Construir Resistência

6 de abril de 2021

Eu não assisto BBB…

Por Adriana do Amaral Mas o BBB é viral    Eu não gosto da superexposição e também da falsa liberdade dos cativos na casa global. Mas eu também não acompanho novela, então sou exceção e não regra. É inegável a audiência do programa, mesmo em tempos de declínio da televisão aberta, e há público em todas as camadas sociais. Além disso, o que acontece no #BBB está nas mídias sociais e hegemônicas. Ou seja, ele chega até mim.   A casa reproduz o que acontece na sociedade brasileira. Tem de tudo, e cada vez mais abre-se para as chamadas minorias, que na verdade são maioria entre o povo brasileiro. Estarrecedor, no entanto, é como as diversas expressões do preconceito, principalmente o #racismo, são desvelados na lata. Ou melhor, na tela.   O episódio mais recente trouxe a questão do racismo em sua forma mais cruel, através do julgamento da aparência física, que expressa personalidade, cultura e herança familiar. O brother João chorou, desabafou e comoveu ao falar da sua cabeleira BlackPower. Foi o segundo homem negro “julgado” na temporada atual. Antes dele foi Lucas Penteado e o estopim a sua bissexualidade.   Lucas e João são jovens bacanas, bonitos, bem resolvidos. Por que são alvo de racistas? Porque o racismo é praga numa sociedade que ainda não resgatou histórias reais do povo escravizado, e que se perpetua através de gerações.   Por que o cabelo afro incomoda? Acontece nas escolas, acontece no mundo laboral.   João afirmou que não era a personagem “Pedrita” para usar um osso no cabelo. Foi assim que ele respondeu ao brother que de mano não tem nada. Lucas, ex-líder estudantil, apoiou o João através de sua conta no Instagram:   “Que absurdo que acabou de acontecer. Toda a solidariedade do mundo ao João. Respeita nossa cor, respeita nosso cabelo.”   O cabelo é expressão cultural, mas também legado genético. Se cada vez mais homens e mulheres negros ou afrodescentes têm assumido os seus crespos, homens e mulheres de todos os nuances de pele “branca” também têm assumido os cabelos crespos através da transição capilar.   Negro de cabelo liso, pode? É claro que pode, como prefere a ex-primeira dama dos EUA, Michele Obama. Tranças no cabeço? Também pode, como adoram os fãs de Bob Marley e adeptos das raízes africanas. Cabelo blackpower? Sim! Numa história de vida cabem todas as expressões capilares usadas pelo Gilberto (Black) Gil. Até a lua e a estrela!   Recentemente, vivemos a moda dos moicanos, raspadinho estilo ronaldinho, brancos, coloridos, lisos chapinha, mullet, joãozinho, canecalon, pigmaleão… Até careca teve a sua vez, mesmo entre os cabeludos. Mas quando bate o preconceito, a coisa muda…   Por isso, não cansamos de repetir, e até dar um ponto de audiência para o BBB:   Não basta não ser racista, é preciso ser antirracista.      

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A ladainha do combate à corrupção

