Construir Resistência

19 de maio de 2021

Forças Armadas se descolam do bolsonarismo, diz pesquisador

Paulo Cunha é autor de Militares e Militância, com 2a. edição publicada pela Editora Unesp Reportagem e foto – Assessoria de Comunicação do CEDEM, da Unesp Paulo Ribeiro Cunha, docente da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Unesp, câmpus de Marília, é Livre Docente em Ciência Política pela Unesp e Doutor em Ciências Sociais pela Unicamp. Atualmente desenvolve o pós-doutorado no Instituto de Estudos Estratégicos (INEST), da Universidade Federal Fluminense (UFF). É membro e colaborador de diversos institutos e núcleos de pesquisa, entre eles o Instituto Astrojildo Pereira (IAP); Núcleo de Estudos de Ideologias e Lutas Sociais (NEILS) da PUC-SP; Laboratório de Estudos sobre Militares e a Política (LEMP) da UFRJ; Comissão de Altos Estudos do Centro de Referência Memórias Reveladas do Arquivo Nacional. Assessorou a Comissão Nacional da Verdade (CNV) entre 2012 e 2014. Foi responsável por entregar ao CEDEM a coleção da Associação Democrática Nacionalista de Militares (ADNAM) . É autor e organizador de vários livros. Um deles é Militares e Militância, uma relação dialeticamente conflituosa, cuja segunda edição foi publicada pela Editora Unesp neste 2021. Na entrevista a seguir Paulo Cunha analisa a presença de militares no governo de Jair Bolsonaro e também fala sobre Militares e militância. CEDEM – A segunda edição de Militares e militância foi revista e ampliada. Nela o senhor escreve um preâmbulo no qual foca o papel assumido pelos militares no governo do Presidente Jair Bolsonaro (2019 – 2022). São cerca de seis mil oficiais em diferentes áreas do governo. Qual é esse papel? Paulo Cunha – Inicialmente, o preâmbulo reflete uma leitura de que há uma tradição de setores militares se arvorarem enquanto poder e tutela da sociedade e da nação, desta vez, estimulada por um mau militar, como disse Ernesto Geisel [presidente militar 1974 – 1979] sobre Bolsonaro que, por diversas razões e imponderavéis fatores acabou chegando, pelo voto, à Presidência da República. Essa linha de argumentação expressa também a presença de um setor militar, com imbricações nas Forças Armadas, em retomar certo protagonismo há muito perdido, ou melhor, anestesiado desde a redemocratização. Em tese, essa ala militar exerceria o poder de fato, tendo à frente o caricato capitão presidente. Não contavam com o deslumbre desse personagem, cuja liderança política na sociedade era inicialmente reconhecida por estes setores militares, mas que sucumbiu. Revelou-se sua mediocridade no exércicio da Presidência e, pior, gradualmente foi contaminando a instituição militar que, por osmose, acabou sendo associada ao governo e a seu projeto, ou falta dele, salvo a reeleição. Na verdade, entre as três forças que dão sustentação a esse governo – uma ala militar, o capital financeiro, tendo à frente Paulo Guedes, e a ala ideológica, muito influenciada pelo pseudo filósofo Olavo de Carvalho –, nunca atuaram enquanto uma orquesta harmônica e o maestro em questão, em vez de agregar, aprofundou essa falta de sintonia. E com ela o desastre político e econômico que contamina os demais militares da ativa e sua boa imagem junto a sociedade. Afinal, soma-se a esse fator de crise sanitária, a crise ambiental, a corrupção na família Bolsonaro e suas ligações com as milícias no entorno do Presidente, bem como movimentos políticos desastrosos, como trazer o centrão para o governo. Politicamente, o grupo deve ampliar tensões e a governabilidade, dada o apetite por cargos e verbas, e que seguramente vão apresentar uma fatura maior a cada votação, e tudo indica, vão procurar ocupar parte dos cargos que hoje têm à frente esses militares. Pesquisas recentes revelam que os militares não são melhores como gestores, como advogavam, e o desastre à frente do Ministério da Saúde por um general da ativa entre outros oficiais, seguramente vai contribuir para o desgaste da instituição junto a população. Isso por um lado, mas por outro, analiso e argumento nesse preâmbulo que muito provavelmente Bolsonaro não chega ao final do mandato. CEDEM – No dia 29 de março, o Presidente substituiu o general Fernando Azevedo e Silva do comando do Ministério da Defesa pelo general Walter Braga Netto. E no dia 30, véspera do golpe de 1964, os comandantes das três Forças Armadas – Marinha, Exército e Aeronáutica – deixaram seus cargos. Como o senhor avalia esse movimento? Paulo Cunha – Concretamente, podemos inferir como hipótese que a instituição se descolou do governo e essa ala militar tem no momento a missão de salvar o barco, buscando uma saída honrosa para o descalabro político e administartivo agravado pela pandemia. Já havia insatisfação dos generais, muitos deles constrangidos com a perda de prestígio do Brasil no cenário internacional – considerado um pária, condição vista orgulhosamente pelo atual governo, ou mesmo as muitas menções e atitudes de subserviência, entre outras, como as ameaças de entrega da Amazônia aos Estados Unidos, somente para citar uns exemplos. Mas nessa crise, tudo indica que Bolsonaro tentou e não conseguiu apoio militar para decretar o Estado de Sítio ou o Estado de Defesa, medida correlata, que sempre esteve entre seus objetivos para contrapor alguns governadores, aliás, coerente com seu passado, pois se trata de um personagem distante de qualquer afeição com a democracia. Uma hipótese nada improvável. A ação sinalizava que havia em curso um movimento grevista de policiais militares, após a morte do soldado Wesley Góes na Bahia, e nessa linha, bolsonaristas em vários estados pretendiam deflagrar uma greve, tendo apoio público de deputados da base do governo, especialmente em unidades da federação governadas pela oposição. O movimento de saída desses generais e do então ministro Fernando Azevedo e Silva acabou criando um fato político que abortou aquela iniciativa que, se bem sucedida, daria condições de Bolsonaro atuar a seu bel prazer. Avalio que, nesse momento, o Exército em particular, mas também as demais Forças, se posicionaram enquanto um Partido Militar, para lembrar a clássica tese de Rouquié, se descolando do governo e tentando a todo custo não mais ter a imagem da instituição associada ao Presidente. Insistentemente, Bolsonaro não somente tenta vincular sua presidência aos militares, com ameaças a democracia, basta ver a recorrente frase ‘meu exército’.  Nessa altura do campeonato, a frase soa mais

