Construir Resistência

1 de outubro de 2021

Carlos e Eduardo Bolsonaro praticam tiro em clube nos EUA acusado de usar sinais nazistas

Construir Resistência recomenda uma leitura atenta à reportagem dos jornalistas Alice Maciel, Bruno Fonseca, Clarissa Levy, Ethel Rudnitzki, da #AgênciaPública: O 88 ostentado por Eduardo Bolsonaro e que dá nome à marca está no centro de uma controvérsia: esse e outros símbolos usados pelo clube de tiro americano são também utilizados por grupos neonazistas e supremacistas brancos. O 88, por exemplo, é empregado por neonazistas para se referirem à saudação “Heil Hitler”, numa aliteração de HH (H é a oitava do alfabeto).     Carlos e Eduardo Bolsonaro praticam tiro em clube nos EUA acusado de usar sinais nazistas  

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Por que a sexualidade e identidade de gênero alheia incomoda tanto?

Por Adriana do Amaral Nessa quinta-feira, ultimo dia do mês de setembro, um senador da República Federativa do Brasil mereceu a atenção da sociedade internacional e usou o seu momento de fala para desabafar. Quem ouviu, e tem um pouco de humanidade na veia, se emocionou. Os outros, aqueles que adoram criticar a vida alheia ou não têm coragem de sair do armário ou aceitar a escolha mesmo nas próprias famílias se horrorizaram. O discurso do senador #FabianoContarato (RedeES) emocionou-me. Sobretudo indignou-me. Isso, porque ainda temos de conviver com a homofobia e demais crimes contra a comunidade #LGBTQIA+ em pleno século 21! Eu sempre repito: involuimos como sociedade. Apesar de o atual governo ter acirrado a retórica anti-direitos e aguçado a violência contra todxs aquelxs que não são espelho, narcisicamente falando, sinto ter de admitir que resta muito ódio preconceituoso entre os brasileiros. E não apenas entre os 30% bolsonaristas, mas religiosos dos diferentes cultos, ateus e até mesmo entre as próprias minorias. Semana passada, o relato de uma amiga doeu na minha carne. Um adolescente, classe média alta, em sua inocência e empoderamento juvenil, reuniu os pais para declarar-se “gay” e que queria apresentar o namorado à família. A mãe chorou, o pai trancou o filho único na quarto e o espancou. Outra amiga, a mulher travesti #LauraPrevatto revela que a agressão começa pela família e é replicada sociedade afora… Eu me pergunto: por que a identidade de gênero e a sexualidade alheia incomoda tanto? A lição a ser aprendida foi dada em pleno #CongressoFederal Imagem: Reprodução O discurso do senador Fabiano Contarato foi aplaudido pelos pares, compartilhado nas mídias sociais e hegemônica. mas sabemos que as críticas também foram grandes, embora os argumentos usados por ele serem incontestáveis. Inclusive, geraram reação legal, com abertura de inquérito. Afinal, homofobia e transfobia são crimes no Brasil (Lei 7716/89). O senador, convidado para sentar-se na cadeira da Presidência e usar o microfone ilustrou sua fala com a postagem no #Twitter do empresário #OtávioFakhoury, que estava sendo ouvido na #CPIdaCovid. E o fez muito bem. “Eu aprendi que a orientação sexual, a cor da pele, o poder aquisitivo não definem o caráter. Se o senhor faz isso com um Senador da República!…” “Eu não consigo entender o que um ser humano …  Qual a mensagem que o senhor vai deixar para os seus filhos… Qual o conceito de moralidade do senhor? … Dinheiro não compra caráter… ” Estendendo a questão da discriminação para as pessoas negras, as mulheres, os idosos, ressaltou que a família do empresário “não é melhor do que a minha”. Fabiano Contarato é casado e tem dois filhos e ficou conhecido por ser o primeiro senador a assumir a sua homossexualidade. Com a voz embargada, emocionado que estava, ele disse o que tem de ser dito. “O mínimo que o senhor teria de fazer é pedir desculpas para toda a população lgbtqia+”. É claro, o empresário pediu desculpas e disse que havia brincado. E, como é comum soltou a frase: eu tenho amigos… Este é o problema: não se brinca com a vida, com as relações, com as emoções alheias. Vamos abolir toda e qualquer forma de discriminação. Tolerância zero para racismo, machismo, homofobia, transfobia, intolerâncias e violências de qualquer espécie. Imagem: Reprodução Confira o discurso:          

