Construir Resistência

14 de março de 2022

Globo boicota a Rússia. Ingressará na Otan?

Por Altamiro Borges Circula nas redes sociais a piadinha de que a Rede Globo ingressará na Otan, o braço armado dos EUA na Europa, antes mesmo da Ucrânia sob a presidência do neofascista Volodymyr Zelensky. A cobertura da emissora parece a de uma sucursal rastaquera do império. Agora, a Folha informa que a “Globo boicota Rússia e deixa de exportar novelas por causa da guerra”. Haja complexo de vira-lata!Segundo a nota, “na trilha das empresas de entretenimento que se retiraram da Rússia ou interromperam negócios com o país de Vladimir Putin em sinal de protesto à guerra, a Globo decidiu suspender novos licenciamentos de produções russas para possíveis importações rumo aos seus canais de TV e streaming”. Embora o país não seja um grande produtor para os catálogos dos canais Globo na tevê aberta ou por assinatura, conteúdos como filmes, séries e animações de origem russa saíram do radar de negociações da empresa brasileira. “O mesmo vale para a mão contrária, onde o comércio é mais intenso”. Novelas e séries da emissora também deixarão de ser oferecidas à Rússia por tempo indeterminado. “Não há prazo para a retomada das operações de compra e venda de conteúdo com parceiros comerciais russos”, descreve a Folha. Atualmente, estão em exibição na TV aberta russa as novelas “Por Amor”, de 1997, e “O Clone”, de 2001. Russofobia de Chacra, Pontual e outros Conforme lembra a Folha, “a Rússia é um grande mercado para as novelas da Globo desde que ‘A Escrava Isaura’, de 1976, de Gilberto Braga, abriu portas para a emissora no mundo todo. Isso foi ainda nos idos da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Lucélia Santos é uma das brasileiras mais conhecidas na Rússia e Ucrânia em razão da novela”. Essa tradição agora foi rompida em função da russofobia difundida pela mídia imperial e reproduzida na Globo com o seu complexo de vira-lata. Guga Chacra, Jorge Pontual e outros comentaristas da emissora até parecem porta-vozes da Otan na cobertura diária. Eles babam ódio! Quando os EUA bombardearam o Iraque, a Síria ou o Afeganistão, matando milhares de civis e desrespeitando todas as normas internacionais, a TV Globo não teve a mesma atitude! Altamiro Borges é jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e editor do Blog do Miro

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Mutirão de atendimento à população de rua em São Paulo

Por Assessoria de Comunicação Social do TRF3 Entre os dias 15 e 17 de março, das 10h às 15h, será realizado na Praça da Sé o “1º Mutirão de Atendimento à População em Situação de Rua da Cidade de São Paulo – Pop Rua Jud Sampa”, coordenado pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3). A ação contará com participação de instituições do poder público federal, estadual e municipal, bem como com organizações da sociedade civil, para oferecer diversos serviços a pessoas em situação de rua e moradores da região. A força tarefa envolve três eixos fundamentais: atendimento assistencial e de saúde; expedição de documentos e cidadania; e atendimento jurídico e acesso à Justiça. Na área da saúde e assistência social, serão oferecidos testagem rápida de HIV, sífilis e hepatite; vacinação contra Covid-19; aferição de pressão arterial; orientação para diabetes, tuberculose, álcool e drogas; saúde bucal; cortes de cabelo; maquiagem; serviços para animais de estimação, entre outros. Em cidadania, haverá emissão de documentos, cadastro e atualização em programas sociais; requerimentos de benefícios do INSS; oportunidades de emprego; orientações sobre os direitos humanos. Haverá orientação jurídica para possíveis demandas judiciais, com participação de advogados (voluntários e públicos), estagiários, magistrados, peritos judiciais, promotores e procuradores da república e servidores públicos. No local poderão ser esclarecidas dúvidas sobre benefícios previdenciários, auxílio-emergencial, FGTS, PIS/PASEP, seguro-desemprego, livramento condicional, defesa em processos criminais, direito de família, entre outros.

