Construir Resistência

7 de janeiro de 2022

O Jair que há em nós

Por Ivann Carlos Lago   O Brasil levará décadas para compreender o que aconteceu naquele nebuloso ano de 2018, quando seus eleitores escolheram, para presidir o país, Jair Bolsonaro. Ex-integrante do Exército onde respondeu processo administrativo sob acusação de organização de ato terrorista; deputado de sete mandatos conhecido não pelos dois projetos de lei que conseguiu aprovar em 28 anos, mas pelas maquinações do submundo que incluem denúncias de “rachadinha”, contratação de parentes e envolvimento com milícias; ganhador do troféu de campeão nacional da escatologia, da falta de educação e das ofensas de todos os matizes de preconceito que se pode listar. Embora seu discurso seja de negação da “velha política”, Bolsonaro, na verdade, representa não sua negação, mas o que há de pior nela. Ele é a materialização do lado mais nefasto, mais autoritário e mais inescrupuloso do sistema político brasileiro. Mas – e esse é o ponto que quero discutir hoje – ele está longe de ser algo surgido do nada ou brotado do chão pisoteado pela negação da política, alimentada nos anos que antecederam as eleições.   CONSTRUIR RESISTÊNCIA recomenda a leitura deste artigo que pode ser acessado no link abaixo: https://racismoambiental.net.br/2020/12/03/o-jair-que-ha-em-nos-por-ivann-lago/   Ivann Carlos Lago é sociólogo, mestre e doutor em Sociologia Política. Professor da Universidade da Fronteira Sul (UFFS) no RS. O artigo foi originalmente publicado no blog Racismo Ambiental.  

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Cultura inútil: você é (ou está) feliz?