Por Simão Zygband O brasileiro é um povo pacato, mas que gosta de ser enganado. Por três vezes na história recente do país, caiu na ladainha de que surgiria um Messias que, em um passe de mágica, acabaria com a corrupção endêmica que assola o Brasil. O primeiro deles foi o ex-presidente Jânio Quadros, aquele mesmo da “vassourinha”, que iria varrer a corrupção do Brasil. O segundo foi Fernando Collor de Mello, que se notabilizou como o “caçador de marajás” e, por fim, o atual mandatário, o capitão reformado Jair Bolsonaro, que iria “acabar com a mamata”. Todos os três, evidentemente, não passaram de uma farsa, que os brasileiros mais desatentos (para se dizer o mínimo), se permitiram enganar. Evidente que o atual ocupante da cadeira de presidente faz com que os outros dois parecessem crianças do jardim de infância, tal gama de barbaridades e desrespeito cometidas pelo ex-militar que, dizem, tem relações com as milícias cariocas. Com o símbolo da “vassourinha”, Jânio Quadros venceu com 48,26% dos votos as eleições de 1960, derrotando o candidato governista, apoio Juscelino Kubitscheck, o marechal Henrique Teixeira Lott. Claro que Jânio Quadros não conseguiu combater a corrupção. Como sempre acontece nos governos populistas, congelou os salários dos trabalhadores para tentar controlar a inflação e a dívida externa. Para variar, quem acabou pagando o preço do “combate à corrupção” foi o assalariado. Com apenas oito meses de governo, de janeiro a agosto de 1961, o presidente tentou efetuar uma manobra golpista e renunciou ao cargo. Pensou que seria reconduzido ao cargo, mas acabou abrindo as portas para o golpe militar de 1964. Caçador de marajás Outro presidente que os brasileiros acreditaram que iria combater a corrupção e os “marajás” do serviço público foi Fernando Collor de Mello. Ele foi o primeiro mandatário eleito diretamente pelo povo após o regime militar. Ao contrário de Jânio, que levava uma vida modesta, Collor logo passou a ter uma vida nababesca de causar inveja aos marajás. Na mansão que ele ocupava, de propriedade de sua família, conhecida como Casa da Dinda, no Lago Norte de Brasília, mandou construir (com recursos de origem não declarada) um jardim só visto nas telas de Hollywood. Ao redor da mansão mandou o paisagista José Roberto Nehring plantar 200 árvores de grande porte e 40 frutíferas. Mas, sem dúvida, o maior destaque da obra faraônica ficou por conta das cachoeiras motorizadas, inserida em meio a lagos artificiais. Fernando foi acusado de corrupção pelo próprio irmão, Pedro Collor e perdeu o controle da economia, após confiscar a poupança da população. No dia 29 de dezembro de 1992, o presidente renunciou para evitar o impeachment. Mansão de R$ 6 milhões Bolsonaro é um capítulo à parte. Novamente conseguiu enganar o eleitor brasileiro com o discurso de combate à corrupção, desta vez atacando um velho adversário dos conservadores brasileiros: o PT. O militar reformado elegeu-se (com vários artifícios, diga-se de passagem) como aquele que iria salvar o Brasil do esquerdismo, da corrupção. Acabaria com a “mamata”, dizia o boquirroto capitão. Mas a prática de Bolsonaro logo mostrou que aquilo não passava de conversa fiada. O seu motorista, Fabrício Queiroz, foi flagrado movimentando R$ 1,2 milhão supostamente das chamadas “rachadinhas” (apropriação de recursos dos salários dos funcionários, muitos deles “fantasmas”). Parte destes recursos regaram as contas da primeira dama, Michele Bolsonaro. Foram R$ 89 mil, possivelmente para despesas domésticas. O filho do presidente (sic), Flávio Bolsonaro, eleito senador pelo Rio de Janeiro, é um grande empreendedor imobiliário. Adquiriu 37 imóveis nos últimos 16 anos. O mais recente é uma mansão hollywoodiana avaliada em R$ 6 milhões em Brasília. Grande parte dela paga em dinheiro vivo. O que os eleitores de Bolsonaro ganharam em troca por acreditarem nas ladainhas do capitão reformado? Um índice de desemprego galopante de 14 milhões de pessoas, uma reforma da Previdência que inviabilizará a aposentadoria de milhões de brasileiros, reajustes ridículos no salário mínimo, combustível a R$ 6 reais o litro (contra R$ 2,50 nos tempos do PT), gás de 80 a 100 reais o botijão (contra R$ 35 na época petista) entre tantos sacrifícios. Isso sem contar o descontrole no combate à pandemia do coronavírus, que já infectou 13 milhões de brasileiros e tirou a vida de outros 335 mil. E ele ainda fala em nome de Deus!

