Construir Resistência

4 de junho de 2021

Torcedores realizam atos contra a Copa da Morte

Por Luiz Henrique Arias Hoje, 04 de junho, torcedores em diferentes regiões do país se mobilizaram para denunciar a realização da Copa América em solo nacional. Sob o lema “Contra a Copa da Morte”, a Frente Nacional pelo Futebol Popular convocou mobilizações simbólicas pendurando faixas de protesto. Em Belém, Recife, São Paulo e Porto Alegre as ações ocorreram em frente as Federações Estaduais de Futebol, já no Rio de Janeiro, a ação foi em frente a própria CBF. A Copa América estava marcada para acontecer esse mês, sendo sediada na Colômbia e na Argentina, entretanto, ambos os países recuaram da realização do evento por conta dos protestos e agitações sociais que sacudiram o primeiro, e por conta da alta de casos e óbitos de covid, pela qual passam os argentinos. A saída da Conmebol, CBF, junto ao governo genocida foi trazer a competição para o nosso país, o qual está registrando em média quase 2.000 óbitos por dia.A crise é tamanha que governadores, como os dos estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte, Bahia e São Paulo rejeitaram no início da semana receber o evento, e mesmo os organizadores encontrando novas sedes, o problema vem agora de outra frente: dos próprios jogadores. Segundo a imprensa esportiva nacional, os atletas brasileiros e a comissão técnica estão contra a disputa dos jogos no país. Em âmbito internacional, jogadores do uruguaios como Suarez e Arrascaeta estão contra a realização do torneio, assim como a própria seleção chilena já colocou em dúvidas a sua participação. Os únicos que irão perder serão os cartolas da Conmebol que deixarão de ganhar milhões de dólares, caso o seu torneio caça-níquel não seja realizado. O lucro de dirigentes e de uma entidade não pode estar acima da vida e da saúde do povo brasileiro e sul-americano. Vale ressaltar ainda, que a Copa América é uma competição disputada tradicionalmente a cada 4 anos, e que foi jogada no ano de 2019. O campeonato desse ano, caso não ocorra, não trará nenhum prejuízo desportivo para qualquer seleção. Os únicos que irão perder serão os cartolas da Conmebol que deixarão de ganhar milhões de dólares, caso o seu torneio caça-níquel não seja realizado. O lucro de dirigentes e de uma entidade não pode estar acima da vida e da saúde do povo brasileiro e sul-americano. Os atos de hoje, convocados pelas torcidas e torcedores antifascistas são de fundamental importância para mostrar o descontentamento do povo brasileiro contra essa verdadeira Copa da Morte e para denunciar o projeto genocida de Jair Bolsonaro, e seus sócios: Conmebol e CBF. Em um país, onde quase 500.000 famílias choram a perda de seus entes queridos, e na iminência de uma piora da situação epidêmica no país, não é hora de se jogar a Copa América, não é momento do Brasil realizar aglomerações e ser um vetor de importação e exportação de novas variantes. Estamos contra a Copa da Morte! #ForaBolsonaro Luiz Henrique Arias é Militante da Resistência/PSOL   MANIFESTO DA FRENTE NACIONAL PELO FUTEBOL POPULAR CONTRA A COPA DA MORTE Após uma longa demora para responder à fabricantes de vacinas, e ainda recusar 11 vezes a oferta de compra, o governo Brasileiro, com muita rapidez, aceitou o convite lunático da CONMEBOL para sediar a Copa América 2021, já rejeitada em outros países irmãos. E isso num momento em que o país se aproxima dos 500 mil mortos pela pandemia, em meio a nova onda de contágios e com recorde de desemprego. Estivemos contra a volta do futebol no país, enquanto defendemos os profissionais na linha de frente do combate a pademia e o SUS. Voltaremos aos estádios para dizer não a esta Copa da Morte. Durante toda a pandemia as torcidas organizadas no Brasil, constantemente perseguidas pelo poder público e pela elitização do futebol por parte da CBF e e CONMEBOL, estiveram presentes nas periferias do país inteiro dando aula de solidariedade. Convidamos as torcidas e coletivos ligados ao futebol para que tomemos a frente dos estádios no dia 13/06, dia da abertura da “Cepa América” para protestar contra mais esse desrespeito brutal aos familiares e vítimas da Covid-19. Contra a Copa da Morte e a elitização do futebol, VIDA LONGA ÀS TORCIDAS! FRENTE NACIONAL PELO FUTEBOL POPULAR.  