Por Mouzar Benedito   Levi, um amigo morto há alguns anos, gostava de perguntar a pessoas alegres demais: “Você é feliz?”. A maioria se embananava para responder. Hoje em dia, vendo o mundo entrar nuns tempos de extrema infelicidade coletiva, com malucos terraplanistas, negacionistas e com o ódio à ciência e à cultura tomando o poder e o usando como se tivessem como meta destruir o planeta, gerando ódios e tristezas, querendo que sejamos infelizes, acho que não ceder a esse pessoal e sorrir é uma forma de contestação. Mas tenho vontade de usar a pergunta do Levi aos que aprovam essa desgraceira toda. Coletei frases sobre felicidade e repasso a vocês.   Cecília Meireles: “Eu não necessito de um motivo especial para ser feliz. Felicidade são pedacinhos de ternura que olho aqui e ali”. *** Ernest Hemingway: “A felicidade em pessoas inteligentes é das coisas mais raras que conheço”. *** Sigmund Freud: “Existem duas maneiras de ser feliz nesta vida. Uma é fazer-se de idiota e outra é sê-lo *** Freud, de novo: “A nossa civilização é em grande parte responsável pelas nossas desgraças. Seríamos muito mais felizes se a abandonássemos e retornássemos às nossas condições primitivas”. *** Vicente Avelino: “A felicidade é um estágio da ignorância”. *** Edith Wharton: “Se pelo menos não vivêssemos tentando ser felizes, até que poderíamos nos divertir bastante”. *** Pearl S. Buck: “Muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto esperam a grande felicidade”. *** Albert Camus: “Você nunca vai ser feliz se continuar procurando o sentido da felicidade. Você nunca vai viver se estiver procurando o significado da vida”. *** Paolo Montegazza: “As crianças são quase sempre felizes porque não pensam na felicidade. Os velhos são muitas vezes infelizes porque pensam demasiado nela”. *** Walther Waeny: “A felicidade que nada custa, pouco valor tem”. *** Voltaire: “A felicidade é a única coisa que podemos dar sem possuir”. *** Karl Marx: “O primeiro requisito de felicidade dos povos é a abolição da religião”. *** Zíbia Gasparetto: “O segredo da felicidade é escolher a comédia e largar o drama”. *** Jean Jacques Rousseau: “A felicidade consiste em um bom saldo bancário, uma boa cozinheira e uma boa digestão”. *** Provérbio persa: “Apieda-te daqueles que fingem ter encontrado a felicidade”. *** Oscar Wilde: “Qualquer homem pode ser feliz com qualquer mulher. Desde que não a ame”. *** Wilde, de novo: “A felicidade do homem casado depende da felicidade das mulheres com quem ele NÃO se casou”. *** Henny Youngman: “O homem não sabe o que é a verdadeira felicidade até que se case. Mas aí já é tarde demais”. *** Shakespeare: “Os solteiros deveriam pagar mais impostos. Não é justo que algumas pessoas sejam mais felizes que as outras” *** Bertrand Russell: “Poucas pessoas conseguem ser felizes, a menos que odeiem outra pessoa, nação ou credo”. *** Albert Einstein: “Se você quiser uma vida feliz, amarre-a a uma meta, não a pessoas ou coisas”. *** Ieda Graci: “Assim como as religiões iludem os crentes, com a esperança de uma felicidade fictícia, os prazeres da vida iludem os descrentes, com a esperança de uma felicidade presente”. *** Ieda Graci, de novo: “A felicidade, às vezes, é a desgraça disfarçada ou uma adaptação ao sofrimento” *** Aldous Huxley: “Posso simpatizar com a dor de uma pessoa, mas não com os seus prazeres. Há algo curiosamente monótono na felicidade dos outros”. *** Ditado popular: “A felicidade precisa ser interrompida para ser sentida”. *** Johann Goethe: “Na plenitude da felicidade, cada dia é uma vida inteira”. *** George Bernard Shaw: “Uma vida inteira de felicidade! Nenhum homem vivo conseguiria suportá-la. Seria o inferno”. *** Shaw, de novo: “Não temos o direito de consumir felicidade sem produzi-la, assim como não temos o direito de consumir riqueza sem produzi-la”.                            *** Mark Twain: “Os generosos ficam felizes ao ver os outros felizes; os avarentos não procedem assim, porque podem conseguir uma felicidade mil vezes maior não fazendo isso. Não existe outra razão”. *** Mário Gonçalves Viana: “A felicidade é uma ilusão, que nós podemos viver como se fosse realidade”. *** Samuel Becket: “Nada é mais engraçado do que a infelicidade. É a coisa mais cômica do mundo”. *** Ditado popular: “A felicidade está onde cada um a põe”. *** Cora Coralina: “Feliz é aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina”. *** Eugene Ievtushenko: “Quem não conheceu o preço da felicidade nunca será feliz”. *** Thomas Szasz: “A felicidade é uma condição imaginária que, antigamente, os vivos costumavam atribuir aos mortos, e que, hoje, é normalmente atribuída pelos adultos às crianças e pelas crianças aos adultos”. *** Eça de Queiroz: “A felicidade no amor dá tudo, até as boas cores”. *** Camilo Castelo Branco: “Não é feliz com um vestido com chita, a mulher que tem amigas com vestidos de seda”. *** Camilo C. Branco, de novo: “A felicidade é parecida com a liberdade, porque toda a gente fala nela e ninguém a goza”. *** Madame de Staël: “Que é a felicidade senão o desenvolvimento de nossas faculdades?”. *** Bernardo Guimarães: “Um momento de suprema felicidade!… Depois o inferno! Que importa…” *** Júlio Dantas: “A felicidade suprema, para o homem, está na volúpia de possuir; a felicidade suprema, para a mulher, está na volúpia de ser possuída”. *** Afrânio Peixoto: “Não se mede o bem-estar ou a felicidade que se tem, senão pelo que ainda falta”. *** Ditado popular: “Felicidade e desejo não podem se juntar” *** Carmem Sylva: “A felicidade é um eco: responde, mas nunca se aproxima”. *** Maysa (cantora): “A felicidade passa perto de mim, mas nunca me olha”. *** Raquel de Queiroz: “O dinheiro é um instrumento de felicidade e grandeza, e tem aquela inimitável capacidade de comprar poder”. *** Ditado popular: “Dinheiro não traz felicidade”. *** Adaptação do mesmo ditado: “Dinheiro não traz felicidade, manda buscar”. *** Arnold Schwarzenegger: “O dinheiro não traz felicidade. Eu tenho agora 50 milhões, mas sou tão feliz como quando tinha 48 milhões”. *** Arthur Schopenhauer: “A nossa felicidade

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Até quando vamos ignorar Sérgio Moro?

