Construir Resistência

18 de outubro de 2021

‘Prevent Senior deixou minha mãe morrer”, acusa o jornalista Gilberto Nascimento

Por Simão Zygband   O jornalista e escritor Gilberto Nascimento é um profissional muito respeitado entre seus colegas de profissão (e não só por eles). É, desde o inicio, um dos apoiadores do projeto Construir Resistência e profissionalmente sempre se posicionou para travar o bom combate: seus textos sempre foram voltados para a defesa dos Direitos Humanos e dos menos favorecidos.  Gilberto Nascimento, o Giba, por toda esta sua qualidade jornalística, ganhou nada menos que dez prêmios, entre eles, o Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos, o Ayrton Senna e o Simón Bolívar, do Parlamento Latino-Americano. Para isso, especializou-se na cobertura política, de religião e direitos humanos. É autor do livro “O Reino – a história de Edir Macedo e uma biografia da Igreja Universal”. No seu currículo constam passagens pelos mais importantes veículos de comunicação do país como a TV Record, Folha de S.Paulo, O Globo, O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense, IstoÉ e Carta Capital. Foi oficial de comunicação do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef). Mas, mesmo com tamanha dedicação ao jornalismo, preferia não ter que realizar um relato pessoal tão triste e ao mesmo tempo dramático. O Construir Resistência se solidariza com ele. A mãe de Gilberto Nascimento, Terezinha de Jesus, conforme ele mesmo relata, está entre as centenas ou milhares de vítimas da Prevent Senior. Ela faleceu de covid-19, no dia 24 de março deste ano, aos 87 anos.  Ele afirma que os médicos da unidade hospitalar da Prevent Senior, localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo, se recusaram a manter o tratamento de sua mãe.  “O hospital recusava-se a continuar a mantê-la em tratamento, alegando que ela já era muito idosa. Deixaram minha mãe morrer”, diz ele. A denúncia de Gilberto Nascimento “Minha mãe, Terezinha de Jesus, dona de casa, vítima de covid-19, morreu em um hospital da rede Prevent Senior, no dia 24 de março de 2021. Ao menos em dois momentos, o hospital, por meio de seus médicos, afirmou que não valeria a pena mantê-la em tratamento, alegando que seria muito idosa. Isso quando toda a milionária propaganda da Prevent Senior é voltada para o atendimento, ou suposto atendimento, de pessoas idosas. Com suspeitas de contaminação por covid, minha mãe recebeu o “kit covid” em casa, sem passar por qualquer consulta. Porém, eu a encaminhei para o hospital antes de esses medicamentos ineficazes chegarem. Minha irmã, Elisabete de Jesus Nascimento Malavolta, havia tentado antes uma consulta por telemedicina, mas desistiu ao constatar que apenas atendentes —e nunca um médico—, ouviam os relatos dos pacientes e, em seguida, enviavam por meio de um motoboy os tais remédios. No dia 20 de fevereiro (sábado), no início da madrugada, minha mãe deu entrada na unidade da Prevent Senior no bairro da Mooca. A primeira coisa que eu disse para o médico que a atendeu foi que não lhe desse de forma alguma hidroxicloroquina ou outro desses medicamentos ineficazes. Ele confirmou que esses remédios faziam parte do protocolo do hospital, mas disse não havia prescrito. Tive de confiar na sua fala. Paciente estava amarrada à cama No mesmo dia, minha mãe foi removida para a unidade da Prevent Senior no Paraíso. No quarto dia de sua internação, minha outra irmã, Elisete Bento Nunes da Silva, foi visitá-la. Encontrou minha mãe amarrada à uma cama. Achamos aquilo um absurdo. Os médicos do hospital se justificaram dizendo “ser necessário” o procedimento porque minha mãe estaria “arrancando a máscara de proteção com as mãos”. Após essas explicações, uma médica, identificada como Mariana, disse que minha mãe tinha “coração de 90 anos, fígado de 90 anos, e rim de 90 anos”. Minha mãe estaria tendo uma piora e, segundo ela, em casos de pessoas com essa idade a intubação não é a melhor solução, “pois não tem o que fazer, e ela não se recupera mais”. As chances de minha mãe voltar a ser como era seriam muito pequenas, sentenciou a médica. A idade biológica da minha mãe era 87 anos. Por um erro no cartório, ela foi registrada como se tivesse nascido dois anos antes. A mesma médica comentou que minha mãe tinha uma “ventania no coração”. Teria problemas cardíacos. Minha irmã Elisete respondeu que ela nunca teve sopro no coração, que fazia exames periodicamente e nunca havia sido detectado nada. Jamais tivemos conhecimento de que ela apresentasse qualquer doença do coração. Tememos que possam ter dado hidroxicloroquina ou outros medicamentos inadequados para ela no hospital, ocasionando então um problema cardíaco. A contaminação de minha mãe pelo Covid era recente e estranhamos também aquela piora tão rápida. Esperamos que não tenha sido pelo uso da hidroxicloroquina. Mas, diante de inúmeras denúncias e das reiteradas práticas da Prevent Senior, achamos importante que esse fato possa ser investigado e esclarecido.   “Cuidados paliativos”   Como o quadro de minha mãe teria piorado, a médica disse para minhas duas irmãs no hospital que seria necessária uma decisão da família pela intubação ou o início de cuidados paliativos, e que essa decisão precisava ser tomada em poucos minutos. Ela sugeria os cuidados paliativos, que seriam aplicados em uma outra unidade da Prevent Senior. Minhas irmãs que lá estavam, e eu e outro irmão, por telefone, decidimos pela intubação, pois minha mãe não tinha comorbidades, era muito ativa, estava bastante lúcida e gostava muito de viver. Logo depois disso, a médica e a equipe de enfermagem entraram no quarto de minha mãe. Minhas irmãs ainda conversaram com ela, totalmente consciente naquele momento. Daí em diante, por um longo tempo, foram muitas as entradas e saídas de médicos e membros da equipe de enfermagem no quarto de minha mãe. Minhas irmãs e uma sobrinha, Luiza, ficaram no saguão do elevador, de onde tinham visão do quarto e escutavam as conversas. Minha sobrinha Luiza ouviu um médico questionar: “Para que intubar uma pessoa de 90 anos?”. Visivelmente a contragosto, iniciaram a intubação. Ao final, a médica comentou que houve muita dificuldade para o procedimento. Informaram, enfim, que minha mãe seria