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Maringá e a prodigalidade em cagonildos…

Por Luis Otavio Barreto Tiago Rossi, de Maringá, instrutor de tiros, macho topzera, saiu daqui, naquilo que podemos classificar como “Atitudes Completamente Imbecis Cometidas por Gente Muito Imbecil”, para se cagar todinho na Ucrânia. Quer dizer, já não fosse um imbecil em terra natal, precisou ser imbecil, também, na Europa. Seguindo o chamado da própria essência, o que foi que ele fez?! – Acovardou-se e, com o rabo entre as pernas, FUGIU! Porque eh isso que faz o imbecil; – FOGE! Eu não vou perguntar o que pensa uma pessoa dessas, porque não pode haver raciocínio! Não pode haver pensamento! Quando, há uns dias, fizeram uma pesquisa para saber quantos estavam dispostos a ir à guerra, um considerável número, entre 30 e 45 anos, respondeu positivamente. Esses homens não tem a menor, a mais cretina e insignificante noção do que é uma guerra! O cara sai daqui pagando de combatente, de herói, de fodão que sabe atirar e vai pro meio do inferno, do maior caos que pode acontecer a uma civilização, e caos em vários sentidos, e acha que vai encontrar cenário para tirar onda em rede social e alimentar a fantasia criada a partir de uma realidade mítica, concebida por uma viagem conduzida por transe ufanista, pseudo patriótico instalado por uma figura artificial, criada dentro do imaginário doentio de uma gente que se acha credora da vida, régua moral, mas que não passa de um bucho. Um BUCHO! Tiago Rossi, o CAGONILDO DE MARINGÁ, está lá, todo breado (adoro essa palavra) dizendo: – Ah, óh, ah, eu não imaginava como era uma guerra… num dia mais contido eu diria: – Ah, como eh tolo! Mas como hoje eu estou atacado: – Ace phoder, pohan!   Luis Otavio Barreto é músico pianista e professor de lingua portuguesa

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Para além do tempo, dentro dele

Por Chico Alencar  Reproduzido do Instagram Victor Hugo, o escritor francês, disse, no século XIX, que “viver não passa de uma longa perda de tudo o que amamos”. Na terceira década do século XXI, nós, que aqui estamos, afirmamos que viver é uma continuada luta para não perdermos a lembrança e o exemplo das pessoas que amamos e partiram. Já se passaram quatro anos. São 48 meses. Transcorreram 1.461 dias. Insistimos, persistimos, não desistimos: quem mandou matar Marielle? Quem tramou a execução covarde que também nos tirou Anderson? Contamos os dias, os meses, os anos. Mas nossa indignação e nossa saudade rompem os grilhões do tempo: como a voz e a vida dos e das que foram silenciadas e arrancados da existência, nosso grito coletivo há de ecoar pelos séculos. Os canalhas, os truculentos, os neofascistas não triunfarão! Os que destroem corpos pulsantes não eliminarão almas generosas, não obscurecerão espíritos sedentos de Luz! Não há esquema macabro que um dia não venha a ser desvendado. Não há crime hediondo que não possa ser esclarecido, não existem podres poderes que permaneçam intocáveis. Nesse dia de memória e afirmação da VIDA da nossa amada Marielle, seguimos sua orientação: clamamos por JUSTIÇA para ela e para todas as outras vítimas do racismo, da discriminação, do armamentismo, do mandonismo político, das negociatas corruptas, da violência de classe. As mãos sujas dos poderosos acionaram e continuam acionando os gatilhos da barbárie. Nossos mortos vivem, em outro plano, no mistério do Todo Poderoso Amor. E também em nós que, em meio a lágrimas, os continuamos. Fernando Brant deixou certeza: “memória não morrerá!”. Aldir Blanc, outro grande que partiu, garantiu: “uma dor assim pungente não há de ser inutilmente”. MARIELLE PRESENTE! ANDERSON PRESENTE! JUSTIÇA JÁ, JUSTIÇA SEMPRE! #QuemMandouMatarMarielle #JustiçaPorMarielleeAnderson #4AnosSemRespostas Chico Alencar é vereador na cidade do Rio de Janeiro 

