Construir Resistência

13 de fevereiro de 2022

“Mães Paralelas” no site do Coletivo Resistência

Para quem não tem Netflix, que estreia dia 18, você pode assistir “Mães Paralelas”, novo filme de Pedro Almodóvar, ano 2021, disponível no site do Coletivo Resistência” (link no final da página) “Mães Paralelas é um filme político. Primeiramente, de maneira mais explícita, porque revisita heranças da ditadura franquista na Espanha. Mas, além disso, é feminista. Contemporaneamente feminista.” “As maternidades paralelas indicam a representação do amor e do comprometimento em diferentes gerações, assim como o olhar para a feminilidade em fases diferentes da vida e a posição de cada uma dessas mulheres para com o mundo que as cerca. Quem deve ser priorizado? Filha e neta ou uma carreira de atriz que começou tarde e conseguiu alcançar sucesso? A verdade que pode lhe tirar um bebê ou a mentira que pode manter esse laço materno ao preço de uma consciência pesada? A importância para resolver um caso do passado ou o desprezo por essa memória histórica e foco alienado no presente, “que é o que importa, afinal… os mortos já estão mortos“? O filme também poderia se chamar “gerações paralelas“, “traumas paralelos” ou “engajamentos políticos paralelos”, porque ao cabo, é também isso que Almodóvar acaba discutindo.”     SINOPSE Janis (Penélope Cruz) é uma fotógrafa bem sucedida. Engravida em uma noite de sexo casual e, na maternidade, conhece a jovem Ana (Milena Smit) de 17 anos. A partir desse encontro de gerações, Almodóvar fala sobre ancestralidade, memória, apagamento histórico, a relação dos jovens com o passado, maternidade, sexualidade, diferenças de classe social. Link para assistir ao final filme: – https://www.coletivoresistencia.com.br/filmesfeminismo   Informação passada pelo companheiro Aparecido Lima (Cidoli)

“Mães Paralelas” no site do Coletivo Resistência Read More »

“Conveniências comerciais”

Por Hildegard Angel Os brasileiros estão cansados da pandemia. As notícias podem ser as piores, que não mais impressionam, não mobilizam, geram até um sentimento de rejeição. Tanto medo, tantas perdas, tantas decepções, tanto descaso do governo, tanta sordidez, que a tragédia acabou naturalizada. Caiu na rotina. As pessoas querem respirar, retomar suas vidas. E não falo dos inconsequentes, dos insensíveis, dos sem empatia, dos ansiosos por diversão. Falo dos responsáveis, dos sensatos, os obedientes, que seguiram os protocolos à risca. Aqueles que se isolaram radicalmente ao longo de dois anos, e por fim se deram conta de que o risco continua. Porque no Brasil a pandemia desde o princípio é um duelo entre a necessidade de sobreviver (do povo) e a ganância dos que querem desviar as verbas públicas para os próprios bolsos. Isso a CPI demonstrou com clareza. Os 650 mil mortos deveriam ter sido 200 mil. Cálculo de cientistas, levando em conta a estrutura do Programa Nacional de Vacinação, o melhor do mundo, solenemente ignorado pelos improvisados “gestores da saúde”, que nem seringas compravam. Queriam “o ‘meu’ primeiro”. Ladrões desalmados, sentenciaram 450 mil pessoas à morte. É difícil aceitar isso, é horrível, mas foi o que essa Gestapo bolsonarista praticou no Brasil. Um morticínio, um genocídio, com mortos atirados às centenas em valas comuns. Vivemos um filme de terror e não conseguimos nos convencer disso. Desejamos firmemente que tenha sido um pesadelo, um sonho ruim. Mas não foi.” Os fascínoras ‘gestores’ da pandemia negociaram nossas vidas como “churrasquinhos de gato” no camelô. Escrever isso é um sofrimento. Ler isso também deve ser. Mas essa é a nossa verdade insuportável. Não temos campos de concentração para expor, nem dentes de ouro, próteses, sapatos dos sacrificados deste genocidio. A crueldade está também na imaterialidade, só há os números das covas e as despesas mal explicadas. Roubos que só poderemos calcular quando for possível fazer uma investigação profunda, sem PGR para se omitir, sem políticos para desviarem o foco, como vimos os senadores governistas fazerem escandalosamente na CPI. Só nos resta a indignação.” Hildegard Angel é jornalista e presidente do Instituto Zuzu Angel  

“Conveniências comerciais” Read More »

Rolar para cima