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Em defesa da UFF

Se os cortes e os bloqueios de verbas não forem revertidos, a Universidade Federal Fluminense só funciona até julho. Assim como a #UFRJ, a reitoria da #UFF também anunciou que com o orçamento atual, só tem condições de funcionar até julho. A universidade teve um corte de R$ 32.9 milhões e um bloqueio orçamentário de R$ 23 milhões nesse ano de 2021. Mas os cortes se acumulam e a educação tem seu pior orçamento desde 2008! A paralisação da UFF afeta não apenas nossas aulas, mas também o funcionamento do Hospital Antônio Pedro, dos testes gratuitos de Covid-19 e pesquisas que são fundamentais pra esse momento. Não podemos deixar isso acontecer! Se mobilize em defesa da UFF e faça parte do Comitê do Juntos! Para assinar esta petição, selecione o endereço eletrônico e aperte o lado direito do cursor:   https://www.change.org/p/minist%C3%A9rio-da-educa%C3%A7%C3%A3o-em-defesa-da-uff/psf/promote_or_share

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Visita virtual para pacientes com #Covid-19 pode se tornar Lei na cidade de São Paulo

Projeto de autoria do Vereador Arselino Tatto está aprovado e agora depende apenas da sanção do Prefeito Logo no início da #pandemia eu via nas reportagens o relato de familiares desesperados em busca de informações de parentes internados. Conversando com meu irmão, vereador Jair Tatto, que divide a autoria do projeto comigo, tivemos a ideia de criar o programa de visita virtual, o que pode ser facilmente viabilizado por meio de parcerias com empresas privadas, sem prejudicar o orçamento da Prefeitura Um dos aspectos mais difíceis que a pandemia do #Coronavírus trouxe para nossas vidas é o #isolamentosocial. Se o distanciamento já é difícil e doloroso para quem está em casa, ele é ainda mais cruel para quem está hospitalizado, longe do contato familiar. Logo nos primeiros meses da #pandemia, observamos que a rede pública de saúde não estava preparada para receber o grande volume de pacientes e por conta disso, era difícil estabelecer uma via de comunicação para obter, com frequência e facilidade, atualização do quadro clínico das pessoas internadas. Essa situação chamou a atenção do vereador Arselino Tatto que resolveu, em maio de 2020, apresentar na #CâmaraMunicipal o #PL 336/2020 para que todos os pacientes diagnosticados com #coronavírus e internados em equipamentos da rede pública municipal de saúde tivessem a oportunidade de se comunicar virtualmente com seus familiares, por meio de aparelhos como celulares e tablets. “Logo no início da #pandemia eu via nas reportagens o relato de familiares desesperados em busca de informações de parentes internados. Conversando com meu irmão, vereador Jair Tatto, que divide a autoria do projeto comigo, tivemos a ideia de criar o programa de visita virtual, o que pode ser facilmente viabilizado por meio de parcerias com empresas privadas, sem prejudicar o orçamento da Prefeitura”, relatou o vereador Arselino Tatto. Os profissionais de saúde garantem que o fator emocional é muito importante na recuperação do paciente. A visita virtual pode atenuar o sentimento de solidão do doente que, ao se sentir confortado, poderá adotar uma atitude mais positiva em relação ao tratamento. Passado um ano, somente agora o vereador Arselino Tatto conseguiu a aprovação em definitivo do projeto de lei na Câmara Municipal. Mesmo com a aprovação tardia, a visita virtual continua sendo fundamental, pois infelizmente vivemos um dos piores momentos da pandemia, com alto índice de internações. Além de contemplar os pacientes com #Covid-19, a visita virtual poderá auxiliar qualquer paciente que, por motivos diversos, esteja impossibilitado de receber visitas durante sua internação hospitalar, ou seja, é um programa que poderá ser integrado ao #SUS -Sistema Único de Saúde, mesmo após o fim da pandemia. A #PrefeituradeSão Paulo poderá minimizar os custos da implantação da visita virtual por meio de convênios ou parcerias firmadas com empresas de tecnologia que poderão fornecer os equipamentos necessários. Deste modo, não vemos motivos para que o Prefeito de São Paulo não sancione a Lei. A mesma será de grande importância, especialmente enquanto perdurar a #pandemia.   Detalhes no link (para acessar basta selecionar o endereço eletrônico e clicar com o lado direito do cursor): https://www.arselino-tatto.com.br/single-post/visita-virtual-para-pacientes-com-covid-19-pode-se-tornar-lei-na-cidade-de-s%C3%A3o-paulo    

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CPI do Genocídio mostra quem são os homens de Bolsonaro