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Carta da CNBB em reação ao deputado Frederico D’Ávila (PSL-SP)

A rejeição a Bolsonaro está aumentando entre fiéis e bispos da Igreja Católica, especialmente após as críticas  feitas ao governo na missa comemorativa de  12 de outubro  pelo arcebispo Orlando Brandes. A situação ficou mais delicada após a reação raivosa do deputado bolsonarista Frederico D’ Ávila (PSL-SP) que chamou os religiosos de “safados” e “pedófilos” tecendo várias críticas ao arcebispo, à CNBB e ao papa Francisco no plenário da ALESP.  Veja a reação da CNBB em carta dirigida ao Presidente da  ALESP. Ajude nessa luta divulgando e assinando a petição pública cujo link disponibilizamos abaixo. Exmo. Sr. Deputado Estadual Carlão Pignatari Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo Cidadãos e cidadãs brasileiros A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, nesta casa legislativa e diante do Povo Brasileiro, rejeita fortemente as abomináveis agressões proferidas pelo deputado estadual Frederico D’Avila, no último dia 14 de outubro, da Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Com ódio descontrolado, o parlamentar atacou o Santo Padre o Papa Francisco, a CNBB, e particularmente o Exmo. e Revmo. Sr. Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes. Ao longo de toda a sua história de 69 anos, celebrada no dia em que ocorreu este deplorável fato, a CNBB jamais se acovardou diante das mais difíceis situações, sempre cumpriu sua missão merecedora de respeito pela relevância religiosa, moral e social na sociedade brasileira. Também jamais compactuou com atitudes violentas de quem quer que seja. Nunca se deixou intimidar. Agora, diante de um discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo bem da democracia brasileira, a CNBB, mais uma vez, levanta sua voz. A CNBB se ancora, profeticamente, sem medo de perseguições, no seguinte princípio: a Igreja reivindica sempre a liberdade a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Defensora e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a CNBB, respeitosamente, espera dessa egrégia casa legislativa, confiando na sua credibilidade, medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade – sinal de compromisso inarredável com a construção de uma sociedade democrática e civilizada. A CNBB, prontamente, comprometida com a verdade e o bem do povo de Deus, a quem serve, tratará esse assunto grave nos parâmetros judiciais cabíveis. As ofensas e acusações, proferidas pelo parlamentar – protagonista desse lastimável espetáculo – serão objeto de sua interpelação para que sejam esclarecidas e provadas nas instâncias que salvaguardam a verdade e o bem – de modo exigente nos termos da Lei. Nesta oportunidade, registramos e reafirmamos o nosso incondicional respeito e o nosso afeto ao Santo Padre, o Papa Francisco, bem como a solidariedade a todos os bispos do Brasil. A CNBB aguarda uma resposta rápida de Vossa Excelência – postura exemplar e inspiradora para todas as casas legislativas, instâncias judiciárias e demais segmentos para que a sociedade brasileira não seja sacrificada e nem prisioneira de mentes medíocres. Em Cristo Jesus, “Caminho, Verdade e Vida”, fraternalmente, Brasília, 16 de outubro de 2021 D. Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte, MG Presidente D. Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre, RS 1º Vice-Presidente D. Mário Antônio da Silva Bispo de Roraima, RR 2º Vice-Presidente D. Joel Portella Amado Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ Secretário-Geral Além de compartilhar esta carta, você pode assinar a petição pública, para levarmos nosso repúdio ao presidente da @AssembleiaSP : https://peticaopublica.com.br/pview.aspx?pi=BR120838  