Por Arnobio Rocha   A que horas nós, de esquerda e progressistas em geral, vamos parar de subestimar o ex-juiz Sérgio Moro? A lição de 2018 não foi aprendida? Todas e todos tomávamos a candidatura Bolsonaro como caricatura, não era para ser levada em consideração, um folclórico candidato, não representava nada, com 15 segundos de propaganda. Óbvio que Bolsonaro não era a opção do grande Capital, nenhum grupo econômico apostou nele, nenhum grupo de mídia, era realmente um candidato sem expressão com uma pauta de ultradireita que a própria direita tinha vergonha de até aparecer numa foto, num encontro casual, com receio de ser identificado com a escória que ele representava, todos sabiam suas ligações no submundo complexo do Rio de Janeiro e atuação dele e dos filhos nos vários legislativos que tinham mandatos. Entretanto, Bolsonaro, captou toda aquela onda de negação de TUDO, da Política, da Democracia, do que era o Estado, mesmo com todo histórico de negócios familiares e das conexões, ele encarnou o Anti-candidato contra tudo que estava ali, especialmente contra a “Corrupção”, e como ele sempre foi visto contra o PT foi o beneficiário, ou soube galvanizar para si, aquela onda de extrema-direita mundial, o exemplo do Trump não tinha sido o bastante para nós, os “grandes” intelectuais da Política. O que fazemos nesse momento em que Bolsonaro está em queda livre? Comemoramos, sem, no entanto, entender que ele ainda mantém um patamar significativo de apoio eleitoral, um patrimônio da onda extremista (a meu ver) que, por enquanto, ainda está fechada com ele, mas pode migrar para alguém que professa a mesma ideologia, ou seja, para seu gêmeo siamês, Sergio Moro. Claro que é engraçado rir muito das gafes e falas do ex-juiz, da voz esquisita, do inglês macarrônico (não muito pior do que da maioria de nós), dos discursos sem sentido, das citações equivocadas e dos vídeos toscos, tudo é motivo para chacota e ele bem merece, até mais, tem que ser ridicularizado ao extremo, sem nenhuma dó. Todavia, o centro da polêmica com Moro não é a galhofa, ou vamos seguir a mesma receita que usamos e fracassamos diante de Bolsonaro? Do meu ponto de vista devemos travar o debate político e com extremo cuidado, exceto na esquerda e em parte da intelligenzia, sabe-se que ele é o juiz inescrupuloso, incompetente e que corrompeu o judiciário, foi parte de uma trama escandalosa em perseguia ao principal líder político brasileiro, que condenou sem prova, e foi decisivo para o Impeachment, sem crime. Tudo bem, nós sabemos disso, também sabemos que a extrema-direita ainda não migrou para sua candidatura, pois há uma disputa entre os irmãos siameses, Bolsonaro e Moro, e não houve, ainda, uma adesão da grande mídia para o apoio aberto e que ele pode ser o novo anti-PT, anti-Lula, o homem que combateu a “corrupção”. Percebo que Moro parece ter encontrado uma equipe de marketing, ainda no estilo Bolsonaro, nada muito elaborado, mas já houve uma mudança de comunicação, perceptível, nas redes sociais dele. Dificilmente o Twiter de Moro é pilotado por ele, há uma clara evolução e direcionamento do discurso, o que não pode ser subestimado, a fase do riso, acredito, passou. Comecemos a perceber que já se trata de uma candidatura, de alguém que começa a se afirmar num campo alternativo, na extrema-direita, ao Bolsonaro, e já faz um embate de criminalização da política contra o PT e contra Lula. Esse discurso contra Corrupção ainda cola? Tem repercussão de massa? Será o fator decisivo eleitoral? As pesquisas qualitativas responderão, nesse artigo quero apenas levantar alguns alertas políticos, não é uma verdade, mas um debate mais sólido, de preparação do combate eleitoral e um aviso: “Parem de subestimar Moro” Posso estar errado, devo estar, mas algo me diz que as lições de 2018 ainda não foram entendidas completamente. Ainda é cedo, a campanha não começou efetivamente, podemos melhorar o discurso, entre risos e seriedade, que a realidade exige. Feliz 2022, com Lula Presidente.   Arnobio Rocha é advogado e colaborador do Grupo Prerrogativas

