Construir Resistência

28 de maio de 2021

CUFA realiza projeto “Mães da Favela” no Itaim Paulista

Por Eduardo Micheletto A #CUFA (Central Única das Favelas)  realiza desde o início de 2020, no Itaim Paulista, o projeto #MãesdaFavela, com o objetivo de mobilizar a sociedade a auxiliar as mães solos de favela no enfrentamento dos impactos da pandemia. O programa contempla com uma bolsa de R$ 240 mensais as mães solo moradoras desses territórios. No ano de 2020, cerca de 1,3 milhões de famílias foram atendidas, impactando mais de 5,5 milhões de pessoas, entregando quase 20 toneladas de alimentos e mobilizando quase R$ 170 milhões, em mais de 5 mil favelas de todo o Brasil.  O Itaim Paulista é o maior distrito da Zona Leste, com cerca de 300 mil habitantes, além disso, faz divisa com três municípios da Grande São Paulo: Itaquaquecetuba através da Avenida Marechal Tito, Ferraz de Vasconcelos pela Rua Tibúrcio de Sousa ou Avenida Itajuíbe, e Poá por uma ponte que passa sobre o córrego Três Pontes e Guarulhos. Para o coordenador da CUFA, no Itaim Paulista, Emerson Silva (foto), “o projeto já atendeu milhares de famílias com cestas básicas, frango, hortaliças e produtos de higiene e limpeza. Com a ajuda de parceiros, realizamos também a entrega de 5 mil chips de celular com internet, ligações e whatsapp livres, facilitando assim, os estudos das crianças que estão em casa. Ao todo entregamos mais de 500 mil chips em todo o Brasil”. De acordo com dados oficiais do #IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-, cerca de 11% da população da cidade de São Paulo, ou seja, 2.162.368 de pessoas moram segundo o governo, em “assentamentos subnormais”. A CUFA promove atividades nas áreas da educação, lazer, esportes, cultura e cidadania, como grafite, DJ, break, rap, audiovisual, basquete de rua, literatura, além de outros projetos sociais. “No Itaim Paulista são oferecidas mentorias de segurança e eletricidade residencial, a fim de capacitar os moradores não só a evitarem incêndios em suas casas, mas também, terem condições de ganharem um dinheiro e saírem do assistencialismo. Tudo isso é voltado para as pessoas da Favela”, conta Emerson. Uma das beneficiadas pelo projeto na região, é a moradora Adriana Regina do Nascimento. Mãe de 3 filhos, sendo um deles Síndrome do Espectro do Autimo, a CUFA tem ajudado a família não só com a alimentação, com a doação de cesta básica, além de ovos, frango, entre outros, mas também com livros para ajudar no aprendizado da criança. “Eles são maravilhosos, vem nos ajudando deste o início da pandemia. É um trabalho sério, extremamente importante para a comunidade e de ajuda a quem precisa”, conta. Entre os principais projetos da instituição destacam-se o Hutúz Rap Festival, maior evento de hip-hop da América Latina, a LIBRA, Liga Internacional de Basquete Rua, e a Taça das Favelas, maior campeonato de futebol entre favelas do mundo. “Acho muito importante o projeto da CUFA, que é voltado para as comunidades e favelas na periferia da cidade de São Paulo, em especial no Itaim Paulista, onde temos várias comunidades, como as do Jardim Robrú, Vila Curuçá, entre outras. Vale ressaltar, outras iniciativas, como a doação de cestas básicas realizada pelo Jornal Acontece Agora em parceria com a União SP. Esse tipo de ação tem ajudado as comunidades mais carentes, porém é necessária também a participação do poder público municipal, estadual e privado, para atendermos tantas demandas”, finaliza o jornalista Divaldo Rosa. Faça a sua doação através do e-mail: doacaocufaitaim@gmail.com Eduardo Micheletto é Jornalista e Consultor de Marketing Digital da Mitto Comunicação. É autor do Blog Reflexões de um Jornalista e membro da Associação Profissão Jornalista (Apjor). Para acessar mais conteúdos do autor, publicadas em seu blog, basta selecionar o endereço eletrônico e clicar com o lado direito do cursor: https://eduardomicheletto.wordpress.com/