Por Simão Zygband Foto: Sergio Lima / AFP   Eduardo Pazuello é, sem dúvida, o retrato de um Exército decadente, desmoralizado, mantido a preço de ouro pelos empobrecidos brasileiros   Não era segredo para ninguém, exceto para aqueles que votaram e que anularam seus votos, que o capitão reformado não possuía a menor condição moral, psíquica e qualidade intelectual para governar um país da importância do Brasil. Evidentemente que a escolha do ministério por um (sic)presidente desqualificado como Bolsonaro não poderia ser diferente. Como dizia meu falecido pai, o fruto não cai muito longe da árvore. Temos ministro astronauta (que ainda vive no mundo da lua), uma ministra dos Direitos Humanos que vê Jesus na goiabeira e caricaturas de atriz como Regina Duarte que sequer se manteve no cargo, representando o pior papel de sua carreira e se transformando em marionete de um governante genocida. Sofreu a merecida humilhação pública. Mas o que salta aos olhos é a falta de qualidade dos militares que foram travestidos de ministros e que envergonham não somente a instituição a que servem (pagos efetivamente a preço de ouro), mas também a todo povo brasileiro. Os militares, sob a batuta de Bolsonaro, ficaram de fora da Reforma da Previdência e ainda hoje as filhas solteiras dos oficiais (que apenas não casam no papel) recebem pensões polpudas às custas da miséria do povo brasileiro. Para perpetrar o genocídio contra os brasileiros, Bolsonaro, além de desdenhar da cruel pandemia – que em pouco mais de um ano ceifou a vida de 450 mil brasileiros, defendendo contra o confinamento e gastando R$ 350 milhões na aquisição de um remédio inócuo contra a Covid-19, deixou de comprar vacinas que poderiam ter salvo a vida de milhares de pessoas. Já estamos na metade do ano e somente um quarto da população foi vacinada. Mas chama a atenção a indicação, em plena pandemia, de um militar, um general nada afeito à área para o Ministério da Saúde, mesmo que de maneira interina. Eduardo Pazuello é, sem dúvida, o retrato de um Exército decadente, desmoralizado, mantido a preço de ouro pelos empobrecidos brasileiros. É membro deste mesmo Exército que gastou R$ 15 milhões para aquisição de latas de leite condensado ou para compras milionárias de picanhas, cervejas e lombo de bacalhau para sustentar o oficialato. Absurdo total. Mas Pazuello, que supostamente é especializado em logística dentro do Exército, não conseguiu se explicar na chamada CPI do Genocídio. Na sua desastrada gestão à frente da Saúde, não conseguiu fazer chegar insumos, vacinas, equipamentos para tentar salvar o povo em plena pandemia. O Brasil teve que importar às pressas, por exemplo, oxigênio do país vizinho, a Venezuela, a quem tanto os fascistas como Bolsonaro e Pazuello criticavam. Centenas de doentes do Amazonas morreram sufocados por falta dos botijões de oxigênio. O general do Exército, recebendo ordens de um cruel capitão reformado, teve medo de depor na CPI. Justamente ele, supostamente talhado para as “guerras”, responsável pela logística militar, não consegue dar satisfação ao povo brasileiro sob os seus atos e de seu chefe, o genocida Bolsonaro. Como servidor público, deve sim dar satisfação de seus atos àqueles que o sustentam. Claro que o general e o capitão reformado que o indicou para o cargo deverão entrar para o lixo da história. Devem voltar para o local de onde nunca deveriam ter saído, caso não sejam presos. #foragenocidas    

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Chiclete com Banana