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Se a #Covid-19 não mata a fome pega

Por Adriana do Amaral Crise humanitária coloca o Brasil de volta no mapa da fome   Não é preciso ser “bidú” para constatar. Basta olhar para as ruas: a miséria avança Brasil afora. E se não mata imediatamente, como a #Covid-19, é um mal bem mais difícil de ser combatido. Afinal, a ciência avança em descobertas sobre o #coronavirus ao mesmo tempo que o descaso político põe fogo na lenha da exclusão social.   O desmonte do governo popular e suas políticas sociais atingiram o auge com a #ReformaTrabalhista de 2017, que ceifou milhões de postos de trabalho e formalizou a nova mão de obra escrava, o pseudo empreendedorismo individual. A #pandemia veio dar o golpe fatal, isolando as pessoas mais pobres em sítios de miserabilidade, que depois invadiram as ruas das cidades.   E não é achismo, é fato. De acordo com pesquisa realizada pela #FundaçãoGetúlioVargas, três vezes mais brasileiros passam fome. Isso, no curto prazo de seis meses.   Em agosto do ano passado eram 9,5 milhões e em fevereiro passado saltaram para 27 milhões de famintos. Isso, no “celeiro do mundo”, na “terra onde se plantando tudo dá”, no “país abençoado por Deus por natureza”. Mas, que feiura, hem?   Os números do estudo Inquérito Nacional sobre Segurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela #RedePenssan entre os dias 5 e 24 de dezembro, concluiu que 19 milhões de brasileiros sentiram fome ao longo do ano de 2020. Mais da metade das famílias passou por algum nível de insegurança alimentar.   Ele confirma ainda outra dura realidade: mesmo durante a #pandemia as mulheres sofrem mais as consequências da desigualdade social. Ou seja, 11,1% dos lares onde mulheres são “arrimo de família” enfrentaram mais restrições de alimentos do que aqueles cujos mantenedores são homens  (7,7%). As “mães solo” são ainda mais afetadas.   Uma realidade fácil de ser constatada. Inclusive, porque as diaristas, como são conhecidas as trabalhadoras domésticas que atendem sob demanda perderam o trabalho por conta do risco de contaminação pelo #coronavírus.   Mas a falta de trabalho não escolhe suas vítimas. Mesmo os chamados bicos, os trabalhos informais são raros, hoje, devido ao #isolamentosocial, lockdown e falta de humanidade mesmo. Ambulantes, carregadores, cartazes humanos, propagandistas e ajudantes de serviços diversos que o digam.   O Censo da população de rua não dá conta de somar as pessoas que, sem emprego, sem teto, sem comida não têm mais para onde ir. De acordo com a prefeitura de São Paulo, na mais rica cidade brasileira, em 2020 havia cerca de 24 mil pessoas vivendo nas ruas, dormindo nas calçadas, marquises e embaixo de viadutos. Estima-se que o número de cidadãos em situação de rua quadruplicou desde a última contagem.   A fome não escolhe região e se faz presente nas zonas urbanas e rurais. Nas cidades, o “pobre povo brasileiro” ainda conta com a ação de voluntários, que distribuem alimentos e refeições prontas. No sertão as distâncias do país continental se faz letal. Já vimos esse filme, não é mesmo?   Neste Brasil de 2021, o desemprego fere a dignidade, o descaso político e social é sentença de morte e a falta de vacina só não preocupa mais do que a morte decretada pela fome.   Saudades do #Betinho, o irmão do #Henfil.   Foto: #GazetaViews   Saiba mais em:   Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no contexto da pandemia da COVID-19 no Brasil   https://portal.fgv.br/fgv-social                

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Pela vida, trabalho digno, preservação do meio ambiente, contra a exploração capitalista e pelas liberdades democráticas