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O exército do capitão

Por Sonia Castro Lopes Engana-se quem pensa que o capitão reformado teria apoio somente dos militares de baixa patente e das forças policiais estaduais que acolhem em suas tropas uma multidão de milicianos. O que assistimos ontem foi suficiente para acreditarmos que um novo golpe está em curso. Bolsonaro sente-se acuado e, como um cão raivoso, quanto mais atacado mais perigoso fica. Perdeu prestígio junto à classe média, em parte devido à saída de Sérgio Moro de seu staff governamental, em parte devido a sua política  negacionista frente à pandemia. As camadas sociais mais empobrecidas que o apoiavam e mantinham-se satisfeitas com o auxílio emergencial de R$600 que ele alardeava ter partido dele – ocultando o protagonismo dos parlamentares opositores ao seu governo – deixaram de apoiá-lo diante da miséria e do desemprego que enfrentam. Lula livre das acusações por decisão do STF cresce nas pesquisas, a CPI da pandemia avança. Isso apavora o capitão. No fundo ele sabe que a aliança com o centrão pode ser efêmera. Não há lealdade naquele grupo. A elite representada pelo empresariado nacional desconfia que as reformas que tanto deseja não sairão do papel e a posição do ministro Paulo Guedes segue cada vez mais enfraquecida. Caso, de fato, não avancem as grandes reformas econômicas e a política de privatização que lhes foi prometida, o governo também perderá o apoio dessa classe. O que lhe resta? Contar com o apoio das Forças Armadas. Não por acaso os militares foram tão beneficiados em seu governo. Passaram incólumes pela reforma da previdência, alcançaram postos comissionados, tiveram seus soldos majorados. Bolsonaro tem governado para os militares, assim como nos 28 anos em que ocupou uma cadeira na Câmara Federal, sempre contando com os votos dos militares e o de suas pensionistas, especialmente de suas filhas. A multidão nas ruas assustou Bolsonaro. E fez com que os militares se curvassem às suas ordens, atemorizados com o avanço da “esquerda”, majoritária nas manifestações do último 29 de maio. O panelaço ouvido nas grandes cidades na quarta feira (2) confirmando o resultado das últimas pesquisas de opinião sobre o desempenho de possíveis candidatos nas próximas eleições também contribuiu para o desfecho da crise institucional que se desenhava. Tudo levava a crer que o ex-ministro Pazuello fosse punido, ainda que de forma branda, ou fosse encaminhado para a reserva. Não foi o que aconteceu. Não só o processo foi arquivado por decisão do alto-comando do exército como Pazuello ainda foi agraciado com um cargo de assessoria no Planalto que vai aumentar seus rendimentos em quase R$17 mil. O capitão não só retirou do caminho os militares que se negaram a se curvar ao seu autoritarismo como os generais Santos Cruz, Rego Barros, Fernando Azevedo e Silva e Edson Pujol como nomeou para ministro da Defesa o general   Braga Neto que, assim como Pazuello, sobe em palanques para chancelar as idiotices proferidas pelo capitão. O comandante do exército, general Paulo Sérgio Nogueira, foi cooptado de forma rasteira: ou livrava Pazuello da punição ou perdia seu cargo.  Vemos hoje as forças armadas seduzidas pelo poder e pela força do dinheiro. Venderam-se ao fascismo. Existem generais da reserva que faturam de salário algo acima de R$60 mil enquanto servidores civis qualificadíssimos como, por exemplo, os professores/pesquisadores das universidades federais que não chegam a receber 1/3 desses vencimentos. E a imprensa? O que dizem vocês da imprensa capitaneada por empresários que controlam a mídia hegemônica? Não se iludam, são antibolsonaristas até a página dois. Vejam como negaram a primeira página de domingo às grandes manifestações ocorridas em todo o país (exceção feita à Folha de São Paulo). Esperem os ventos mudarem de direção para ver como mudam de discurso. O Exército brasileiro, inclusive a alta oficialidade, acabou se curvando ao  capitão genocida. Com certeza, o exército está dividido, mas não a ponto de vir a público fazer uma declaração contra o presidente. Os militares de baixa patente, assim como as forças policiais e milicianos são bolsonaristas desde a primeira hora. Alguém ainda tem dúvida que temos um golpe em curso? O exército brasileiro que hoje envergonha a nação rendeu-se ao capitão insubordinado que deveria ter sido expulso nos anos 1980 quando liderou um movimento contra sua própria instituição. Bolsonaro, de fato, tem um exército pra chamar de seu.   Imagem: Marcos Corrêa /PR