Por Carlos Monteiro O dia amanheceu cantante, um certo espírito desafiador pairava no zéfiro. Desconfio que eram Jakson do Pandeiro e Emilinha Borba  numa desgarrada. Um duelo musical em que, Jack e seu pandeiro, apontava um mascar de canto de boca, um chiclete com banana e gritava: A, E, I, O, U, Y(pissilone). Acabou sendo retrucado, veementemente, pela “Garota Grau Dez Favorita da Marinha”: “a Chiquita é bacana e se veste com casca de banana sim, e daí?”. Existencialista como o Sol de um, quase verão. A confusão acabou com a chegada de Dalva: “Bandeira Branca…!”, afinal, branca é a tez da manhã. Com certeza o limbo está em festa, é o samba-rock meu irmão. Amanheceu zimbrando. Típico dia Pasqualizado. A impressão é de rocio, uma certa orvalhada. Chora, talvez, diante de tanta insensatez, diante de tanta falta de amor. Amanheceu borriçado, borraceiro. Amanheceu macambúzio, sorumbático. Talvez nem quisesse, com o ‘frio’ que se avizinha, preferisse ficar quietinho sob a cobertura dos nimbulus, cumulus e stratos. Dias assim, apesar do brilho que a garoa proporciona ao tornar os pisos da cidade em verdadeiros espelhos, não rendem muitas fotos, principalmente se estamos limitados a um pequeno espaço com o a janela. O Sol, está lá, apareceu no firmamento, mas, apesar de seu esforço em se desvencilhar da nébula que envolve a Cidade Maravilhosa, qual o quê, inútil foi! Então assim, nas calhas das rodas e das casas, descem às lágrimas da natureza. Nas das rodas, escreve Pessoa, o coração, nos canos a realidade: “…Eu perdi o meu medo/Meu medo, meu medo da chuva/Pois a chuva voltando pra terra/Traz coisas do ar/Aprendi o segredo/O segredo, o segredo da vida…”. O dia alvoreceu pura poesia de Paulo Coelho e Raulzito. O Sol anda ousado, numa dança sensual, quase erótica, serpenteia pelas costas de Íbis, beija-a, afaga-a, acarinha-a, adoça-a. O(n)de há açúcar, há afeto. Tem vindo boêmio, dandy, flâneur como num poema de Baudelaire: “…Du temps que la Nature en sa verve puissante/Concevait chaque jour des enfants monstrueux,/Dormir nonchalamment à l’ombre de ses seins,/Comme un hameau paisible au pied d’une montagne.”. Anda encantador nos últimos dias, anda colorindo corpos. Hoje foi pura timidez…; clareou e pasqualizou! A passarada é quem está meio ausente; parecem ter ido cantar e piar em outras freguesias. A Lua vivencia um crescente, infla pouco a pouco, tem se mostrado bela, faceira, muitas vezes por entre as nuvens se escondeu, qual chuva de argentum argyros. Venta, ventania matinal. Uivos por entres as entranhas da Nikon. Venta forte, venta alto, súplica para a vida melhorar, o tal lugar-comum dos “dias melhores virão”, quem sabe são sopros naturais anunciando o novo tempo de sensatez e esperança. Nos meus fones, Francis Hime. Saudades, poeta! “…Salve o Rio de Janeiro/Foi ali que um milagre aconteceu/Fez nascer generosa natureza/Rara beleza/Cidade que é maravilhosa/Esplendorosa…”, vejo-te da janela, enquadrada, emoldurada, destacada. Vejo-te com emoção, maravilhosa, vejo-te Sol, acolho-te Lua. Canto-te em verso, quem sabe, em prosa. Falo contigo. Tu me ouves, me respondes, revida meu amor por ti. Ah cidade amor, oh musa escancarada em luz, oh Ria, ria, rio, Rio. Serás janeiro? Serás leal? Serás sorriso? Será admirável? Será cidade, serás puro e belo mosaico escancarado de beleza. Mar-floresta, urbana cidade. Serás Rio de Janeiro a janeiro? Serás fiel? “Quem não sabe povoar sua solidão, também não saberá ficar sozinho em meio a uma multidão.” – Charles Baudelaire. O pássaro de aço, alçou voo. Alado pensamento. Vai além-mar. Busca o verbo amar. Transitivo? Direto? Sol. Febo sensual, desliza. Explode em luz. Tímido, retorna às caligens. É o tempo! É o tempo! Sejam todos os dias, bons-dias! Sempre bons-Rios (apesar de tudo)!   Carlos Monteiro é jornalista e fotógrafo