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Carta ao Papa Francisco

Por Amanda Moreira Rio de Janeiro, 06 de janeiro de 2022 Prezado papa Francisco, Eu sempre te achei um cara maneiro, ainda mais considerando todo o repertório de pontífices que o Vaticano nos apresentou ao longo da História. Apesar de eu não seguir a sua religião, e nenhuma outra, eu gosto da forma como você apresenta os seus posicionamentos, que aparecem como progressistas diante de todo o atraso que a sua Igreja sempre representou. Como sabe, a influência da sua religião na vida das pessoas não é pequena, então, toda fala que implique na defesa de direitos, dos pobres, das mulheres, dos negros, dos imigrantes, dos homossexuais, é importante. E, dentro de todas as limitações, você tem feito isso. Mas, Francisco, ontem você mandou muito mal! Você falou que as mulheres que não querem ter filhos são egoístas e que isso tira a nossa humanidade. Engraçado esse julgamento partir de alguém como você, que não tem filhos por escolha também. Mas não vou entrar nesse ponto, o que quero dizer, hermano, é que sua fala tem muita influência no mundo todo, como você sabe. Dizer algo assim leva mais mulheres à culpa e ao sistema de maternidade compulsória já tão presente. Ao dizer isso, você contribui para a visão hegemônica que vê as mulheres que não têm filhos com aversão e censura. Como se elas tivessem que pedir perdão. Como se não tivessem do que se orgulhar. Cansa ter que dizer que o papel da mulher não se resume à maternidade, é chato ter que repetir isso sempre. Hoje o mundo não é mais como era antigamente, outras opções são apresentadas para a vida das mulheres, elas não precisam ficar presas em casa cuidando dos filhos. Aliás, a maternidade no sistema capitalista, inserida no âmbito da família e da propriedade privada, é o golpe mais cruel do patriarcado contra as mulheres. E é lamentável eu ter que dizer isso para um papa que parece ser tão descolado como você. Já temos 8 bilhões de pessoas no mundo, se todos continuarmos reproduzindo a situação ficará insustentável e caminharemos para uma catástrofe humana, econômica, ética, ambiental. Sim, papa! As pessoas que optam por não ter filhos estão contribuindo (e muito!) para salvar o planeta. Como argentino que és, achei que pudesse ser um pouco mais influenciado pelas mulheres do seu país, que sempre estiveram na vanguarda da luta pelos direitos reprodutivos. Mas, pelo jeito, você aprendeu muito pouco com elas e prefere reproduzir seus dogmas e dizer coisas que acabam contribuindo para a opressão de todas nós. Em vez de você incentivar que repovoemos o mundo, seria melhor dizer: “A história da humanidade, que inclui as diversas ações da minha Igreja, nos mostrou os extremos da crueldade e do sadismo. Então, em protesto, não façam mais pessoas por um tempo – sem pessoas pelos próximos 50 anos! – em retaliação a tudo de ruim que estamos vivendo. Vamos cuidar dos que já estão aí e lutar contra a fome, a miséria, a falta de políticas sociais etc. Não gerem mais agressores ao meio ambiente, nem vítimas de violência. Acredito que assim fariam algo de mais útil com os seus úteros, afinal, vocês não se e resumem a esse órgão, mulheres”. Sei que é pedir muito, considerando a função que ocupa, mas você poderia dar apoio às mulheres para que questionem o status quo com confiança e para que não olhem apenas para si mesmas mas também para o mundo que as está pressionando. A luta por não ter filhos deve andar de mãos dadas com a luta pelo direito de ter filhos com dignidade, pela desromantização da maternidade, pelo respeito às mães dentre outros inúmeros direitos em relação às mulheres. Precisamos seguir exigindo do Estado que forneça educação sexual, métodos contraceptivos e laqueaduras para mulheres que não têm acesso a essas coisas, salvando suas vidas. Acredito que essa é uma contribuição mais valiosa para o mundo do que simplesmente acrescentar mais uma pessoa. Está difícil viver nesse mundo, caro papa, e colocar uma criança do jeito que estão as coisas é algo muito sério. Respeito muito quem tem a decisão de ter ou não filhos, e o senhor também deveria. Um abraço e passe bem. Amanda #NãoàMaternidadeCompulsória #PeloDireitodasmulheres   Foto: Papa Francisco celebra missa no Vaticano. 24/12/2021. REUTERS/ Guglielmo Mangiapane.