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Médicos pedem socorro para o Instituto de Infectologia Emílio Ribas

Por Adriana do Amaral Um local para onde paciente nenhum quer ir, tal a gravidade das doenças tratadas, a maioria infectocontagiosas.  Muitas vezes desconhecidas e geralmente com altos índices de letalidade. Quase sempre o melhor lugar para ser tratado, nesse casos. É um centro de pesquisas de referência, integrando uma rede internacional de desenvolvimento científico em várias áreas da saúde e medicina. Este é o #InstitutodeInfectologiaEmílioRibas, IIER, de São Paulo, Nele, parentes de pacientes costumam sentar para chorar na árvore das lágrimas… Um canto acolhedor onde se respeita o sentimento, a dor e a solidão alheia. Mas há outras árvores, inclusive frutíferas no lugar… E esperança de cura para velhas e novas doenças. Um serviço humanizado onde os profissionais e voluntários buscam minimizar as dores físicas e da alma. Inclusive buscando doações de roupas formais para aqueles que morrem, garantindo a dignidade na hora da mortes daqueles que não têm nada de material. O “Emílio Ribas”, como é chamado, corre risco. Por isso, uma campanha clama urgentemente por contratações de mão de obra. Sem concurso público desde 2015, faltam profissionais. Inclusive, muitos médicos que prestam assistência e desenvolvem pesquisa hoje têm vínculos diversos, advindos de bolsas, parcerias e contratos terceirizados. Uma obra de restauro e modernização se arrasta há mais de sete anos, o que implicará na ampliação no número de leitos, porém sem a estrutura pessoal necessária para o atendimento. O governador do Estado de São Paulo, João Doria, adepto às parcerias público-privadas e privatizações, sequer responde às reivindicações, que estimam a necessidade de contratação de 258 profissionais, preferencialmente com vínculo. Os médicos, especialmente, pedem socorro e denunciam o sucateamento do Emílio Ribas. Na sexta-feira (15), eles fizeram uma manifestação na Avenida Doutor Arnaldo, onde está localizado o instituto. Em carta aberta à população eles apoio. “Nossa luta não é por salário. É pela manutenção dos atendimento do Instituto que, além de prestar atendimento  à população, ainda forma profissionais do #SUS – Sistema Único de Saúde para o país todo. Queremos o nosso hospital completo. Queremos mais profissionais.  Queremos o nosso Instituto vivo e forte. Queremos concurso público. Emílio Ribas por inteiro.” Oficialmente, a direção do Instituto nega os problemas e garante que os investimentos estão sendo feitos. Alega que o Emilio Ribas atende normalmente e os investimentos estão sendo feitos, inclusive reforçados em tempos de #pandemia da #Covid. Recursos que foram usados para incrementar o atendimento emergencial, mas sabemos que não são investimentos duradouros. Afinal, médicos que atendem os pacientes de Covid-19, mesmo especialistas, podem ter os seus contratos interrompidos a qualquer momento.   Foto: Divulgação/Associação dos Médicos do Instituto de Infectologia do Emílio Ribas Morando na vizinhança do Emílio Ribas, localizado no quadrilátero da Saúde, na capital paulista, acostumei- me a conviver com o complexo do de Institutos da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, a Secretaria da Saúde e na vizinhança um número considerável de cemitérios. Sempre admirei a estrutura do lugar com seus prédios históricos, as áreas verdes e o ir e vir de multidões. Pude conhecer a maioria deles também por dentro ao trabalhar na editoria de medicina por mais de uma década. Onde a esperança da cura mobiliza quase uma cidade, entre profissionais da saúde, funcionários públicos e terceirizados, pacientes vindos de todo o país e seus acompanhantes. Eu mesma fui paciente ou acompanhante, além de jornalista curiosa. A beleza arquitetônica do prédio centenário contrasta com o lugar, principalmente pela proximidade com as Avenidas Paulista e Rebouças. No passado, há mais de 130 anos, era conhecido como “Hospital de Isolamento”. Pelo  lugar passaram os pacientes com doenças novas, raras e algumas hoje em dias tratáveis, como a Aids. Também as pandemias do H1N1, Ebola, Gripe Suína, Dengue etc. A mutação do vírus Influenza é monitorada, garantindo as evidências científicas que garante a eficácia das campanhas de vacinação sazonal frente à mutação viral. Nesse momento o Emílio Ribas ainda mantém leitos para pacientes da #Covid-19. Até quando? Por isso, a equipe de profissionais do Emílio Ribas clamam: #EmilioRibasporinteiro Afinal, um bom serviço de saúde requer estrutura física, equipamentos de ponta, leitos, laboratórios e  profissionais que atuam na assistência e no desenvolvimento científico. O Emílio Ribas é muito mais do que um hospital.