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Indignação contra Bolsonaro fortalece manifestação do dia 29

  Manifestantes desafiam os perigos da pandemia para mostrar indignação contra este governo que jamais deveria ter sido eleito Da redação com informações da Rede Brasil Atual As centrais sindicais, movimento popular, entidades estudantis e até as torcidas organizadas prometem participar de um grande protesto contra o (des)governo do genocida Jair Bolsonaro. Elas decidiram, apesar de controvérsias, desafiar os perigos da pandemia e mostrar toda a sua indignação contra este presidente que jamais deveria ter sido eleito, mesmo se utilizando de fraudes e fakes news para conquistar o poder. Desta vez, o ato será presencial, com manifestações de rua praticamente em todas as unidades da federação, provocou receio e críticas em parte dos movimentos contrários ao governo, devido à possibilidade de exposição ao coronavírus, no momento em que a crise sanitária volta a se agravar e se fala na chegada de uma “terceira onda”. Por outro lado, vários grupos – mais de 100 organizações reunidas nas frentes Brasil Popular e Povo sem Medo – preocupam-se em apontar medidas de precaução para evitar riscos. Até mesmo um “guia de cuidados” para quem for à manifestação circula nas redes sociais. Elaborado pelo Centro Acadêmico da Enfermagem da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar, no interior paulista), recomenda logo no início não ir caso a pessoa seja do grupo do risco ou tenha algum sintoma. Outra orientação é usar máscara o tempo todo (PFF2, de preferência), levando pelo menos uma de reserva e, se possível, mais uma para oferecer a alguém. Outras indicações são de guardar distância mínima de 1,5 metro dos outros manifestantes e lembrar a todos sobre isso. E não esquecer do álcool em gel 70º. Além disso, as orientações incluem o retorno para casa. Primeiro, tomar banho assim que chegar em casa, lavando os cabelos. Tomar cuidado ao manusear as roupas usadas, antes de lavá-las. Higienizar objetos, como carteira e celular, e “se monitorar” durante 14 dias, se possível mantendo-se isolado. CPI, auxílio e “fora Bolsonaro” Com vários itens, a pauta do chamado #29M tem como palavra de ordem o “fora Bolsonaro”. Os manifestantes vão defender ainda o auxilio emergencial de R$ 600 (tema de ato organizado por centrais sindicais e movimentos em Brasília na quarta-feira) e vacinação em massa. Também devem apoiar os trabalhos da CPI da Covid no Senado. A agenda inclui protestos contra o desemprego, cortes de verbas na educação, privatizações – especialmente da Eletrobras – e a “reforma” administrativa. Entre os que se alinharam a favor do ato de sábado, está o ator e escritor Gregorio Duvivier, que nesta semana, inclusive, escreveu artigo a respeito, publicado no jornal Folha de S.Paulo. O título: “Não podemos ter medo de ir às ruas protestar nem deixar de ter cuidado”. Quase no final, ele afirma: “Tudo o que mudou, no mundo, só mudou porque tinha muita gente no mesmo lugar, ao mesmo tempo. Esse país não é feito só de moto sem silenciador e miliciano com silenciador”. Redes sociais Mas quem estiver realmente impossibilitado de ir aos atos presenciais, consegue participar do #29M também alimentando as redes sociais. A ideia é fazer um cartaz de protesto e um autorretrato para postar no Instagram, Twitter ou Facebook comas hashtags #Foto29M, #FotografosPelaDemocracia e #ForaBolsonaro. O coletivo Fotógrafos pela Democracia 20 fotos com essas hashtags para compartilhar nas redes durante todo o dia 29. Política de morte A União Nacional dos Estudantes (UNE) aprovou convocação para a manifestação #29M, em um dia de protesto contra cortes de recursos no setor de educação. A entidade, inclusive, publicou documento listando 10 motivos para