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“Fascismo de hoje é turbinado pelas tecnologias digitais”, diz Marcia Tiburi

Construir Resistência recomenda uma leitura atenta do artigo publicado pela #RevistaFórum Em entrevista ao “Fórum Onze e Meia”, a professora de Filosofia, que atualmente mora na França, falou sobre a censura imposta a ela pelo Instagram: “Não seremos banidos do mundo digital” A filósofa e professora Marcia Tiburi, atualmente morando na França, declarou que estuda o fascismo há anos e que, inclusive, seus últimos quatro livros abordam o tema e seus desdobramentos no Brasil. Em entrevista ao Fórum Onze e Meia, nesta terça-feira (4), ela afirmou que o “fascismo hoje é turbinado pelas tecnologias digitais”. Marcia analisou a censura imposta a ela pelo Instagram, quando daria início, no primeiro dia do ano, ao ciclo de debates, cujo tema seria justamente Jair Bolsonaro e o fascismo. “Não recebi nenhuma explicação do Instagram. Imagino que talvez seja porque, durante o mês de dezembro, passei a denunciar e bloquear muitos ataques pesados, ameaças violentas e ofensas que tenho recebido nas redes sociais. Na hora em que começaria a live surgiu uma mensagem dizendo que eu teria ‘ferido as regras da comunidade’ e que estaria proibida de fazer lives”, explicou. Depois do que ela chamou de “castigo escolar”, Marcia gravou uma série de vídeos, tentando resumir os conteúdos que seriam apresentados na live, como “ato de resistência, pois tentaram calar minha boca”. Ela acredita que os ataques e ameaças são apenas o começo do que ela e outros intelectuais podem sofrer em 2022, por ser um ano eleitoral. “Esses sujeitos precisam de alvos. Por isso, professores de filosofia que se expõem nesse nível sofrem esse tipo de assédio. Acredito que mais professores deveriam deixar de se esconder, inclusive de extrema esquerda, que são canalhas covardes e intelectuais ornamentais. Esses não recebem a pancadaria que recebo”, afirmou. Marcia apontou, ainda, que é preciso ocupar o espaço público para responder à guerra cultural promovida pelo fascismo. “O Bolsonaro e o Olavo de Carvalho são bons nisso. Eles ficaram ‘bostificando’ a mentalidade de muitos brasileiros”. “Não pretendo me candidatar”, afirma a filósofa Em relação à política partidária, a filósofa declarou que não pretende se candidatar a nenhum cargo público. Ela disputou o governo do Rio de Janeiro em 2018. “Naquele momento, o virtual candidato do PT era o ex-ministro Celso Amorim, mas ele acabou desistindo. Eu só fui candidata porque o PSOL não quis o apoio do PT”, lembrou. Ela classificou como ótima a candidatura do deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) ao governo do Rio, nas eleições de 2022. “Agora que ele saiu do PSOL, que é um partido pequeno e que usou táticas bizarras em 2018. A política partidária é bizarra e assustadora”, acrescentou Marcia. “Bolsonaro não existiria sem o Jean Wyllys”, destaca Marcia Ela ressaltou, também, que outro motivo que a leva não se candidatar é o fato de que os personagens ligados à extrema direita se aproveitam da exposição de pessoas de esquerda. “Esses canalhas vivem tentando me usar. O Bolsonaro não existiria sem o Jean Wyllys”, exemplificou. “Tenho mais vocação para ajudar, principalmente apoiando mulheres feministas, do que para me candidatar”, resumiu. Esses ataques e ameaças fizeram com que muitos professores deixassem o Brasil. Marcia, autoexilada na França, onde dá aulas, relembrou os casos do ex-deputado Jean Wyllys e da antropóloga Debora Diniz, que hoje moram no exterior. “Fomos banidos fisicamente do país. Esses ataques nas redes querem nosso banimento digital. Por isso, é cada vez mais importante nossa luta na internet, até mais importante do que nas trincheiras físicas. Não seremos banidos do mundo digital”, completou Marcia. Leia direto da fonte selecionando o endereço eletrônico e apertando o botão do lado direito do cursor: https://revistaforum.com.br/politica/fascismo-de-hoje-e-turbinado-pelas-tecnologias-digitais-diz-marcia-tiburi/  