Construir Resistência recomenda uma leitura atenta: Manifesto assinado pelo Grupo de Estudos e Pesquisas para o Trabalho – GEPT/ UnB.   Passado um ano de seu início em 2020, a pandemia do Coronavirus-19 amplia a devastação tétrica promovida pela elite econômica e operada pelo governo federal sobre a sociedade brasileira. O Brasil se tornou pária mundial, a nação com pior desempenho, batendo recordes e superando outros países em novos casos e óbitos. Com uma política do Executivo Federal de omissão intencional e de potencialização da crise sanitária, pessoas morrem internadas e nas filas de centros de saúde e de hospitais.   Além do trágico número de mortos pela Covid-19, a pandemia gera um impacto social devastador. O número de pessoas assalariadas que estão desempregadas é crescente, apontando para o risco da falta de meios de sobrevivência. Não há ocupação para as pessoas que vivem como autônomos e por conta própria. Para estes, o horizonte é a pobreza e mesmo a fome. Situação que se agrava cada vez mais diante da completa ausência de um plano de contenção da pandemia, a nível nacional. O governo federal adotou a postura de negar a existência da Covid-19, chegando ao absurdo de contribuir para sua propagação pela via de inverdades e de negação da ciência.   O sistema capitalista que opera a pandemia da saúde, a economia e a destruição do meio ambiente continua a acumular ganhos financeiros, juros da dívida pública e enquanto se achatam os salários cada vez mais. Ao mesmo tempo em que opera uma divisão desigual da distribuição das vacinas e outros insumos contra a Covid-19, na qual as populações mais ricas são privilegiadas, relegando as populações dos países pobres a segundo plano, as farmacêuticas e laboratórios aumentam seus lucros ao custo de milhões de vidas.   Assistimos logo no começo da pandemia a ação do Estado de descontar o ônus da crise sanitária e econômica nas costas dos trabalhadores, com a Medida Provisória 936, que permitiu cortes de jornada e de salário de 25%, 50% e 70% gerando uma situação de completa instabilidade do emprego e de insegurança de renda entre amplas camadas da população.   Grandes empresários e o mercado financeiro utilizam a pandemia para chantagear o País a garantir a privatização de empresas estatais e o desmonte do Estado através da reforma administrativa, como maneira de obter ganhos que jamais realizariam por meio da competição.   Tal horizonte sombrio de economia, da pandemia, do meio ambiente e da sociedade, instalou-se no país com a usurpada  presidência da República que se orienta por um projeto político de retorno à ditadura militar, cuja operação já tivemos a infeliz oportunidade  de conhecer em integralidade no período de 1964 a 1985.   A sociedade viveu, experimentou e não quer mais retornar ao passado dos horrores das prisões, das salas de torturas e do amordaçamento das liberdades.   O momento presente precisa ser entendido como uma tentativa de regressão histórica com a qual não se pode estabelecer conivências. A história e as futuras gerações cobrarão as respostas que demos neste momento de crises. O governo Bolsonaro é o principal obstáculo para a contenção da pandemia e seus efeitos. Nesse sentido, é preciso o impedimento do Presidente da República e a convocação de eleições gerais.   As forças que lutam pela vida, pelo trabalho digno, por um meio ambiente saudável e pelas liberdades democráticas, sindicatos, partidos políticos, movimentos e associações sociais precisam construir um movimento no qual caibam o campo e a cidade e os grupos sociais que se opõem à exploração capitalista do trabalho e à ditadura. Os jovens são especialmente convocados porque o futuro a eles pertence. MARÇO DE 2021 ASSINAM Grupo de Estudos e Pesquisas para o Trabalho – GEPT/ UnB. Sadi Dal Rosso – UnB Jales da Costa – UnB Laura Gontijo – UnB Jonas C L Valente – UnB   Para aderir, basta acessar o link (selecione e click com o lado direito do cursor):   https://unbgept.blogspot.com/2021/04/gept-lanca-manifesto-pela-vida-trabalho.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+GrupoDeEstudosEPesquisasSobreOTrabalho-Gept+%28Grupo+de+Estudos+e+Pesquisas+sobre+o+Trabalho+-+GEPT%29  