participar. “Ocuparemos as ruas, com todas as medidas sanitárias necessárias, para denunciar os ataques do governo Bolsonaro à educação pública e sua política da morte”, afirmou a vice-presidenta da UNE, Élida Elena. O ex-ministro e ex-prefeito Fernando Haddad (PT) também defendeu o #29M, afirmando em entrevista que “o povo vai retomar, nas ruas, as rédeas do país”. Ele participou do programa Sua Excelência, o Fato, na TV 247. “Podem ter certeza que o Brasil está esperando sair às ruas com segurança. E não vai ser pequena a manifestação”, declarou. “Não estou falando apenas da próxima. Temos um ano e meio até a eleição. Este país vai tomar as ruas para virar esta página.” Mais perigoso que o vírus Nas redes sociais, parlamentares do Psol convocam para o #29M. “Quando o presidente é mais perigoso que o vírus, o povo precisa ir às ruas! No próximo dia 29 mostraremos nossa indignação, usando máscaras e respeitando as medidas de segurança”, afirmou, por exemplo, o deputado federal Ivan Valente (SP). No Facebook, o Coletivo Democracia Corinthiana e Porcomunas também aderiram às manifestações. “Enquanto a pandemia avança, a crise econômica e social também aflige o povo brasileiro. Com mais da metade da população vivendo situação de insegurança alimentar, o governo insiste na cartilha neoliberal, oferecendo um auxílio emergencial insuficiente, cortando recursos da educação e habitação e avançando com a privatização dos Correios e da Eletrobras e com o desmonte do Estado através da Reforma Administrativa”, afirma o Coletivo Democracia Corintiana. Assim, os grupos convidam as torcidas organizadas para manifestação no Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista, a partir das 16h do sábado, com a mesma ressalva: “Seguindo as normas sanitárias de distanciamento social, uso de máscara, álcool em gel”. Nota da CUT A Central Única dos Trabalhadores (CUT) divulgou uma nota sobre a manifestação deste sábado, convocada pela Campanha ‘Fora, Bolsonaro’, da qual a CUT também é integrante. “Orientamos as CUTs Estaduais, Ramos e entidades filiadas que nossa mobilização deve ser organizada com todas as medidas da prevenção e cuidados sanitários possíveis, de forma que não provoquem aglomerações e exponham nossos militantes e trabalhadores e trabalhadoras das nossas entidades ao risco de contrair Covid-19. Entendemos que a indignação e o repúdio a todos os atos desse governo genocida devem ser cada vez mais potencializados para sensibilizar a população da impossibilidade de continuidade desse governo, mas também temos a responsabilidade de não negar o momento difícil e trágico que a pandemia está

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Liberdade é um caminho individual e de respeito mútuo

Liberdade é um caminho individual e de respeito mútuo

Por Cris Spalla O TOTEM NA ESTRADA MOTO CLUBE está ressignificando a sua história. Resolvemos, em reunião, fazer um novo escudo. Não será a criação de um novo Moto Clube, e sim uma nova fase. Aproveitando para ressaltar que cumprimos os protocolos estabelecidos por causa da #Covid-19, não estamos fazendo eventos e nem participando de 0800 ou aniversários de Moto Clube. Só temos usado os nossos coletes para pegarmos a estrada em passeios individuais. Somos a favor da Ciência, das medidas de proteção e sentimos muito por cada vida perdida. Torcemos para que essa #pandemia acabe logo. Torcemos para que todas e todos sejam vacinados. Vida longa e próspera para o Totem Na Estrada Moto Clube. Cris Spalla Raquel Neves Elisangela Dos Anjos Emilly Dos Anjos Marins Crvg Rahquel Cris Spalla é historiadora, professora, feminista formada pelo #IFRJ, antifascista, antirracista, pró-LGBT+, a favor dos Direitos Humanos. Também, presidenta do Moto Clube #TotemnaEstrada.

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