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Sarau Delivery: a mãe África dança e canta com crianças do Masaka Kids

Por Washington Não basta uma boa ideia ou uma boa intenção. É preciso que haja sedução e respeito pela criatividade das crianças (…) ser criança é a capacidade de me continuar a espantar com a grandeza e a beleza (Mia Couto, escritor de Moçambique). Sarau Delivery traz a alegria de crianças de Uganda, África. A música e a dança do projeto #MasakaKidsAfricana, resgatando o encanto de crianças órfãs de guerras e vítimas da injustiça social. Neste início de ano, no qual ainda carregamos o peso de tanta tristeza, uma vacina de ânimo nos é aplicadas com os mais de 200 vídeos com crianças da mãe África, a partir de dois anos, dançando e cantando, como uma grande brincadeira de roda. Do site Razões para Acreditar: “Atualmente, pelo menos uma em cada quatro famílias em Uganda tem um órfão. A guerra, a pobreza e a doença têm levado pais de diversos meninos e meninas, que muitas vezes ficam sem nenhum amparo. E para trazer um pouco mais de alívio e alegria para o coração desses pequenos, o projeto Masaka Kids Africana se dedica a apoiar crianças órfãs na “educação e bem-estar social, através de seus talentos. O projeto tem dado tão certo que viraliza a cada vídeo publicado. Dificilmente você vai resistir esses garotinhos e garotinhas dançando em ritmos pra lá de contagiantes. Elas vestem fantasias, adereços e uma prévia da cultura de sua aldeia Kayirikit, em Nyendo, na Uganda. A partir de 2 anos, a criança pode se inscrever e começar a participar dos ensaios. “Apesar da tragédia que manchou suas vidas jovens, as crianças são radiantes de esperança, musicalmente talentosas, e maravilhosamente divertidas”, diz o site do projeto. A dançarina Karina Palmira é a grande responsável por tudo isso. Ela orienta as crianças, monta as coreografias e produz os vídeos que vão para os canais do Masaka.”  Veja alguns dos vídeos e assista mais no canal do Youtube do Masaka Kids Africana. O Sarau Delivery tomou conhecimento do projeto a partir de vídeo enviado pelo amigo, cantor e compositor paraense Rafael Lima.   Masaka Kids Africana – Move [Official Music Video] ft. Prince Mr. Masaka     Masaka Kids Africana Dancing This is Africa Masaka Kids Africana – Live Performance At Sabancı Vakfı Uluslararası Filantropi Semineri | Turkey Masaka Kids Africana Dancing Joy to the Nations【Merry Christmas】 Masaka Kids Africana Dancing Joy Of Togetherness || Best Afro Dance Moves 2021 Masaka Kids Africana Dancing Grateful (Official Music Video) Masaka Kids Africana Dancing Joy Of Togetherness – Funniest Videos – Masaka Kids Africana || Happy Birthday Baby Prince Layn (Mr. Masaka)   Crianças dançarinas de Uganda se tornam uma sensação viral com suas coreografias inspiradoras https://razoesparaacreditar.com/criancas-uganda-masaka-kids/   Crianças órfãs africanas levam esperança e alegria pela dança. Vídeo https://www.sonoticiaboa.com.br/2020/10/09/criancas-africanas-levam-esperanca-alegria-pela-danca-video/   Vá ao site Masaka Kids Africana. https://www.masakakidsafricana.com/   Vá ao canal do Youtube do Masaka Kids. Curta, compartilhe e assine. https://www.youtube.com/channel/UCEl0pHvvSK6gb61YRvs0bOw   Vá ao canal do Youtube do Bem Blogado. Curta, compartilhe e assine: https://www.youtube.com/user/bemblogado/featured   Sarau Delivery é um projeto do Bem Blogado que traz, três vezes por semana, homenagens a artistas, com apresentações para o público que está em casa, recolhido na pandemia, e quem, por circunstâncias, está trabalhando fora de casa. A seção está aberta para músicos, poetas, contadores de histórias.   Washington Luiz de Araújo  é jornalista, portal #BemBlogado Leia e ouça direto da fonte em: Sarau Delivery: a mãe África dança e canta com crianças do Masaka Kids    

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