio Moro seja julgado e punido pela força da lei que ele tanto vilipendiou.   Lula no depoimento a Sérgio Moro Tríplex no Guarujá “Se eu cometi um crime, prove que eu cometi um crime. Apresente à sociedade e o Lula será punido como qualquer cidadão é punido. Mas, pelo amor de Deus, apresentem uma prova. Chega de diz-que-diz.” “Espero que o doutor Moro tenha recebido do Ministério Público a prova concreta, cabal, de que o apartamento é meu.” “Não está assinado, doutor. Talvez quem acusa saiba como foi parar lá. Eu não sei como está um documento lá em casa, sem adesão, de 2004, quando a minha mulher comprou o apartamento [da Bancoop] em 2005.” Nas alegações finais, o ex-presidente criticou a imprensa, os vazamentos aos veículos de informação e disse que a denúncia contra ele foi baseada em notícias jornalísticas que levaram os procuradores a produzirem “uma apresentação de PowerPoint” mentirosa e com uma tese política. “Eu conheço os vazamentos. Eu sei dos vazamentos. É como se o Lula tivesse, pela imprensa, pelo Ministério Público, sendo procurado. […] Se adotou a política de primeiro a imprensa criminalizar”, disse. “Depois de tudo que tá acontecendo eu tô dizendo alto e bom som que vou querer ser candidato à Presidência da República outra vez.”     Veja abaixo o vídeo de Joaquim de Carvalho            

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