Construir Resistência

16 de julho de 2021

Fundamental João Silvério Trevisan – por Ricardo Soares

Já faz tempo mas não sei exatamente quando e nem como “descobri” o escritor e ensaísta João Silvério Trevisan, dos melhores de nossas letras muito embora tenha muito menos holofotes do que mereceria diante da bagraiada que adora se autopromover, fazer amigos e influenciar pessoas. Entre os muitos bons livros que publicou há dois que são verdadeiros clássicos em gêneros distintos. No romance “Ana em Veneza”, de enredo elaboradíssimo, ele mescla Júlia, a mãe brasileira do escritor alemão Thomas Mann,a escrava negra Ana, antiga ama de Júlia e o compositor cearense Alberto Nepomuceno que no capítulo inicial é desajeitadamente entrevistado dentro da histórica Confeitaria Colombo no Rio , ricamente detalhada pelo talento de João Silvério. O autor foi também pioneiro ao tratar temas caros ao universo LGTBQ numa época em que mal se falava no assunto, exatos 35 anos passados e comemorados do seu clássico “Devassos no Paraíso”, um conjunto de pensatas, histórias e ensaios sobre a homossexualidade no Brasil, da colônia à atualidade. João Silvério também é autor, entre outros, do livro de contos “Troços &Destroços” e dos ensaios contidos em “Seis balas num buraco só, a crise do masculino” além do elogiado e recente romance `”Pai pai”. Quem ainda não “descobriu” o João Silvério que o faça. O tempo urge nessa época de falsas urgências midiáticas.   Ricardo Soares é jornalista, escritor e crítico literário

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A face do Diabo

Por Luis Otávio Barreto Existe um filme de gosto duvidoso, mas boa fotografia; “A Profecia”. E falo da regravação, com Liev Schreiber e Mia Farrow, de 2006. O filme fala do filho do demônio e blá, blá, blá e blá…importa é que em dado momento, surge uma tal Sra. Baylock – enviada por satanás – que cuidará para que Damien cresça domine o mundo e instale o reino de Satã e blá, blá, blá… Depois dos trelelês e trololós, Sra. Baylock tenta proteger Damien com a própria vida. Louca e trabalhada no ódio infernal, ela prossegue na missão de garantir os intentos de Belzebu, até que…não vou contar. Fiz essa introdução imensa – igual a do hino nacional – para dizer que Carla Zambeli é como a Baylock! Há tempos conservo a impressão de que Zambeli tem um quê demoníaco, é uma espécie de aura, de porte, sabe?! Um amigo querido uma vez me falou dessa gente com ‘cara de diabo’. À época ele havia me falado do Emílio Zurita – NOJO – e de umas outras pessoas. Pois é isto! A Zambeli tem porte de diabo. Me lembra, talvez pela figura, uma personagem de “O Advogado do Diabo”, Petra, eu acho! Ou Allegra. Uma coisa assim… Também tem aquela vizinha que trepa com o Keannu Reeves e que mostra a cara de demônio. Carla Zambeli me passa essa impressão! A todo instante penso que ela vai transmutar a face e revelar um espírito de trevas. Odiaria estar no mesmo lugar que uma pessoa como ela. Luis Otavio Barreto é músico pianista e professor de língua portuguesa.

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