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Eleição caminha para a disputa ser entre Lula e Bolsonaro

Por Carlos Eduardo Alves

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O pleito caminha para a união de direita e extrema-direita contra Lula. Afinal, a política econômica excludente é a cola mais importante das duas vertentes. O neoliberalismo de Paulo Guedes está aí.

 

A eleição presidencial caminha tem muitos meses para o afunilamento entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o genocida Jair Bolsonaro. Durante mais de ano, a direita convencional tentou construir alternativas ao anunciado confronto entre ex e atual presidente da República, mas nada autoriza a apostar no sucesso da empreitada.

No 31 de março agora (toc,toc,toc), os movimentos foram toscos. O governador do mais rico Estado da Federação, João Doria, amanheceu anunciando que desistira da candidatura, montou um circo e, no final da tarde, recuou da desistência.

Apesar do cerco que sofre de seus próprios “companheiros” de PSDB, Doria diz que continuará com sua postulação anêmica de votos. A conferir.

No canto ainda mais de direita, Sérgio Moro mostra que se adaptou rapidinho à “velha política” que dizia condenar e troca de partido três meses depois de assinar a ficha de filiação a outro.

Moro, um bandoleiro da toga sem nenhum escrúpulo, vai em busca do dinheiro farto da “União Brasil”, um numeroso conglomerado de ex e atuais bolsonaristas dissimulados e antigos capos da direitona tradicional do Brasil.

Como sempre, Moro entra mentindo. Diz que inicialmente retira sua candidatura presidencial. Se finge de humilde para tentar o golpe maior.

Com as trapalhadas de Doria ou as trapaças de Moro, a direita convencional não faz cócegas no apelo eleitoral do genocida e muito menos em Lula, líder e favorito para a eleição de outubro. O mais provável é que, no desespero, novos lances sejam tentados.

O oportunismo golpista de Eduardo Leite está à disposição, a falsa modernidade de Simone Tebet, quem sabe o lavajatismo de Joaquim Barbosa…

Se Política guarda alguma lógica, porém, não há espaço popular para nenhuma outra força.

O Brasil está de fato polarizado entre Lula e Bolsonaro, não entre extremos ideológicos como a mídia manipuladora e reducionista insiste em propagar, mas entre civilização e barbárie, com o ex-presidente como polo aglutinador da esperança daqueles que querem reconstruir o País depois do tsunami de ignorância levado ao poder.

O Brasil não é nem para os profissionais. Os últimos anos provam que é exercício de risco tentar vislumbrar o que vem por aí na política.

Mas as pesquisas eleitorais ajudam a tornar as previsões menos sujeitas a erros. Com a aproximação de outubro, já está havendo um movimento de volta a Bolsonaro daqueles que ensaiaram buscar alternativas dentro de uma direita mais moderada.

A estratificação social do último DataFolha, por exemplo, aponta vantagem do genocida entre aqueles que têm renda igual ou superior a 10 mínimos.

Na camada média, o fascista também avança e equilibra o jogo com Lula. A dianteira do ex-presidente é garantida pela extraordinária preferência dos mais pobres (51% do eleitorado total). Está aí a fortaleza de Lula.

O pleito caminha para a união de direita e extrema-direita contra Lula. Afinal, a política econômica excludente é a cola mais importante das duas vertentes. O neoliberalismo de Paulo Guedes está aí.

Por isso, Lula espertamente tenta ampliar sua candidatura e conversa com centro e até direita que têm compromisso com a Democracia.

Daqui a seis meses o Brasil não jogará somente seu futuro em jogo. Estará em disputa primeiro a própria sobrevivência de uma Nação com princípios minimamente civilizados.

Depois, Lula sabe que terá a missão de reconstruir um País devastado em todas as áreas pelo desgoverno fascista.

 

 

Carlos Eduardo Alves (Cadu) é jornalista e analista político

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