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Bateu desespero: milionários buscam terceira via para enfrentar Lula

Por Simão Zygband   O único candidato que tem chances de acabar com esta verdadeira mamata dos milionários no Brasil bolsonarista das offshores é exatamente o ex-presidente Lula, que tem chances reais de vitória nas eleições de 2022    Um dos principais responsáveis pela maior crise enfrentada pelo Brasil em toda a sua história,  o presidente do Itaú Unibanco Holding, Roberto Setubal, se mostrou insatisfeito com a sua cria, Jair Bolsonaro e disse, em entrevista recente, que o país precisa encontrar uma terceira via. O problema de golpistas como Roberto Setubal e o grupo de banqueiros e grandes empresários que estiveram por trás do golpe contra a presidenta Dilma Rousseff, é que o presidente (sic) que eles ajudaram a eleger não possui condições de derrotar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, franco favorito nas pesquisas há um ano das eleições de 2022. Se o genocida Bolsonaro estivesse bem diante da opinião pública, os reais donos do poder, entre os quais se inclui Roberto Setubal, não veriam problemas em mantê-lo como candidato à reeleição, mesmo sendo ele o responsável  por mais de 600 mil mortes pela negligência presidencial diante da pandemia de Covid-19. Afinal, Bolsonaro fez bem a lição de casa como eles pretendiam ao dar o golpe em Dilma: liquidaram com os direitos trabalhistas, acabaram com o Ministério do Trabalho, efetuaram uma reforma da Previdência totalmente lesiva aos trabalhadores (que dificilmente conseguirão se aposentar e terão que optar por uma Previdência privada, a principal pauta deles, que são adquiridas em bancos), terceirização maciça da mão de obra, além das reformas ultraconservadoras com roupagem de neoliberal. Mas Bolsonaro, mesmo seguindo a risca a política implementada pelos banqueiros e grandes empresários, não se saiu bem como o garoto propaganda desses interesses: é um elemento ligado às milícias, seus filhos ostentam riqueza incompatível com seus ganhos (um deles chegou a se fantasiar de sheik em Dubai), os gastos com cartão corporativo dispararam, isso sem contar em uma política econômica tão genocida como a do combate à Covid-19. A economia brasileira se tornou bem pior que a Venezuela ou Cuba, países que enfrentam grande boicote. O principal representante dos banqueiros no governo Bolsonaro é o ministro da Economia, Paulo Guedes, pego com a boca na botija no escândalo da chamada Panamá Papers, possuindo mais de US$ 10 milhões em paraísos fiscais e sendo beneficiário direto da desvalorização da moeda no país. O fracasso econômico de Guedes empobreceu o Brasil, mas lhe rendeu cerca de R$ 14 milhões em moeda local. Em qualquer país sério do mundo, diante do escândalo, Paulo Guedes teria sido exonerado ou pedido demissão, mas por ser exatamente o representante dos banqueiros e dos grandes empresários no governo Bolsonaro, passou incólume. Afinal, todos eles também têm polpudas contas em offshores no exterior e retiraram em 2020 a bagatela de US$ 80 bilhões da economia brasileira. Uma sangria sem precedentes.  São todos muito patriotas, evidentemente. Até devedores da Receita Federal, como Luciano Hang, o Véio da Havan, tinham milhões depositados em paraísos fiscais, assim como a família de Roberto Civita, donos da editora Abril, que decretaram falência para não pagar os ex-funcionários demitidos. O único personagem que pode acabar com esta verdadeira mamata dos milionários no Brasil bolsonarista das offshores é exatamente o ex-presidente Lula, que tem chances reais de vitória nas eleições de 2022.  O mínimo que se pode dizer dele é que ele possui sensibilidade social. Para eles isso é uma terror. Mas não têm como embalar o bebê diabo que ajudaram a parir, pois de fato, Bolsonaro faz um governo tão ruim e tem uma imagem pessoal e política tão desastrosa, que não conseguirá derrotar o ex-sindicalista (e talvez nenhum outro adversário). Por isso tentam alucinadamente encontrar o candidato da terceira via, pois somente com ele poderão manter todos os seus privilégios. Mas, como dizia Mané Garrincha, vão ter que “combinar com os russos” ou com milhões de brasileiros que esperam ansiosamente a volta do ex-presidente Lula.   Em tempo: clique nos anúncios da página do Construir Resistência. Assim você estará contribuindo com a existência deste site que não tem dólares aqui no Brasil, o que dirá no exterior. E viva as Offshore.     

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