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Desaprovação de Bolsonaro continua crescendo

  Pesquisa XP/Ipespe aponta que Lula ultrapassa e banha no 2o turno   Por Simão Pedro Chiovetti Uma nova rodada da pesquisa #XP/InstitutoIpespe foi publicada hoje e mostra nova deterioração do governo Bolsonaro e queda na sua aprovação. Também mostra pela primeira vez que Lula sobe e ultrapassa Bolsonaro no 1º turno se a eleição fosse hoje. Num 2º turno Lula ganha de Bolsonaro. Os dados mostram também uma crescente preocupação do povo com a economia, a pandemia e o desemprego. Cresce a crítica à institucionalidade.   Avaliação negativa de Bolsonaro sobe todo dia e chegou a 48% (era 45% há um mês atrás), enquanto despenca sua avaliação positiva, de 27% (estava em 30% há um mês atrás). Os que consideram o governo regular são 24% (não se alterou).   A gestão de Bolsonaro sobre a pandemia e sobre o governo de uma forma geral vem tendo aumento nas críticas: 60% desaprova é apenas 35% aprova. Cresce também a desaprovação dos prefeitos e governadores. Chama a atenção o fato de que 65% desaprovam a condução da economia que “está no caminho errado”. Somente 22% consideram que a economia está no caminho certo. Um dado interessante é o descrédito com o Congresso Nacional que atinge o pior índice nessa legislatura. Há 1 ano era 21% de ótimo e bom, e 32% de ruim ou péssimo. Hoje é de apenas 8% de ótimo e bom, e 48% de ruim ou péssimo. A percepção sobre corrupção no governo também é alta. 46% consideram que vai aumentar e 23% que vai diminuir e 32% acham que vai ficar na mesma. Lula tem 29% das intenções de voto ante 28% de Bolsonaro. Sergio Moro e Ciro Gomes vêm na sequência, com 9% cada. No levantamento anterior, de um mês atrás, Lula tinha 25%, e Bolsonaro, 27%. Nas simulações de segundo turno, Lula também está numericamente à frente de Bolsonaro, com 42% a 38% — na pesquisa do início de março, Bolsonaro tinha 41% e Lula, 40%. O Ipespe fez 1.000 entrevistas por telefone. Especialistas criticam a eficácia desse tipo de metodologia, pois as pessoa entrevistadas ficam mais desconfiadas e receosas de responder por telefone do que presencialmente. Evidentemente, a aprovação de Bolsonaro na faixa de cerca de 1/3 da população, quando a Pandemia já matou 330 mil brasileiros e a fome flagela milhões e aumenta a miséria e desemprego. Mas é sempre bom lembrar que Bolsonaro usa a máquina pública federal para atender setores que lhe dão apoio: as milícias e setores militares, pastores evangélicos neopentecostais, empresários e mercado financeiro. Bom lembrar também que as redes de fakenews e robôs distorcendo a realidade, atacando os adversários e buscando tirar a responsabilidade do presidente e seu governo dos males que assolam a população continuam à toda velocidade. A pandemia impõe limites severos para organização de protestos e alcance dos atos da oposição, como foi o último no dia 24/03. A deteriorização é lenta e tende a crescer, porque a economia não dá sinais de melhora, muito pelo contrário e as crises, principalmente a da covid-19, só tendem a piorar. Mas o crescimento de uma preferência por Lula é uma realidade e dialoga com a construção de uma alternativa forte para derrotar Bolsonaro nas próximas eleições. Simão Pedro Chiovetti é sociólogo, ex-deputado estadual por três mandatos e ex-Secretário de Serviços de São Paulo na gestão Haddad. Hoje, Secretário de Movimentos Sociais e Setoriais do PT/SP.

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