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Hoje é sexta-feira de manhã

Por: Francisco José Nunes Considerando que iremos superar esta fase obscurantista, fascista, genocida. Precisaremos traçar o caminho dessa superação e montar nossa trilha musical para essa jornada! Considerando que fascista odeia: poesia, música, artes e cultura. Considerando também que fascista odeia a natureza e a preservação do meio ambiente. Uma ótima música que devemos incluir em nossa trilha sonora é: #Borzeguim (1981), uma das mais belas canções de #TomJobim. É fruto do mato Borzeguim, deixa as fraldas ao vento E vem dançar E vem dançar   Hoje é sexta-feira da manhã Hoje é sexta-feira Deixa o mato crescer em paz Deixa o mato crescer Deixa o mato   Não quero fogo, quero água (Deixa o mato crescer em paz) Não quero fogo, quero água (Deixa o mato crescer)   Hoje é sexta-feira da paixão, sexta-feira santa Todo dia é dia de perdão Todo dia é dia santo Todo santo dia   #Borzeguim é uma botina cujo cano se fecha com cordões. Nessa canção ela simboliza o caçador, o bandeirante, que chega para matar, devastar e explorar. Mas ele é convidado para dançar! Ele é alertado que, segundo a tradição popular, nas sextas-feiras é proibido caçar, porque é o dia da morte de #Cristo. Para enfatizar, mais adiante a música diz que é “Sexta-feira Santa”! O primeiro verso da canção remete à uma referência bíblica: “É fruto do mato”. Lembrando o Paraíso descrito no livro do #Gênesis. Diante das ameaças e da devastação, o poeta oscila entre o “culto pagão à natureza” e a “descrição religiosa da natureza”.  (…) O jacu já tá velho na fruteira O lagarto teiú tá na soleira Uirassu foi rever a cordilheira Gavião grande é bicho sem fronteira Cutucurim (Cutucurim) Gavião (Zão) Gavião (Ão) (…) Deixa a onça viva na floresta Deixa o peixe n’água que é uma festa Deixa o índio vivo Deixa o índio Deixa (Deixa)   Dizem que o sertão vai virar mar (Dizem que o mar vai virar sertão) Deixa o índio Dizem que o mar vai virar sertão (Diz que o sertão vai virar mar) Deixa o índio Deixa, deixa   Outra relação que a canção coloca é entre a mata e a cidade. “O jacu já tá velho na fruteira”, de casa. Jacu é uma ave galiforme, semelhante a galinha, peru e faisão, que se alimenta de frutas. Da mesma forma é “o lagarto teiú tá na soleira”, da casa. Por fim, a canção implora: “Deixa a onça viva na floresta / Deixa o peixe n’água que é uma festa / Deixa o índio vivo / Deixa o índio / Deixa (Deixa)”. A relação de Tom Jobim com a floresta é muito íntima, seja nas letras de suas canções, bem como na sua vida comprometida com a defesa do meio ambiente. E a sua defesa intransigente dos #povosindígenas. Lamentavelmente a “civilização cristã” quase acabou com a #MataAtlântica. Segundo a organização ambientalista #WWFBrasil: “Hoje, restam apenas 7,3% da floresta original da Mata Atlântica, a quinta área mais ameaçada do planeta”. E a canção termina com a profecia de #AntônioConselheiro: “Dizem que o sertão vai virar mar / Dizem que o mar vai virar sertão”. Que a nova sociedade, que renascerá das cinzas da destruição que estamos vivendo, se inspire no projeto de #Canudos, através da partilha do pão e da terra, de uma sociedade que tenha entre seus protagonistas os sertanejos, os negros e os indígenas.   Serviço: “Borzeguim” CD: “Amazônia, na trilha da floresta” Interpretação: Mônica Salmaso e Mario Adnet https://www.youtube.com/watch?v=Yra431cEAg0&ab_channel=marioadnetoficial   Gal Costa https://www.youtube.com/watch?v=NJ_p88QGiHk&ab_channel=GalCosta-Topic   Tom Jobim – Ao Vivo em Montreal https://www.youtube.com/watch?v=Dvt-LEl3Dn8&ab_channel=BiscoitoFino   Francisco José Nunes é Mestre em Ciências Sociais – PUC-SP; Graduado em Filosofia; Professor na Faculdade Paulista de Comunicação – FPAC.

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