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Aforismos premonitórios

Por Carlos Monteiro Os bons conselhos, em forma de frases ou expressões, são desde sempre usados para exemplificar atitudes e possibilidades, mas, será que na realidade, são de fato úteis? Será que na hora do pega pra capar, na casa do ferreiro, o espeto é mesmo de pau? Melhor que seja; ferimento de ferro deve ser bem dolorido. Esperar é sinônimo ou antônimo de alcançar? Nessa espera o tempo tem sido mesmo o senhor da razão? Andam dizendo que todos os caminhos levam a Roma, mas, para chegar até ela, não é necessário ter boca ou devemos vaiá-la? Bons provérbios espalham ramas pelos chãos? E os burros; devemos correr, até onde o Judas perdeu suas botas, ao vê-los fugidos? Toda obra de arte deveria ser esculpida em Carrara? Quem não chora, não mama, mas, e se o leite estiver derramado; reclamamos com o Papa ou com o Bispo. No Rio de Janeiro, é melhor ir ao Vaticano, afinal, dizem que santo de casa não obra milagres. Na busca da colheita insana, o vento tem sido semente de tempestade. Muitos adágios vêm se concretizando ao longo do tempo como verdadeiros presságios. Nelson Rodrigues, um frasista inveterado, tem uma máxima que se transformou em axioma, aliás, não uma, mas, muitas. A melhor delas e que, em momento atual, se mostra agouro: “os idiotas vão tomar conta do mundo; não pela capacidade, mas pela quantidade. Eles são muitos!” têm florescer garantido de uns tempos para cá. Parece que abriram as comportas da idiotice e uma enxurrada inundou o planeta. Nelson foi um Nostradamus tupiniquim, trazendo para o papel seus pressentimentos, de forma que se imortalizassem para a posteridade e se comprovassem anos adiante. Foram muitos: “no Brasil, quem não é canalha na véspera é canalha no dia seguinte”, “invejo a burrice, porque é eterna”, “muitas vezes é a falta de caráter que decide uma partida”. “Não se faz literatura, política e futebol com bons sentimentos”. É óbvio e ululante que o genial jornalista, escritor e dramaturgo, conhecia, como ninguém a alma humana pela observação ou por suas atitudes. Temos que dar a César o que dele é. Outro que marcou história com suas tiradas extraordinárias foi Apparicio Torrely, o, autointitulado Barão de Itararé. Seus provérbios foram tão reais que dispensam qualquer comentário: “de onde se menos espera, é de lá que não sai nada mesmo”, “o mundo é redondo, mas, está ficando muito chato” – quem sabe tenha criado esta máxima prevendo que em pleno século XXI haveria terraplanistas. No dia a dia atual, seguir alguns de seus muitos conselhos, se tornou questão de sobrevivência salutar. “Dize-me com quem andas e eu te direi se vou contigo” às vezes só é bem melhor do que estar acompanhado de quem não chega a nenhum lugar, a divagar não se vai longe, devagar então… “Mais valem dois marimbondos voando de que um na mão”, “os vivos são sempre e cada vez mais, governados pelos mais vivos…”, “sábio é o homem que chega a ter consciência da sua ignorância”. Tim Maia imortalizou em síntese a epopeia brasileira: “este país não pode dar certo. Aqui prostituta se apaixona, cafetão tem ciúme, traficante se vicia e pobre é de direita”. Definitivamente o Brasil não é para amadores, não mesmo! Nestas noites em que todos os gatos têm sido iguais, meias palavras ou pingos, têm sido frases completas para os bons entendedores. As mentiras têm mostrado pernocas curtas em meias de seda. Não se engane com as aparências. A voz do povo é a voz de Deus e Ele tem ajudado a quem cedo tem madrugado, escrevendo por linhas tortas, porém absolutamente assertivas. Ele escreveu, você não leu? Ah, o pau do ferreiro vai comer feio, mesmo que este bonito lhe pareça. Os gatos andam atentos com qualquer gota d’água, os cães têm ladrado quando a caravana passa. Com medo até de linguiça, pois já foram picados por cobra. Não mordem enquanto estão com a boca fechada evitando as moscas e os mosquitos, basta um pequeno descuido e lá vem a dentada. No país do rouba, mas faz, onde o ladrão que rouba outro está perdoado por um século, onde quem não tem cão caça como um gato e o barato não anda caro, o barato tem sido sobreviver as tempestades colhidas ao longo dos tenebrosos invernos e não se misturar aos porcos, afinal para baixo os santos têm ajudado. Tudo em máximo alcance. Carlos Monteiro é jornalista e fotógrafo.  

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Eduardo “bananinha” Bolsonaro diz que ataque a jornalista foi erro de digitação

Construir Resistência recomenda uma leitura atenta, lembrado que os ataques da família Bolsonaro à imprensa e aos jornalistas são um método e que têm se intensificado nas falar e atitudes do presidente da República:   Em 16 de março de 2019, o jornalista José Fucs, do Estadão, publicou matéria intitulada ‘Rede Bolsonarista Jacobina Promove Linchamento Virtual Até de Aliados’, revelando o comportamento do ‘Gabinete do Ódio’ em ataques, utilizando-se de mídias sociais, a desafetos do Governo. Desde então, Fucs passou a ser difamado, meses a fio, pelos ‘protagonistas’ de sua reportagem. Leia a matéria na íntegra:   Eduardo ‘bananinha’ Bolsonaro diz que ataque a jornalista foi ‘erro de digitação’

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