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Bora botar lenha na fogueira que chegou mais um…

Por Adriana do Amaral É prá comer ou prá morrer? Quando a musiquinha do caminhão de gás (de cozinha) ressoa na vizinhança, boa parte dos brasileiros sentem o bolso apertar, a garganta secar, a barriga doer. Para muitos só não é pior porque há muito a panela está “às moscas”. Combustível para cozinhar, o #GLP (gás liquefeito) superou a faixa dos R$100. Quanto é o #AuxílioEmergencial, mesmo? Ou seja, compre alimentos, cozinhe e coma quem puder… O descalabro é tanto que até os jornalistas/apresentadores dos programas populares da televisão brasileira já pautaram a alta dos preços, associando-o à roubo. Mas, por que o gás subiu tanto? No decorrer de 2020, o preço do gás de cozinha aumentou proporcionalmente o dobro se comparado à inflação (oficial) no mesmo período. Isso porque o preço do produto é livre, mesmo em se tratando de um item essencial no orçamento doméstico. É a #Petrobrás que decide e anuncia a variação. Proibitivo para muitos, o custo do gás levou famílias a retomarem à queima da lenha para aquecer e cozinhar os alimentos. Nas cidades, onde o gás é encanado, a fatura da conta do gás sobe na mesma proporção que o consumo diminui. Tem gente preferido energia elétrica, mas a tarifa também está pela hora da morte. E o descaso se normalizou. Quem se importa?  O brasileiro convive com a majoração constante dos preços do gás de cozinha há pelo menos dois anos.  Apenas nos primeiros meses de 2021, o produto já aumentou três vezes. Reflexo da variação cambial e cotação internacional do produto. Ou seja, pagamos por um poder aquisitivo que não dispomos. Há previsão de que vai subir ainda mais. E por que? Consequência de uma escolha política do governo brasileiro, desde 2016, pós-impeachment, lembram-se? Época que Michel Temer presidia o país. Cozinhe com uma política dessas… Ou seria a política que está cozinhando a gente? Boralá bater panelas. Mas, não vamos nos esquercer: estão ensinando o povo a lidar com o fogo!          

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