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Os bem-protegidos que mandaram matar Marielle

Por Moisés Mendes   Quatro anos depois, não descobriram quem mandou matar Marielle. Mas descobriram quem matou e quem mandou matar Vladimir Herzog e nada aconteceu. No Brasil, descobrem o que pode ser descoberto e punem o que pode ser punido. Por isso podem até descobrir, mas talvez não aconteça nada com os mandantes do assassinato de Marielle. Como descobriram quem eram muitos dos torturadores da ditadura, que nunca sofreram punição alguma. Muitos ainda estão vivos e um deles morreu impune há poucos dias. Não aconteceu nada, porque o Supremo decidiu que o Brasil é uma ilha de proteção a bandidos ‘políticos’ da ditadura em relação às leis internacionais para crimes contra a humanidade. Mas há também anistias e impunidades não escritas. Descobrem todos os dias quem mata pobres e negros nas favelas. Descobriram quem, por omissão e ações criminosas, causou a morte de milhares de pessoas na pandemia. Não acontece nada. Estão na lista da CPI do Genocídio os nomes dos negacionistas que, ao mesmo tempo em que negavam a ciência, tentavam agir como criminosos atravessadores de vacinas. Dentro do governo. Não acontecerá nada com eles, que incitaram ao crime e à morte, tendo ou não tendo foro privilegiado, porque todos pertencem às facções abrigadas no entorno do Palácio do Planalto. Como talvez não aconteça nada com os que emitiram (por ordem de quem?) certidões de óbito fraudadas na clínica que fazia experimentos com tratamentos precoces com idosos. Não aconteceu nada com os disseminadores de fake news e de mensagens em massa na campanha de 2018. Descobriram quem são os emissores de notícias e sabiam antes quem são os beneficiados, mas o TSE decidiu que agora não precisava acontecer nada. Sabem quem são, mas ainda não aconteceu nada no Supremo com os pregadores do golpe em atos públicos na Praça dos Três Poderes, com a participação do chefe dos golpistas. Assim como uma CPI mista do Congresso identificou, mas nunca investigou os disseminadores de mentiras contra adversários políticos, porque a CPI foi assassinada. Já sabem há muito tempo que patrocinadores milionários, produtores e disseminadores de notícias falsas e difamações, da engrenagem do gabinete do ódio, estão livres para agir. E continuam agindo sem temores. Mesmo que o ministro Alexandre de Moraes diga que este ano eles serão presos, agem à vontade porque não levam a sério as ameaças do Supremo. Sabem quem são, mas estão impunes os que caçaram e encarceraram Lula, para que não participasse da eleição de 2018. Todo mundo sabe. Estão soltos e discursando em nome da moralidade, de Deus e da família. Sabem quem são os sonegadores de impostos que financiam ações políticas criminosas e abusam do poder econômico em campanhas eleitorais. Mas eles nunca são alcançados pela Justiça. Já identificaram os beneficiados pelos desvios do orçamento secreto que Bolsonaro libera em troca de apoio. Não aconteceu e nada acontecerá com os traficantes de emendas. Sabem quem são o chefe e os subalternos do esquema das rachadinhas dos Bolsonaros. Mas os investigados que talvez venham a ser punidos são os investigadores das rachadinhas. Investigaram todas as coincidências que ligam os Bolsonaros a criminosos e a crimes, mas nada passa das coincidências. Não vai acontecer nada com pessoas que apenas coincidem. Sabem quem mata e quem manda matar índios para que os invasores explorem suas terras. E sabem quem ameaça matar inimigos na ponta da praia. O Brasil sabe quem determinou que as mortes em massa e em manada, e não as vacinas, iriam imunizar contra a pandemia. Mas dizem não saber, ou não querem saber ou dizer, quem são os bem-protegidos que mandaram matar Marielle.   Moisés Mendes é jornalista, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim). Foi editor especial e colunista de Zero hora, de Porto Alegre.   Artigo publicado originalmente no link abaixo do Brasil 247   https://www.brasil247.com/blog/os-bem-protegidos-que-mandaram-matar-marielle      

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